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O que pensam sobre o Pará: orgulho, admiração, preconceito e ignorância

Márcio Macedo por Márcio Macedo
12/10/2025
in Colunas
O que pensam sobre o Pará: orgulho, admiração, preconceito e ignorância

Imagem de Belém do Pará. Foto/crédito Osvaldo Forte

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Os resultados indicam um padrão duplo de percepção: o Pará é simultaneamente admirado por sua cultura, gastronomia e acolhimento, mas ainda fortemente marcado por estereótipos negativos, especialmente associados à ideia de atraso, floresta e ignorância. Essa dualidade revela que o estado ocupa, na imaginação coletiva, um território simbólico entre o orgulho e o preconceito.

A associação imediata ao Pará

Entre as associações espontâneas ao estado, o açaí aparece de forma recorrente e dominante, presente em 19% das citações — um símbolo cultural que extrapola o alimento e se transforma em emblema identitário.

A gastronomia fantástica, citada por 16%, e a cultura rica, lembrada por 12%, reforçam o campo positivo da identidade paraense, destacando a força do paladar e da arte como principais vetores de orgulho e reconhecimento.Em seguida, aparecem menções ao povo acolhedor (6%) e à Amazônia (4%), que, embora positivas, ainda se misturam a percepções que reduzem o Pará ao território “selvagem” e distante.

Por outro lado, surgem estereótipos cristalizados: a visão de que o Pará é apenas floresta, citada em 55% das respostas, e que o paraense é “índio ou selvagem” (34%) — visões que expressam uma mistura de ignorância geográfica e herança colonial. Ainda aparecem ideias como “preguiçoso, sujo ou mal-educado” (32%) e “vive cercado de animais” (23%). Esses números revelam a persistência de uma exotização que desumaniza o sujeito paraense, reduzindo-o a caricaturas folclóricas.

As causas percebidas do preconceito

Quando questionados sobre as causas desses estereótipos, 38% dos respondentes apontaram a falta de contato direto com a realidade do estado, o que indica uma percepção de isolamento simbólico — o Pará ainda é “distante” no imaginário nacional. Outros 24% atribuíram o problema à desinformação — seja por parte da mídia, seja pelo sistema educacional, que raramente contempla a diversidade regional brasileira.


Um grupo expressivo (23%) relacionou o preconceito ao sentimento de superioridade do Sul e Sudeste, enquanto 16% responsabilizaram a mídia nacional, que reforça estigmas em programas e noticiários.

Além disso, cerca de 12% destacaram a falta de valorização interna e o abandono institucional como fatores que perpetuam essa imagem.

Esses percentuais apontam para uma causa complexa e estrutural: o preconceito contra o Pará é produzido socialmente, não apenas por indivíduos, mas por sistemas centralizados de poder e representação.

O autoestigma e a autopercepção

Um dos achados mais delicados é o da autoestigma. Cerca de 23% dos participantes mencionaram a presença de um bloqueio de identidade ou sentimento de inferioridade no próprio paraense.Outros 13% apontaram a fuga de talentos — jovens e profissionais que deixam o estado buscando reconhecimento fora.

Além disso, a autoironia e o preconceito entre capital e interior foram citados como formas de reprodução interna dos estereótipos. Esses números evidenciam que o problema não é apenas externo: parte do preconceito foi internalizada e normalizada no cotidiano local.

As referências positivas — símbolos de orgulho

O levantamento também revelou nomes que ajudam a reconstruir a autoestima cultural. Dira Paes, Joelma, Benedito Nunes, Thiago Castanho, Lúcio Flávio Pinto, Dona Onete, Nilson Chaves e Pelé do Manifesto, nomes mais citados, surgem como referências simbólicas.

Cada um deles representa uma vertente distinta do que o Pará tem de mais forte — arte, música, literatura e gastronomia — e servem como antídotos culturais contra o estigma.

A presença repetida de artistas e intelectuais reforça a ideia de que a cultura é o eixo mais potente da identidade paraense, e que é por meio dela que o estado pode reconstruir sua narrativa pública.

Síntese interpretativa

  • A saliência dos temas “floresta” e “açaí” mostra que o Pará é percebido por símbolos naturais e culturais fortes — mas um deles (a floresta) ainda carrega peso de atraso e isolamento, enquanto o outro (açaí) comunica modernidade e orgulho.
  • A dualidade entre orgulho e estigma confirma a disputa de narrativa: o mesmo repertório que fala em “selvagem” também fala em “gastronomia fantástica”.
  • A mídia centralizada, somada à autoironia e à desigualdade estrutural, forma um ciclo vicioso de invisibilidade e desvalorização.
  • A estratégia de superação passa, portanto, por ativar os vetores positivos — cultura, afeto e gastronomia — e conectá-los a políticas estruturais em educação, ciência e comunicação.

O que se pensa sobre o Pará e o paraense revela uma imagem marcada por contrastes. De um lado, um bloco vibrante de afeto, festa e sabor: o estado é lembrado como terra de cultura rica, gastronomia poderosa — com o açaí sempre em destaque —, gente acolhedora e um orgulho que pulsa. Esse é o rosto luminoso do Pará.

Do outro, porém, persiste um repertório carregado e repetido: “o Pará é só floresta”, “índio/selvagem/ribeirinho”, preguiça, baixa escolaridade, violência. Esses estigmas não nascem apenas de preconceito individual; eles se enraízam na falta de contato real, na centralização da mídia no eixo Sul-Sudeste, na herança estrutural e colonial e nas falhas de gestão pública que alimentam desigualdades e reforçam distorções.

Há ainda um vetor mais silencioso e perigoso: o autoestigma. Muitos paraenses acabam internalizando essas visões, transformando a autoironia em aceitação tácita de “menos valor”. Isso fragiliza a identidade e prolonga a vida dos preconceitos.

O lado positivo é que a disputa de narrativa está aberta. O mesmo repertório que insiste em “selvagem” também exalta “gastronomia fantástica” e “cultura rica”. E aqui mora a oportunidade: usar como alavanca aquilo que já existe em abundância — culinária, festivais, artistas, músicos, narrativas locais — e combinar isso com ações estruturais em educação, ciência, mídia e políticas públicas.

O Pará tem os ativos simbólicos para transformar sua própria imagem. O desafio é organizá-los e potencializá-los em estratégias que unam comunicação a entregas concretas.

Fontes e Método

O relatório e todas as medições/codificações/contagens realizadas (consolidações por tema, listas de estereótipos e causas) têm como referência McCombs& Shaw (1972); Zaller (1992); Almeida (2006); Corbatta (2018) e os seus conceitos científicos desaliência (o que aparece com mais frequência em respostas abertas), não para gerar percentuais populacionais definitivos — ou seja, os números mostram o que está mais presente no repertório dos respondentes, não necessariamente a “verdade estatística” sobre toda a população.

O que apareceu com mais força (achados principais)

A face positiva — o patrimônio simbólico

Três pilares dominam as associações positivas: gastronomia, cultura e afeto. A gastronomia — do “açaí” ao repertório amplo de sabores — tem presença massiva nas respostas (consolidadas em dezenas de menções). Cultura e festivais (Círio, música, ancestralidade) aparecem também com muita força. Afetivamente, termos como acolhimento, amor, orgulho e alegria aparecem em número expressivo. Em termos práticos: se o Pará tem um “produto de imagem” pronto para ativar, ele é cultural e gastronômico — é por aí que dá para começar a disputar narrativa em escala nacional e global.

A face negativa — estereótipos que não saem da cabeça

Os estereótipos mais citados incluem, em ordem de saliência: “Pará é só floresta” (menções mais frequentes), imagem de “índio/selvagem/ribeirinho”, adjetivações de preguiça/má educação, associação com animais e percepção de baixo nível educacional. Esses quadros não são novidade — são velhos repertórios coloniais e regionais —, mas hoje circulam reforçados por memes, programas e pela própria desinformação.

Causas apontadas (o porquê)

Os respondentes não apontam apenas culpados individuais: identificam uma cadeia causal. Primeiro vem a falta de contato real com a região (muitas pessoas apenas “ouvem falar”); depois, a desinformação institucional (escolas, mídia, piadas), o sentimento de superioridade das regiões centrais do país e a forma como a mídia nacional reproduz imagens simplificadoras. Soma-se a isso um certo abandono institucional — e tem-se o cenário que torna os estereótipos resistentes.

Dinâmica interna — o espelho quebrado

O estudo mostra claramente uma dinâmica de autoimagem: existe um bloqueio identitário (respostas que expressam sentimento de inferioridade) e também comportamentos que reforçam o problema (gente que sai do estado, piadas internas, capital × interior). Em termos práticos: o Pará é vítima e agente ao mesmo tempo — vítima de estereótipos externos e agente ao reproduzi-los, por acomodação ou estratégia de sobrevivência.

Vozes e ativos positivos

Entre os nomes e símbolos citados há celebridades, artistas, festas e espaços (músicos, chefs, festivais, Ver-o-Peso) que funcionam como “portadores de imagem” — são recursos reais para reivindicar uma narrativa diferente. Usá-los com estratégia vale ouro.

Análise crítica — o que esses números realmente nos dizem

  1. Frequência não é quota social, mas indica pauta: quando “floresta” vem em primeiro lugar, é sinal de prioridade narrativa — temos que responder a essa presença simbólica.
  2. Disputa de narrativa está aberta: o mesmo repertório que traz “índio/selvagem” traz “açaí/culinária rica” — há material para rivalizar.
  3. Ciclo vicioso: mídia centralizada + fuga de talentos + autoironia gera retroalimentação de imagem negativa.
  4. Não é só marketing: parte do problema é estrutural (educação, infraestrutura, governança). Comunicação sem entrega concreta dá efeito temporário e aumenta frustração.

Os números encontrados não devem ser lidos como percentuais absolutos da sociedade, mas como um termômetro do que ocupa espaço no imaginário coletivo. Quando “floresta” aparece como a associação mais recorrente, não significa que todos pensem nisso primeiro, mas que esse é o símbolo mais saliente, a narrativa dominante que precisa ser enfrentada.

Ao mesmo tempo, o material revela uma contradição fértil: no mesmo repertório em que surgem estigmas como “índio” ou “selvagem”, aparecem também símbolos potentes como o açaí, a culinária e a cultura rica. Isso mostra que a disputa de narrativa está aberta; não

há uma imagem única e cristalizada, mas um campo de forças onde estereótipos negativos e atributos positivos convivem, disputando atenção.

Há, contudo, uma engrenagem que mantém a imagem negativa girando. A centralização da mídia em outras regiões, a saída de talentos para fora do estado e a autoironia cultivada pelos próprios paraenses formam um ciclo vicioso. Nesse processo, a desvalorização se retroalimenta: quem sai leva pouco da narrativa positiva, quem fica internaliza parte do preconceito e, muitas vezes, reproduz estigmas como forma de defesa.

Por fim, é preciso reconhecer que não se trata apenas de marketing. O problema tem raízes estruturais em áreas como educação, infraestrutura e governança. Campanhas de comunicação podem até gerar impacto imediato, mas sem mudanças reais, elas se tornam superficiais e acabam produzindo mais frustração do que orgulho. Ou seja, a disputa simbólica precisa caminhar junto com entregas concretas para que o Pará construa uma imagem sólida e transformadora.

Riscos e cuidados

Ao pensar estratégias para reposicionar a imagem do Pará, é preciso caminhar com cautela e responsabilidade. O maior risco é reduzir a riqueza cultural a uma mercadoria rasa, uma vitrine pasteurizada que apaga o sentido profundo das tradições. A cultura não pode ser transformada em produto vazio para turista ver — ela deve ser vivida, respeitada e cocriada com as próprias comunidades que a sustentam.

Outro cuidado fundamental: não prometer o que não pode ser entregue. Uma campanha que fala em progresso, mas encontra estradas esburacadas, escolas precárias ou serviços básicos falhos, gera frustração imediata. Comunicação sem lastro em políticas concretas é como fogo de palha: ilumina rápido, mas se apaga sem deixar legado.

É preciso também evitar o modelo top-down, em que decisões são impostas de fora para dentro. Esse caminho, além de injusto, gera o que chamamos de backlash identitário: uma reação negativa da população local, que sente sua voz ignorada. A única saída é trabalhar em cocriação, envolvendo lideranças culturais, empresariais e comunitárias desde o início, para que a narrativa construída seja autêntica e legítima.

E, por fim, atenção à instrumentalização política. Se a comunicação for usada apenas como vitrine eleitoral, sem entregar políticas públicas reais, o resultado será apenas reforçar o ciclo de descrédito. O Pará não precisa de slogans vazios, mas de narrativas que dialoguem com ações estruturais e respeitem quem faz a cultura acontecer no dia a dia.

Conclusão Provisória – Análise e Chamada à Ação

O Pará possui um ativo inestimável que, se bem explorado, pode se transformar em verdadeiro combustível de desenvolvimento e projeção nacional/planetária: sua cultura, sua gastronomia e, sobretudo, sua gente. Não há mais espaço para debates sobre a existência de estereótipos em relação ao Pará e ao paraense — eles existem, são fortes e influenciam percepções. A questão central não é negar essa realidade, mas construir caminhos que a ressignifiquem.

O movimento estratégico deve ser duplo. De um lado, é preciso gerar narrativas positivas, consistentes e de alto alcance, partindo da gastronomia — elemento de fácil ativação, com forte apelo emocional e grande capacidade de viralização nacional e internacional. De outro, é urgente articular ações estruturais, em frentes como educação, governança, infraestrutura e investimento. Essa combinação garante que a imagem projetada não seja apenas estética, mas respaldada por transformações concretas.

Mais do que uma política de governo, trata-se de uma política de Estado. Um projeto que deve atravessar gestões e ideologias, sustentado por visão de curto, médio e longo prazos. O compromisso precisa ser com o coletivo e com as gerações presentes e futuras. Isso exige maturidade, disciplina e, principalmente, método: estabelecer indicadores claros, medir resultados, corrigir rotas e não se deixar levar por ruídos superficiais ou narrativas oportunistas.

A mensagem final é direta: o Pará já possui combustível de sobra. Cabe transformar esse potencial em energia coordenada, narrativas poderosas e entregas reais. Não basta combater estereótipos com indignação; é preciso substituí-los por histórias melhores e conquistas tangíveis. Gastronomia para abrir portas e encantar; educação, saúde, segurança e infraestrutura para consolidar. O desafio está posto — e a escolha é simples: ou o Pará assume esse protagonismo de forma planejada e estratégica, ou continuará refém das percepções alheias.

Abaixo, algumas das frases deixadas por mais de 100 entrevistados que responderam à enquete:

A pesquisa pode também trazer a percepção daqueles que não possuem uma ideia pré-concebida sobre o Pará, com a COP30, com a música, o nome do Pará tem sido muito ventilado e pode ser interessante captar essa percepção, que não necessariamente é negativa do estado.
Adorei a iniciativa! Como morador de Santa Catarina, sei bem como a xenofobia é um problema sério por aqui, e não só contra paraenses, mas contra gente de quase todo canto do Brasil. Acredito que ações como essa são cruciais para que a gente comece a se conhecer melhor e, finalmente, a valorizar a riqueza da nossa diversidade como povo brasileiro.
Amo meu Pará
Antes da cultura, falta o sentimento de amor-próprio ao paraense
É estranho pensar que o Sul conhece tão pouco do Norte
Esse assunto é muito abrangente, pois envolve muitos tópicos pertinentes, desde a desvalorização da cultura, passando por uma misoginia dos outros estados com a cultura nortista, até a visão que nós temos quando saímos e voltamos para o nosso estado, eu convivo com isso diariamente, e vejo como as pessoas de fora tratam os paraenses.
Fui muitas vezes a Belém, e adoro a cidade. Mas sou gaúcha e até ir ao Pará, não tinha tido muito contato com a cultura nortista. Acredito que a mídia cria muitos estereótipos, tanto em relação aos nortistas quanto aos sulistas, e a informação que acabamos por ter é equivocada. Acho que é preciso tratar a diversidade do povo brasileiro, ensinando já desde a escola que somos diferentes, mas também ensinando que somos todos parte de um mesmo país, rico culturalmente, com oportunidades e boa educação em todas as regiões. Acho que a questão da mídia se centralizar no eixo Rio-São Paulo acaba deixando as outras regiões de lado. E acho que falta conhecimento sobre o Norte do país, que muitas vezes é confundido com o Nordeste, ou que acaba se limitando à Floresta Amazônica, e sabemos que é muito mais que ela.
Mais valor na educação
Mudança de política, até quando os paraenses vão deixar os Barbalhos no comando
Mudar o padrão econômico, verticalizando os produtores florestais. ajudará o Pará a brilhar no cenário nacional
Nosso estado é um país dentro do Brasil, temos riquezas incríveis, porém não temos bons gestores públicos, além de uma valorização da nossa cultura.
Nunca ouvi nada preconceituoso quanto ao Pará, penso que o foco é mais ao povo nordestino, mas polarização política amplia essas percepções. Não sei se isso atinge vocês, mas este hoje é um ponto importante.
O Estado não valoriza a capacidade técnica dos seus profissionais, prefere valorizar pessoas de fora e se manter na cultura extrativista do que fortalecer o empreendimento, a tecnologia e a indústria como forma de agregar valor à cadeia produtiva.
O Pará é maravilhoso é o povo paraense precisa se conhecer melhor e se dar valor. Tem que seguir a máxima filosófica – conhece-te a ti mesmo! ☺️
O Pará é um estado cheio de riquezas, não só na questão econômica, como cultural, ambiental, gastronômica e naturais. É um povo alegre que se diverte mesmo no perrengue. Mas as políticas públicas que poderiam melhorar na qualidade de vida do paraense, como saneamento básico, segurança, transporte, educação, saúde, entre outros, deixam a desejar fazendo com que a cidades estagnem, sem oferecer motivos para ficar ou retornar. Belém, por exemplo, é uma cidade com tudo pra se tornar uma força no turismo, mas não oferece locais aprazíveis, seguros para os turistas. Muito triste. Amo Belém e amo minha cidade natal, Santarém. Mas apesar de toda a beleza e peso histórico não recebe os cuidados que merecem.
O Pará precisa de políticos posicionados para fazer do Estado um lugar seguro, que tenha saúde, segurança, oportunidade, valorização da mão de obra. As pessoas saem de lá em busca de qualidade de vida que infelizmente o Estado não proporciona isso. O Pará tem um grande potencial para ser um lugar rico em cultura, segurança, saúde, oportunidades etc. Mas a administração do Estado em conjunto com as pessoas precisa mudar a mentalidade de que o Estado é pobre, de que as pessoas são assim mesmo, roubam coisas e não são punidas. Acredito que o ponto de partida seria a mudança de mentalidade da população mesmo, em conjunto com a polícia para combater o furto, assassinato depredação do patrimônio público ou privado.
O Pará precisa ser reconhecido como um estado que tem riquezas fundamentais para o desenvolvimento do Brasil
O Paraense é humilhado e desvalorizado por seus próprios governantes. Serviços de má qualidade, por vezes superfaturados. Prazos de entrega descumpridos ou até recursos desviados e obras não entregues. Regularização fundiária é um entrave para o desenvolvimento municipal e estadual. Burocracia sem sentido ou sem eficácia, também são entraves para o desenvolvimento e, por conseguinte, prejudicam a imagem do Pará e dos Paraenses.
O paraense não se conhece
O pré-conceito só existe quando não conseguimos mostrar nosso verdadeiro valor
Políticos que realmente tragam projetos para o desenvolvimento do Pará
Que o Paraense que mora fora do Estado divulgue o que o Pará representa para o Brasil.
Ser parente já é um desafio …
Sim. Seria interessante que os cidadãos paraenses deixassem de ser consumidores de imundices. Tipo (copiar o que não presta) e desse mais valor na Cultura. Turismo e Educação não bastam esperar por governos. É preciso sonhar. Se esperançar em dias melhores. É farra contínua entre cidadãos e Político. Só que o segundo tempo interesse nessa narrativa. Quanto pior melhor. Ao se aproximarem dos comuns. Se mostram próximos. Mas é engodo pra satisfazer seu próprio ego. Enquanto os cidadãos se sentem próximos/oportunidade de apenas dar um abraço. Como um troféu.
Sou Paulista na certidão e paraense de coração ❤️
Tudo ótimo
Uma das coisas que deveria ser mais priorizada no Pará teria que ser a saúde

Limitações do diagnóstico (transparência)

Os números da enquete representam frequência de menção em respostas abertas e fechadas — indicam o que está saliente na cabeça das pessoas, não um percentual populacional absoluto. Até porque não se trabalhou com os dados demográficos. Para priorizar políticas públicas direcionadas, recomenda-se pesquisa probabilística confirmatória, dados que toda ela será baseada nos dados censitários das fontes oficiais.

* Marcio Macedo é Consultor em Inteligência de Mercado na Análise Inteligência. Especializações em Comunicação Empresarial e Comunicação para o Terceiro Setor; (PUC\​PR); Mestrado em Comunicação e Linguagens (Universidade Tuiuti do Paraná); Doutor em Desenvolvimento Sustentável (Núcleo de Altos Estudos Amazônicos – NAEA, da Universidade Federal do Pará – UFPA), Pós-Doutor em Ciências Ambientais e Interdisciplinaridade (Núcleo de Altos Estudos Amazônicos – NAEA

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