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Home Cultura

O segundo bairro de Belém nasce com seu novo conjunto arquitetônico monumental religioso

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
08/05/2026
in Cultura
O segundo bairro de Belém nasce com seu novo conjunto arquitetônico monumental religioso

Ilustração: Pátio interno do Convento de Santo Antônio, na cidade de Belém

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Em 1736, quando os franciscanos realizaram a cerimônia do lançamento da primeira pedra do novo conjunto arquitetônico em Belém, a ordem deles já tinha vivido uma longa e movimentada história no Gram-Pará, onde chegara cento e dezenove anos antes.

Inicialmente, seus primeiros membros se instalaram num terreno próximo ao forte montado por Castelo Branco, mas logo eles foram morar numa aldeia a três léguas dali, à margem da Baía do Guajará.

Naquele lugar, conhecido como Una, ergueram um convento e um hospício protegidos por muralhas de pau-a-pique.

Ali, também, dois daqueles pioneiros da ordem – os freis Antônio de Merciana e Sebastião do Rosário – iriam se tornar protagonistas dos episódios que resultaram na prisão e da deposição de Castelo Branco do comando da colônia, em 1618.

Oito anos mais tarde, os frades se mudaram para um local mais próximo do núcleo inicial do povoado, fixando-se num terreno  a cerca de 1.250 metros do primeiro forte de Belém, de onde podiam avistar amplo panorama da mesma Baía do Guajará.

A decisão da ordem de se instalar naquele local se tornou extremamente benéfica para o crescimento do povoado porque foi em torno das modestas construções dos religiosos que surgiria o segundo bairro de Belém – o da Campina.

Em 1694, ocorreu um outro momento marcante da história da congregação no Gram-Pará: os membros de sua Ordem Terceira começam a erigir uma capela próxima do  primitivo convento.

A capela permaneceria ali durante quatro décadas.

Cinco anos depois, em 1699, o Rei de Portugal concedeu à ordem o controle de todas as aldeias indígenas localizadas ao norte do Rio Amazonas e nas terras do Cabodo Norte.

Os franciscanos manteriam o privilégio por dezesseis anos.

Perderiam-no, depois, por pressão de outra congregação religiosa instalada no Gram-Pará: a dos padres da Província da Conceição.

Franciscanos construtores

Como os jesuítas e os membros de outras congregações, os franciscanos, também, acumularam variada experiência na arte de construir.

Quando em 1694, em Belém, os irmãos da sua Ordem Terceira iniciaram a edificação de sua capela,  chegava a onze o número de conventos que, no Nordeste do Brasil, eles tinham construídos ou reconstruídos, somente a partir do ano de 1654.

Mas, desde 1585, os franciscanos vinham levantando conventos nos estados nordestinos.

E, ainda iriam reconstruir o convento de João Pessoa, no período de 1700 a 1710.

Se os jesuístas, construtores do primeiro conjunto arquitetônico monumental de Belém, o de Santo Alexandre, realizaram impressionantes obras de Engenharia, no Brasil-Colônia, as soluções inéditas encontradas pelos franciscanos,nas construções de seus conventos no Nordeste, pressupõe uma verdadeira escola de construtores pertencentes à Ordem, diz Germain Bazin, em L’Architecture Religieuse Baroque au Brésil.

A repetição de detalhes em igrejas de conventos franciscanos, em diversas cidades daquela região, fizeram o pesquisador acreditar que a congregação dispunha até mesmo de oficinas ambulantes.

Bazin levanta tal suposição ao constatar:

“A arcada do lavabo da igreja do convento de Olinda é semelhante, em todos os detalhes, às arcadas do pórtico de Ipojuca; encontra-se uma molduragem (conjunto de molduras) bem parecida, na porta da igreja de Serinhaém, e, no lavabo da sacristia de Recife; as colunas adossadas (com figuras iguais, apresentando dorso contra dorso) no pilar do pórtico de Igaraçu lembram muito as do  claustro de Ipojuca”.

Obras dos franciscanos em Belém

Em Belém, o conjunto  arquitetônico dos franciscanos em Belém foi formado:

1) Pelo convento, com suas três capelas, uma ampla, a do Capítulo, e duas menores, erguidas entre os anos de 1736 e 1743.

2) Pela capela da Ordem Terceira, construída entre os anos de 1748 e 1754.

A planta do convento – diz Maria de Lourdes Sobral, em “As missões religiosas e o barroco no Pará”- aproveitou, estrategicamente, o terreno, que ficava à margem das águas da baía.

As avenidas que, hoje, separam o conjunto arquitetônico das águas da baía, surgiram com a execução de obras de aterramento, realizadas posteriormente.

O prédio, afirma a autora, estendia-se, horizontalmente, na dimensão da largura do terreno, à frente da baía; e, verticalmente, na dimensão da profundidade do terreno, à frente da cidade.

Esta situação topográfica – prossegue Sobral – propiciou ao conjunto arquitetônico três fachadas.

A principal do convento, de frente para a cidade.

A principal da capela maior, de frente para a baía.

E a lateral, que se projeta, em forma de ferradura, também, à frente da baía.

O convento tem uma fachada com linhas de uma harmonia simples “como a vida do Santo de Assis”, diz Leandro Tocantins, em “Santa Maria de Belém do Grão-Pará”.

Nas alas do seu severo claustro, há presença – notada por Sobral – de soluções técnico-estilísticas que, embora originárias de formas da arquitetura dos conventos da Idade Média, influenciaram períodos posteriores, como os do Renascimento e do Barroco.

Prossegue a autora:

“Assim, pode-se observar como determinadas formas próprias da arquitetura civil portuguesa,  repetidamente usadas no ciclo colonial brasileiro, inclusive nos sobradões, entram em composição com as pesadas formas medievais, sem prejuízo da harmonia estético-formal”.

Na capela do Capítulo, está parte dos azulejos tão admirados no conjunto arquitetônico.

Sobre eles, diz Tocantins:

“Únicos azulejos belemenses do século dezoito, pertencem ao gosto de pintura cerâmica em grandes painéis, onde artistas, de preferência religiosos, reproduziam a iconografia (arte da representação por meio de imagens) bíblica, alegorias (exposições de pensamentos sob formas figuradas) morais, cenas pastoris e venatórias (relativas a caçadas)“.

A sacristia desta capela é considerada por Tocantins como uma pequena obra de arte.

Afirma o autor:

“No forro baixo e abobadado surge interessante pintura a óleo, que conserva o frescor das tintas setecentistas”.

Ele acrescenta:

“O tema desta composição, cujo autor é desconhecido, certamente, um humilde irmão franciscano, que imprimiu no trabalho a data de 1774, simboliza a Sagrada Eucaristia”.

A capela da aristocracia

Quanto à capela da Ordem Terceira de Belém, era um espaço físico-social-religioso reservado à reduzida aristocracia local,como ocorria nos povoados do Brasil-Colônia, em contraste com a simplicidade do convento franciscano.

No seu trabalho, Bosquejo Cronológico da Venerável Ordem de São Francisco, lançado em l878, Nicolau Baena informa que a nave da capela media 14,5 metros de comprimento, tinha 7 metros de largura e 12 metros de “altura vertical do fecho da abobada”.

Além disto, informa ainda o autor, o comprimento da nave era acrescido pela extensão da capela-mor, em mais 10 metros.

Neste segundo trecho, porém, a largura da capela-mor era de apenas 5 metros.

Nos seus 24,5 metros de comprimento total, ao longo dos quais foram construídos, afora o altar-mor, outros seis altares laterais, a capela era iluminada pelo sol, através de seis grandes janelas, protegidas com vidraças.

O acesso a ela se fazia através do convento.

Aquele trânsito pelo convento dos poderosos fiéis que se dirigiam à capela, no entanto, terminou gerando atritos entre os irmãos da Ordem Terceira e os frades.

Tais atritos, repetidos no transcorrer do tempo, provocaram a ocorrência de um incidente na Quinta-feira da Semana Santa de 1784, como conta Nicolau Baena.

Neste dia, o Governador e Capitão-General Martinho de Souza Albuquerque chegou ao convento, acompanhado de coronéis, ajudantes-de-ordens e outros oficiais, para acompanhar a procissão do Senhor-Morto.

Todos os anos, na véspera da procissão, a imagem do Senhor-Morto, era transferida da capela da Ordem Terceira, para a sacristia do convento.

Naquele ano a imagem também fora deslocada para a sacristia.

Porém, um sentinela, tinha sido colocado na sacristia pelo frade guardião do convento, Manoel da Estrela, com uma missão: a de impedir que a imagem  saísse da sacristia e que a procissão se realizasse.

Indignado com a atitude do frade guardião, o capitão-general se retirou do convento, dirigindo-se, com seus acompanhantes para a Igreja das Mercês.

O episódio, no entanto, ainda não estava encerrado, pois, aquela espécie de sequestro da imagem do Senhor-Morto provocou grande tumulto entre os devotos que pretendiam participar da procissão.

O impasse só foi resolvido com a interferência do bispo, Dom Caetano Brandão.

De qualquer modo, a procissão só pôde ser realizada mais tarde.

Incidentes como este, fizeram com que, depois, um dos altares laterais da capela fosse sacrificado para, no lugar dele, se abrir uma porta destinada à passagem direta dos aristocráticos fiéis.

Foi deste modo que surgiu a fachada da capela, que, conquanto inspirada na do convento, foi concebida em estilo mais rebuscado.

Esculturas e pintura dos mestres

Na capela quem, em 1763, executou as obras do retábulodo altar-mor, todo em talha,(trabalho em madeira, em mármore, ou em outro material, colocado atrás ou acima do altar, apresentando, em geral, um ou mais painéis pintados ou em baixo relevo)foi o mestre-escultor Antônio Jacinto de Almeida.

Tais obras incluíram um grande arco com o emblema da Ordem Terceira e “o ornato dos vãos das paredes da dita capela-mor, com duas molduras para painéis”.

Por elas, o mestre recebeu 825$000 da Mesa da Ordem de São Francisco, “pagos em três quartéis”, como informa Nicolau Baena.

Tocantins, no seu livro, chama a atenção para os inúmeros detalhes do altar, como o emblema da Ordem Terceira, as armas de Portugal, as quatro colunas, entre as quais, há os nichos para imagens de santas, o trono com degraus curvos, ornamentados de anjos e relevos, o nicho com a imagem da Santa Padroeira, o sacrário, os dois anjos arqueiros, e, a imagem do Senhor Morto,no vão do altar, protegida por lâmina de vidro.

Outro mestre-escultor, Caetano José Gomes, fez, em 1764, as obras dos retábulos dos altares laterais, nos quais, há telas, “primores da pintura clássica”, como as classificou Tocantins, sem assinatura, produzidas em Lisboa.

Por seu trabalho, Gomes receberia 600$000 pagos, também, em “três quartéis”.

Para realizá-lo, a Ordem se dispôs a fornecer a Gomes a “madeira de cedro que for precisa”.

Um terceiro mestre, Jorge Correa da Silva, pintou e dourou  todos os retábulos, em 1768.

A capela, com seu luxo a serviço da religiosidade dos antigos poderosos, foi, ainda, enriquecida, por numerosas esculturas sacras.

Por isso, “ainda agora nos encanta os olhos e define o caráter de uma época áurea de nossa Cidade”, diz Meira Filho, em Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará.

O convento dos franciscanos foi concluído no terceiro ano da década de 1740.

O lançamento da pedra fundamental da capela da Ordem Terceira ocorreu no oitavo ano da mesma década.

Em 1748, também, teve início a construção da igreja que faria parte do terceiro conjunto arquitetônico monumental religioso de Belém, o dos mercedários.

Em Belém, portanto, aquela foi uma década importante para a História das suas construções, porque nela avançaram as edificações dos conjuntos arquitetônicos religiosos que ainda hoje orgulham a cidade.

(Ilustração: Pátio interno do Convento de Santo Antônio, na cidade de Belém)

Belém’s Second Neighborhood Emerges with Its NewMonumental Religious Architectural Complex

In 1736, when the Franciscans held the ceremony for the laying of the cornerstone of the new architectural complex in Belém, their order had already experienced a long and eventful history in Grão-Pará, where it had arrived one hundred and nineteen years earlier.

Initially, the first members of the order settled on land near the fort erected by Castelo Branco, but they soon moved to a village three leagues away, on the shores of Guajará Bay.

In that place, known as Una, they built a convent and a hospice protected by wattle-and-daub walls.

There, too, two of those pioneer friars — Friars Antônio de Merciana and Sebastião do Rosário — would become protagonists in the events that led to the arrest and removal of Castelo Branco from command of the colony in 1618.

Eight years later, the friars moved to a place closer to the original nucleus of the settlement, establishing themselves on land about 1,250 meters from Belém’s first fort, from where they could behold a broad panorama of the same Guajará Bay.

The order’s decision to settle in that place proved extremely beneficial to the growth of the settlement because it was around the modest buildings of the religious men that Belém’s second neighborhood — Campina — would arise.

In 1694, another remarkable moment in the history of the congregation in Grão-Pará took place: the members of its Third Order began building a chapel near the primitive convent.

The chapel would remain there for four decades.

Five years later, in 1699, the King of Portugal granted the order control over all the indigenous villages located north of the Amazon River and in the lands of Cabo do Norte.

The Franciscans would retain this privilege for sixteen years.

They would later lose it under pressure from another religious congregation established in Grão-Pará: the priests of the Province of Conceição.

Franciscan Builders

Like the Jesuits and members of other congregations, the Franciscans also accumulated varied experience in the art of construction.

When, in 1694, the brothers of their Third Order in Belém began the construction of their chapel, the number of convents they had built or rebuilt in Northeastern Brazil since 1654 had already reached eleven.

But since 1585, the Franciscans had been erecting convents in the northeastern states.

And they would still rebuild the convent of João Pessoa between 1700 and 1710.

If the Jesuits — builders of Belém’s first monumental architectural complex, Santo Alexandre — carried out impressive engineering works in Colonial Brazil, the unprecedented solutions found by the Franciscans in the construction of their convents in the Northeast suggest the existence of a true school of builders belonging to the Order, says Germain Bazin in L’Architecture Religieuse Baroque au Brésil.

The repetition of details in Franciscan convent churches in several cities of that region led the researcher to believe that the congregation even possessed traveling workshops.

Bazin raises this hypothesis upon observing:

“The arcade of the lavabo in the convent church of Olinda is similar in every detail to the arcades of the porch at Ipojuca; one finds very similar moldings on the church door at Serinhaém and in the lavabo of the Recife sacristy; the engaged columns on the pillar of the Igaraçu porch strongly resemble those of the cloister at Ipojuca.”

Franciscan Works in Belém

In Belém, the Franciscan architectural complex was composed of:

  1. The convent, with its three chapels — one large, the Chapter Chapel, and two smaller ones — built between 1736 and 1743.
  2. The chapel of the Third Order, built between 1748 and 1754.
  3.  

The convent’s floor plan — says Maria de Lourdes Sobral in As Missões Religiosas e o Barroco no Pará — strategically took advantage of the land, which lay on the edge of the bay waters.

The avenues that today separate the architectural complex from the waters of the bay emerged after landfill works carried out later.

The building, the author states, extended horizontally across the width of the terrain facing the bay and vertically along the depth of the terrain facing the city.

This topographical situation — Sobral continues — provided the architectural complex with three façades.

The main façade of the convent faced the city.

The main façade of the principal chapel faced the bay.

And the lateral façade projected itself in a horseshoe shape, also facing the bay.

The convent has a façade with lines of simple harmony “like the life of the Saint of Assisi,” says Leandro Tocantins in Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

In the wings of its severe cloister, there is the presence — noted by Sobral — of technical and stylistic solutions that, although originating in forms of medieval convent architecture, influenced later periods such as the Renaissance and the Baroque.

The author continues:

“Thus, one can observe how certain forms characteristic of Portuguese civil architecture, repeatedly used during the Brazilian colonial cycle, including in manor houses, are combined with heavy medieval forms without harming aesthetic and formal harmony.”

In the Chapter Chapel are some of the tiles so admired in the architectural complex.

About them, Tocantins says:

“The only eighteenth-century tiles in Belém, they belong to the taste for ceramic painting in large panels, in which artists — preferably religious artists — reproduced biblical iconography, moral allegories, pastoral scenes, and hunting scenes.”

The sacristy of this chapel is regarded by Tocantins as a small work of art.

The author states:

“On the low vaulted ceiling appears an interesting oil painting that preserves the freshness of eighteenth-century pigments.”

He adds:

“The theme of this composition, whose author is unknown — certainly a humble Franciscan brother who inscribed the date 1774 on the work — symbolizes the Holy Eucharist.”

The Chapel of the Aristocracy

As for the chapel of Belém’s Third Order, it was a social-religious physical space reserved for the small local aristocracy, as occurred in settlements throughout Colonial Brazil, in contrast to the simplicity of the Franciscan convent.

In his work Bosquejo Cronológico da Venerável Ordem de São Francisco, published in 1878, Nicolau Baena informs that the nave of the chapel measured 14.5 meters in length, was 7 meters wide, and had a “vertical height to the keystone of the vault” of 12 meters.

In addition, the author also notes that the nave’s length was extended by the chancel chapel for another 10 meters.

In this second section, however, the width of the chancel was only 5 meters.

Along its total length of 24.5 meters — throughout which, besides the main altar, six other lateral altars were built — the chapel was illuminated by sunlight through six large windows protected with glass panes.

Access to it was through the convent.

That circulation through the convent by the powerful faithful heading toward the chapel, however, eventually generated friction between the brothers of the Third Order and the friars.

Such friction, repeated over time, led to an incident on Holy Thursday in 1784, as Nicolau Baena recounts.

On that day, Governor and Captain-General Martinho de Souza Albuquerque arrived at the convent accompanied by colonels, aides-de-camp, and other officers to attend the procession of the Dead Lord.

Every year, on the eve of the procession, the image of the Dead Lord was transferred from the chapel of the Third Order to the convent sacristy.

That year, the image had also been moved to the sacristy.

However, a sentry had been placed there by the convent’s guardian friar, Manoel da Estrela, with a mission: to prevent the image from leaving the sacristy and thus stop the procession from taking place.

Outraged by the guardian friar’s attitude, the captain-general left the convent and headed, together with his entourage, to the Church of Mercês.

The episode, however, was not yet over, because that sort of sequestration of the image of the Dead Lord caused great turmoil among the devotees who intended to take part in the procession.

The impasse was resolved only through the intervention of the bishop, Dom Caetano Brandão.

In any event, the procession could only be held later.

Incidents such as this eventually led to one of the chapel’s lateral altars being sacrificed so that, in its place, a door could be opened for the direct passage of the aristocratic faithful.

Thus emerged the chapel façade, which, although inspired by that of the convent, was conceived in a more elaborate style.

Sculptures and Paintings by the Masters

In the chapel, the works on the entirely carved retable of the main altar were executed in 1763 by master sculptor Antônio Jacinto de Almeida.

These works included a great arch with the emblem of the Third Order and “the ornamentation of the wall openings of the said chancel chapel, with two frames for panels.”

For them, the master received 825$000 from the Board of the Order of Saint Francis, “paid in three installments,” as Nicolau Baena reports.

In his book, Tocantins draws attention to the innumerable details of the altar, such as the emblem of the Third Order, the coat of arms of Portugal, the four columns between which there are niches for images of female saints, the throne with curved steps ornamented with angels and reliefs, the niche with the image of the Patron Saint, the tabernacle, the two archangel angels, and the image of the Dead Lord in the altar opening, protected by a glass panel.

Another master sculptor, Caetano José Gomes, produced in 1764 the works of the retables of the lateral altars, upon which there are canvases — “masterpieces of classical painting,” as Tocantins classified them — unsigned and produced in Lisbon.

For his work, Gomes received 600$000, also paid in “three installments.”

To carry it out, the Order agreed to supply Gomes with “whatever cedar wood might be necessary.”

A third master, Jorge Correa da Silva, painted and gilded all the retables in 1768.

The chapel, with its luxury placed at the service of the religiosity of the former powerful classes, was further enriched by numerous sacred sculptures.

For this reason, “even now it enchants our eyes and defines the character of a golden age of our City,” says Meira Filho in Evolução Histórica de Belém do Grão-Pará.

The Franciscan convent was completed in the third year of the 1740s.

The laying of the cornerstone of the Third Order chapel occurred in the eighth year of the same decade.

In 1748, construction also began on the church that would become part of Belém’s third monumental religious architectural complex, that of the Mercedarians.

In Belém, therefore, that decade was an important one in the history of its constructions, because during it advanced the buildings of the religious architectural complexes that still today fill the city with pride.

(Illustration: Inner courtyard of the Convent of Santo Antônio, in the city of Belém)

Tags: Belém AntigaDestaque
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Oswaldo Coimbra é escritor, jornalista e pesquisador.

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