O Remo recebeu o Coritiba com uma missão: vencer e sair da zona de rebaixamento. Mas não alcançou o objetivo
O Leão não parou de lutar um minuto sequer. Sobraram garra e determinação, mas faltaram organização e qualidade diante de um adversário que, quando precisou, foi brilhante.
O jogo foi emocionante. Um jogaço! com duas viradas e muito futebol. No fim, venceu quem deve vencer: o melhor.
Com a oportunidade de deixar a zona de rebaixamento e quebrar um tabu que já durava décadas, o Remo recebeu o Coritiba na noite desta segunda-feira (31), às 20h, no Estádio Mangueirão, em Belém, pela 25ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O Leão entrou em campo sabendo que uma vitória o tiraria do Z-4 e encerraria um jejum histórico: o clube azulino jamais havia derrotado o Coxa em partidas válidas pela Série A. Diante de sua torcida, a equipe tinha a chance de transformar uma noite de pressão em um capítulo marcante de sua história.
A partida começou muito bem disputada, com as duas equipes buscando o gol a todo o momento. Em uma dessas descidas ao ataque, o Coxa foi o protagonista da primeira grande jogada da partida. Logo aos 5 minutos, após uma bela troca de passes que deixou a defesa Azulina sem ver a cor da bola. Pedro Rocha apareceu livre, cara a cara com o goleiro, mas a bola explodiu na trave. Quase o Coritiba abriu o placar.
Depois do susto o Leão tomou conta da partida, encurralou o adversário e fez uma blitz atrás da outra. Acontece que mesmo com muito volume de jogo, o Leão não conseguia perfurar a defesa paranaense. O jogo estava completamente a favor do Clube do Remo.
E o cenário da partida não se alterou até o apito final da primeira etapa. O Leão foi dono do primeiro tempo, não baixou a intensidade da partida em nenhum momento e encurralou o Coritiba a todo momento. Por outro lado o Coxa fez um trabalho defensivo perfeito, segurou o dono da casa e deu poucas finalizações no alvo para os Remistas. Fim do primeiro tempo: 0 a 0.
O segundo tempo começou com o Remo desligado e o Coritiba letal. Com menos de dois minutos de bola rolando, Pedro Rocha cobrou escanteio, Zé Wellison tentou afastar o perigo, mas acabou desviando contra o próprio patrimônio. O gol contra colocou o Coxa em vantagem no placar e silenciou o Mangueirão: 1 a 0 para os paranaenses.
Mas o Leão estava em casa, e no Mangueirão o Remo é mortal. Depois de sofrer o gol, o dono da casa partiu para cima e, aos 15 minutos, foi premiado. Zé Ricardo recebeu pela esquerda do ataque, cortou para o meio e soltou um foguete no ângulo. Nem dois goleiros defenderiam aquela bola. Um golaço que incendiou o Mangueirão e deixou tudo igual: 1 a 1.
Mas o empate era pouco. O Leão não lutou durante toda a partida para permanecer no Z-4. Para os donos da casa, só a vitória interessava. E a virada veio aos 19 minutos. Após uma falta sobre Taliari dentro da área, a árbitra marcou pênalti para o Remo. Na cobrança, Pikachu bateu no canto, mas Morisco fez a defesa. No rebote, porém, o meia azulino apareceu para completar para o fundo das redes e decretar a virada: 2 a 1.
Depois da virada, veio o apagão. Mais uma vez, o Remo adormeceu em campo e, diante de uma das equipes mais organizadas da competição, qualquer desatenção é fatal. Aos 31 minutos, o Coritiba envolveu a defesa azulina com uma boa troca de passes dentro da área. A bola chegou até Fabinho, que apenas completou para o fundo das redes, deixando tudo igual no Mangueirão: 2 a 2.
Desesperado pela vitória, o Remo se lançou ao ataque nos minutos finais, deixando espaços na defesa. O Coritiba aproveitou. Em um rápido contra-ataque, Paulo Roberto avançou pela esquerda e encontrou Sebas Gómez pelo meio. O camisa 19 dominou, esperou a passagem do atacante e rolou na medida para o artilheiro Pedro Rocha, que não perdoou. Com direito à lei do ex, o atacante marcou o gol que colocou o Coxa novamente em vantagem no Mangueirão: 3 a 2.
O Leão não parou de jogar futebol durante 90 minutos, não faltou garra e nem luta, faltou qualidade para superar um rival muito poderoso. O Coritiba fez um segundo tempo brilhante, superou o Leão e mereceu a vitória. Fim de jogo: Remo2, Coritiba 3.
Escalações:
Remo: Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Marlon; Zé Welison, Picco, Zé Ricardo e Vitor Bueno; Galeano e Taliari. Técnico: Léo Condé
Coritiba: Pedro Morisco; JP Chermont, Tiago Cóser, Jacy e Bruno Melo; Vitor Tissi, Sebastián Gómez e Fernando Sobral; Lavega, Breno Lopes e Pedro Rocha. Técnico: Álvaro Martins (Auxiliar).
Arbitragem
- Árbitro: Daiane Muniz (SP);
- Árbitro Assistente 1: Leila Naiara Moreira da Cruz (DF);
- Árbitro Assistente 2: Maira Mastella Moreira (RS);
- Quarto Árbitro: Júlio César Pfleger (SC);
- Assessor: Marrubson Melo Freitas (DF);
- VAR: Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ).














