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Home Meio Ambiente

ONU ouve o grito do Acará na COP 30: “nossa terra não é lixão de Belém’”

Redação por Redação
07/11/2025
in Meio Ambiente
ONU ouve o grito do Acará na COP 30: “nossa terra não é lixão de Belém’”

O professor espanhol Pedro Arrojo Agudo, Relator Especial da ONU para o direito à água potável e saneamento

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“Esta reportagem foi traduzida para o inglês, leia abaixo” ( This report has been translated into English, read below)

Um representante da Organização das Nações Unidas viu — pessoalmente — aquilo que as autoridades tentam esconder enquanto Belém se prepara para sediar a COP30. O professor espanhol Pedro Arrojo Agudo, Relator Especial da ONU para o direito à água potável e saneamento, esteve no município do Acará e testemunhou a angústia de comunidades tradicionais diante da possível instalação de um lixão da empresa Ciclus, onde seria depositado o lixo produzido pela capital paraense.

E o contraste é gritante: enquanto Belém anuncia ao mundo compromisso com sustentabilidade e “Amazônia viva”, quilombolas, agricultores e ribeirinhos lutam para não se tornarem a latrina ambiental da grande cidade que quer posar de verde para os chefes de Estado. Aproximadamente 140 comunidades serão impactadas caso o aterro avance.

Muitas são quilombolas, reconhecidas oficialmente como territórios de identidade cultural e ancestralidade. Sem consulta prévia — como exige a legislação —, elas receberam a notícia de que o lixo de Belém poderá ser despejado a poucos quilômetros de seus igarapés, roçados, casas e escolas. O relator da ONU percorreu a região, ouviu moradores e carregou dali um relato que não deixa margem para dúvidas:

“Nossos filhos não vão respirar o lixo de Belém. Nossa terra não é depósito de dejetos.”

Na semana passada, os moradores bloquearam a PA-483 (Alça Viária) por 16 horas. O ato começou às cinco da manhã. Só terminou à noite, após uma conversa direta com o governador Helder Barbalho. Foi pacífico — mas foi um ultimato. “Não aceitaremos lixão no Acará. Nem agora, nem nunca.”

A presença de um relator da ONU muda o tabuleiro. O conflito deixa de ser “local” e passa a ter vigilância internacional. Não se trata mais apenas de Belém e Acará — trata-se da imagem do Brasil na COP30.

O Ver-o-Fato não conseguiu ouvir a empresa Ciclus, responsável pela coleta do lixo em Belém. O espaço está aberto à manifestação.

A contradição que expõe a hipocrisia ambiental

É moralmente insustentável que, a menos de 60 km da futura capital planetária do clima, comunidades precisem bloquear estrada para afirmar o básico: que têm direito à água limpa, ar respirável e dignidade. Ao permitir que o debate avance sem transparência, os governos enviam ao mundo um recado muito perigoso: “Desenvolvimento sustentável para os outros, sacrifício para os de sempre.”

Na verdade, não existe “justiça climática” com lixões impostos a comunidades tradicionais. Não existe “Amazônia viva” com água contaminada por chorume. Não existe sustentabilidade sem respeito aos povos que preservam a floresta há séculos.

Se a COP30 pretende debater o futuro do planeta, talvez devesse começar ouvindo quem está defendendo o próprio chão, e não apenas os discursos climatizados de palcos oficiais. A visita de Pedro Arrojo não é apenas um gesto diplomático. É um alerta. É a prova de que a política socioambiental paraense está sendo observada.

As comunidades fizeram história: transformaram um território invisível em assunto global. A partir de agora, cada passo que governo e empresa derem será visto e cobrado — dentro e fora do Brasil. A COP30 terá de lidar com este fato: a Amazônia não é cenário para fotografia oficial. É território de vida, gente e resistência.

E o Acará já deixou claro que não aceitará ser enterrado sob o lixo de ninguém.

ONU no Acará:

English into translation (tradução para o inglês)

UN hears Acará’s cry at COP30: “Our land is not Belém’s dump.”

A representative of the United Nations saw — personally — what authorities are trying to hide while Belém prepares to host COP30. Spanish professor Pedro Arrojo Agudo, UN Special Rapporteur on the human right to safe drinking water and sanitation, visited the municipality of Acará and witnessed the anguish of traditional communities facing the possible installation of a landfill operated by the company Ciclus, where waste from the capital of Pará would be dumped.

And the contrast is striking: while Belém presents itself to the world as a model of sustainability and “a living Amazon,” quilombola, farming and riverside communities are fighting not to become the environmental latrine of the big city eager to pose as “green” before heads of state. Approximately 140 communities will be impacted if the landfill moves forward.

Many of them are quilombola territories, officially recognized as areas of cultural and ancestral identity. Without prior consultation — as required by law — they were simply informed that Belém’s trash could be dumped just a few kilometers away from their streams, crops, homes and schools. The UN rapporteur traveled through the region, listened to residents, and left with a message that leaves no room for doubt:

“Our children will not breathe Belém’s garbage. Our land is not a dumping ground.”

Last week, residents blockaded the PA-483 highway (Alça Viária) for 16 hours. The protest began at five in the morning. It only ended at night, after a direct conversation with Governor Helder Barbalho. It was peaceful — but it was an ultimatum:
“We will not accept a landfill in Acará. Not now. Not ever.”

The presence of a UN rapporteur changes the game. The conflict is no longer “local” — it now has international scrutiny. It’s no longer just between Belém and Acará — it’s about Brazil’s image at COP30.

Ver-o-Fato was unable to reach Ciclus, the company responsible for waste collection in Belém. The space remains open for comment.

The contradiction that exposes environmental hypocrisy

It is morally unacceptable that, less than 60 km from the city that will host the world’s most important climate conference, communities have to block a highway just to assert the basics: their right to clean water, breathable air, and dignity. By allowing the debate to proceed without transparency, governments send a dangerous message to the world:
“Sustainable development for others — sacrifice for the usual ones.”

There is no such thing as climate justice with landfills forced upon traditional communities. There is no “living Amazon” with water contaminated by leachate. There is no sustainability without respect for the people who have preserved the forest for centuries.

If COP30 intends to debate the future of the planet, perhaps it should start by listening to those who are defending their land — not just the air-conditioned speeches on official stages. Pedro Arrojo’s visit is not just a diplomatic gesture. It is a warning. It proves that Pará’s socio-environmental policies are being watched.

The communities have made history: they turned an invisible territory into a global issue. From now on, every move made by the government or the company will be seen and held accountable — inside and outside Brazil.

COP30 will have to face this truth: the Amazon is not a backdrop for official photographs. It is a territory of life, people, and resistance.

And Acará has made one thing unmistakably clear:
it refuses to be buried under anyone’s garbage.

Tags: "nossa terra não é lixão de Belém’"COP 30DestaqueONU ouve o grito do Acará
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