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Home Cultura

O Grão-Pará já foi visto em São Paulo

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
06/03/2026
in Cultura
O Grão-Pará já foi visto em São Paulo

O Grão-Pará ocupou uma página inteira de O Estado de S. Paulo

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*Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista

Quem vê hoje, nas bancas, os nanicos exemplares das edições do jornal O Estado de S. Paulo, talvez tenha dificuldade de acreditar.

Mas, já houve um tempo no qual um exemplar da edição de domingo do jornal, tinha, como nos outros dias da semana, o tamanho maior, padrão, como o da Folha de S. Paulo.

E um número de páginas tão grande que um exemplar, naquele dia, pesava dois quilos.

Havia quem brincasse dizendo que se vendesse só o papel usado num exemplar do jornal poderia obter de volta o dinheiro que havia pago por ele, e, ainda ter lucro.

A leitura daquela edição do jornal era a ocasião na qual os sempre estressados paulistanos podiam relaxar, em  suas poltronas.

O que fazia surgir uma cena comum na capital paulista, naquele dia, o das salas dos apartamentos com cadernos do jornal espalhados pelo chão.

Durante um destes reconfortantes momentos de culto à preguiça, há exatos 30 anos, os leitores do jornal se defrontaram, numa daquelas edições bojudas de domingo, com uma inusitada chamada de capa.

“Arquivo guarda relíquias no Pará”

Embaixo da chamada, este texto:

“O Arquivo Público, de Belém, no Pará, guarda milhares de documentos, alguns deles inéditos, sobre o Maranhão/Grão-Pará, antiga colônia portuguesa, que abrangia toda a região amazônica e alguns Estados do Nordeste atual”  

A chamada remetia a uma reportagem de página inteira no interior da edição do jornal sobre um assunto até então desconhecido por muitos brasileiros: o estado do Norte do Brasil que foi mantido independente do nosso país, dentro do império português.

E que havia desaparecido, nos 8 milhões e meio de quilômetros quadrados do território brasileiro atual.

O Grão-Pará.

Sozinho, ele corresponderia atualmente a pouco mais da metade do Brasil.

Pois, englobava os dois imensos estados do Amazonas e do Pará, que juntos, somam uma extensão de quase 3 milhões de quilômetros quadrados.

E que, ainda, englobava os estados do Acre, de Rondônia, de Roraima, do Ceará e do Piauí.

Na reportagem era mostrada em ilustrações antigas coloridas, de, pelo menos duzentos anos, a configuração deste seu gigantismo.

Pois, ao contrário do que ocorre com o chamado “continente desaparecido”, Atlântida, a existência do Gram-Pará é comprovável por aquelas ilustrações e por mais cerca de 500 mil outros documentos.

Todos guardados no Arquivo Público do Pará, como disse o jornal.

Localizado no bairro da Campina, em Belém, o arquivo público é considerado como uma das principais instituições arquivistas do Brasil.

Seu acervo abrange mais de 4 milhões de documentos.

Por isto, ele é visto pelos pesquisadores como uma referência para o estudo da História Colonial da Amazônia.

Sua importância foi duplamente reconhecida, no ano de 2010.

Como uma iniciativa de excelência na preservação de bens culturais e de memória do Brasil, pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional –  o IPHAN, que lhe concedeu o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade.

E como uma instituição que guarda importantes documentos sobre a História da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, que lhe agraciou com o selo MOW – Memory of the World.

No ano da publicação da reportagem sobre o Gram-Pará, 1996, quem dirigia o arquivo público era o jovem antropólogo Márcio Meira.

Que iria desenvolver uma carreira relevante na área do ensino e da cultura do Brasil, como doutor em Memória Social, pesquisador do Museu Emílio Goeldi, presidente da FUNAI – Fundação Nacional do Índio, e, assessor do presidente do BNDES. 

Seus trabalhos foram premiados, em 2003 como a Ordre Nationale du Mérite, dada pela França, e, em 2006, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que lhe outorgou o título de Amigo do Museu Nacional.

Para o repórter de O Estado de S. Paulo, Márcio Meira revelou que cerca de quatro milhões dos documentos antigos do arquivo jamais foram estudados de modo amplo, ordenado e sistemático.

Sobre aqueles documentos, Mário falou com segurança porque havia ajudado a embrulhar e amarrar boa parte deles, quando ainda era estudante universitário, durante estágio naquele órgão público.

Apesar da inexistência de estudos, com as características mencionadas por Meira, sobre a totalidade dos documentos guardados no arquivo público, o extinto Estado do Grão-Pará, no entanto, tem sido pesquisado, por intelectuais e acadêmicos brasileiros e estrangeiros, há mais de um século.

Como o português, João Lúcio de Azevedo, autor de “Os Jesuítas no Grão-Pará”.

E, os brasileiros Fábio Vilaça dos Santos, autor de “O governo das conquistas do norte: trajetórias administrativas no Estado do Grão-Pará e Maranhão (1751–1780)” e, a brasileira  Magda Ricci, autora de “Pátria minha: portugueses e brasileiros no Grão-Pará – 1808/1840”, entre outros.

Por isto, os leitores do jornal paulista puderam conhecer algo sobre o poder que os jesuítas acumularam nos anos de 1600, e, pelo menos o acontecimento mais relevante, ocorrido, nos anos de 1700, no Grão-Pará, através de duas das quatro matérias publicadas na página.

Através das outras duas matérias, eles ficaram sabendo que o arquivo público guarda, não só manuscritos antigos, como raros documentos visuais, entre os quais, o mapa do Grão-Pará, confeccionado em 1604, por João Albernaz.

O acontecimento que marcaria a História da Amazônia foi a chegada a Belém, em 1753, de um pequeno grupo de engenheiros-militares italianos e alemães, todos com formação de técnico preparado nos melhores centros de ensino da Europa.

A saga deles, reconstituída graças ao esforço de pesquisadores empenhados no estudo de documentos antigos da Amazônia, é uma amostra do que pode estar ainda escondido no acervo do arquivo paraense sobre o passado de nosso país.  

Estes engenheiros-militares tinham sido contratados pela administração do poderoso Marquês de Pombal, secretário de Estado do império português, para demarcar os limites das terras lusitanas no Norte do Brasil.

Estes limites, àquela altura, estavam sendo negociados com a Espanha.

Os dois impérios haviam assinado o Tratado de Madri, três anos antes, com a intenção de atualizar e oficializar o que, de fato, pertencia a cada um deles, na América do Sul.

Pois, as autoridades espanholas e portuguesas admitiam que o Tratado de Tordesilhas, de 300 anos antes, fora completamente desrespeitado na ocupação real do continente.

Segundo aquele antigo tratado, ratificado em 1493, para Portugal cabia,  no Norte brasileiro de hoje, pouco mais que uma estreita faixa litorânea de terra.

Aquela comissão de demarcadores estava incumbida de realizar o primeiro levantamento rigoroso dos rios e das terras da Amazônia.

Os quais, naturalmente, Portugal iria reivindicar para si, nas novas negociações, conquistando, assim,  extraordinária ampliação de suas possessões territoriais no nosso continente.

O levantamento dos rios foi um atividade extremamente penosa, devido ao precário apoio que a administração portuguesa podia garantir à comissão demarcadora, nas suas áreas de atuação.

Habituados ao gozo das comodidades trazidas pelo Século das Luzes, nos mais importantes centros culturais da Europa, os engenheiros-militares, no desempenho daquela missão, tiveram de enfrentar índios hostis, animais selvagens e doenças tropicais.

Sofreram as agruras de fome, luz e calor intenso do sol.

Viram-se obrigados a empreender subidas e descidas de cachoeiras em canoas instáveis.

Submeteram-se a chuvas diluvianas, tremedeiras de febres, picadas de carapanãs, muriçocas, piuns, mutucas, tocandiras, formigas-de-fogo, mordidas de candirus e morcegos.

Um demarcador alemão, Adão de Breunning, não suportou.

Morreu pouco depois de chegar ao Gram-Pará.

Outro, Manuel Gotz, entrou em depressão e se desgarrou da comissão.

E, um terceiro, João Schwebel, se manteve ativo, mas chegou a vomitar sangue.

Ainda assim, a pequena equipe de demarcadores configurou o espaço físico do Gram-Pará, com a ajuda de uma segunda comissão demarcadora de limites.

Que atuaria nos anos seguintes ao período da atuação da primeira, composta exclusivamente de técnicos portugueses

Quando o Brasil se tornou independente de Portugal, em 1822, porém, não contou imediatamente com toda aquela imensa área.

Porque o Grão-Pará só aderiu ao Brasil, em 1823.

Mas os membros da comissão não apenas realizaram as demarcações que lhes tinham sido confiadas.

Cada um deles, individualmente, deixou outra valiosa herança para o Pará atual.

O italiano Antonio Landi, um ex-professor de Arquitetura em Bolonha, tornou Belém a cidade de arquitetura mais avançada dentro da América Portuguesa, na segunda metade dos anos de 1700.

Conterrâneo dele, outro integrante daquela comissão, Henrique Galuzzi, levantou em Macapá, o Forte de São José, considerado como uma das mais brilhantes obras da Engenharia Colonial do reino português.

Como estes dois italianos, o demarcador alemão Gerard Gronsfeld deixou para o Grão-Pará também uma obra de valor.

Criou um plano urbanístico para transformar Belém – recortada por rios – numa nova Veneza.

Outro técnico alemão, Philipe Sturm construiu todo o equipamento urbano de uma cidade: Barcelos, na época chamada de Mariuá.

Levantou imóveis, praças, pontes etc.

Seu patrício João Schwebel criou, como desenhista, as únicas imagens existentes das localidades que se espalhavam entre Belém e Barcelos, naquela época.

Estes nomes – Landi, Galuzzi, Gronsfeld, Sturm, e, Schwebel -, provavelmente os paulistas terão lido, pela primeira vez, numa página impressa, naquela edição de domingo de O Estado de S. Paulo.

E dificilmente eles os terão encontrado, outra vez, nos noticiários que lhes chegam. 

Porque, infelizmente, desde a publicação daquela reportagem, nunca mais houve um espaço tão nobre na grande mídia impressa brasileira, para os milhares de documentos sobre o Estado do Grão-Pará, preservados pelo Arquivo Público do Pará.

Este silêncio com certeza colobora para a falta daqueles estudos “amplos, ordenados e sistemáticos”, mencionados por Márcio Meira, sobre o precioso acervo, importante para a História da Amazônia, do Brasil, e, até da Humanidade, como reconheceu a UNESCO.  

(Ilustração; O Grão-Pará ocupou uma página inteira de O Estado de S. Paulo)

English translation (tradução para o inglês)

Grão-Pará Was Once Seen in São Paulo

*Oswaldo Coimbra is a writer and journalist

Those who today see, at newsstands, the compact editions of O Estado de S. Paulo may find it hard to believe. But there was once a time when a Sunday issue of the newspaper—like the editions published on the other days of the week—came in the large, standard format, similar to that of Folha de S. Paulo.

And it contained so many pages that a single Sunday copy weighed as much as two kilograms.

Some would joke that if you sold only the paper from a single issue as scrap, you could recover the money you had paid for it—and still make a profit.

Reading that Sunday edition was the moment when the ever-stressed residents of São Paulo could relax in their armchairs. It produced a common scene in the city on that day: living rooms with the newspaper’s sections spread across the floor.

During one of those comforting moments of cultivated leisure, exactly thirty years ago, readers of the newspaper encountered, in one of those bulky Sunday editions, an unusual front-page headline:

“Archive Preserves Relics in Pará”

Beneath the headline was the following text:

“The Public Archive in Belém, Pará, preserves thousands of documents, some of them unpublished, about Maranhão/Grão-Pará, a former Portuguese colony that encompassed the entire Amazon region and several states of today’s Northeast.”

The headline referred to a full-page feature inside the newspaper about a subject that was, until then, unknown to many Brazilians: the northern state of Brazil that had been kept separate from the rest of the country within the Portuguese Empire.

And which had seemingly disappeared within the current 8.5 million square kilometers of Brazilian territory.

Grão-Pará.

By itself, it would today correspond to slightly more than half of Brazil. It encompassed the two immense states of Amazonas and Pará, which together cover nearly three million square kilometers. It also included the present-day states of Acre, Rondônia, Roraima, Ceará, and Piauí.

The report displayed, through colored illustrations at least two hundred years old, the configuration of this gigantic territory.

For unlike the so-called “lost continent,” Atlantis, the existence of Grão-Pará is demonstrable through those illustrations and through some 500,000 additional documents.

All of them preserved in the Arquivo Público do Pará, as the newspaper reported.

Located in the Campina neighborhood of Belém, the archive is considered one of Brazil’s principal archival institutions.

Its holdings comprise more than four million documents.

For this reason, it is regarded by researchers as a reference center for the study of the Colonial History of the Amazon.

Its importance was doubly recognized in 2010.

As an initiative of excellence in the preservation of Brazil’s cultural and memory assets, by the Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), which awarded it the Rodrigo Melo Franco de Andrade Prize.

And as an institution safeguarding important documents on the History of Humanity, by the UNESCO, which granted it the MOW—Memory of the World—seal.

In 1996, the year the feature on Grão-Pará was published, the archive was directed by the young anthropologist Márcio Meira.

He would go on to build a significant career in the fields of education and culture in Brazil, earning a doctorate in Social Memory, becoming a researcher at the Museu Emílio Goeldi, serving as president of FUNAI (National Indian Foundation), and acting as an advisor to the president of the BNDES.

His work was recognized internationally. In 2003, he received the Ordre Nationale du Mérite from France, and in 2006 the Federal University of Rio de Janeiro granted him the title Friend of the National Museum.

To the reporter from O Estado de S. Paulo, Meira revealed that approximately four million of the archive’s old documents had never been studied in a broad, organized, and systematic manner.

He spoke confidently about those documents because, while still a university student, he had helped wrap and tie up many of them during an internship at that public institution.

Despite the absence of comprehensive studies of the kind mentioned by Meira, the extinct State of Grão-Pará has nevertheless been researched for more than a century by Brazilian and foreign intellectuals and scholars.

Among them, the Portuguese historian João Lúcio de Azevedo, author of Os Jesuítas no Grão-Pará.

And the Brazilians Fábio Vilaça dos Santos, author of O governo das conquistas do norte: trajetórias administrativas no Estado do Grão-Pará e Maranhão (1751–1780), and Magda Ricci, author of Pátria minha: portugueses e brasileiros no Grão-Pará – 1808/1840, among others.

Thus, readers of the São Paulo newspaper were able to learn something about the power accumulated by the Jesuits in the 1600s and about at least the most significant event that took place in Grão-Pará during the 1700s, through two of the four articles published on the page.

Through the other two articles, they discovered that the archive preserves not only ancient manuscripts but also rare visual documents, including the 1604 map of Grão-Pará drawn by João Albernaz.

The event that would mark the History of the Amazon was the arrival in Belém, in 1753, of a small group of Italian and German military engineers, all trained in the finest educational centers of Europe.

Their saga—reconstructed thanks to the efforts of researchers devoted to the study of ancient Amazonian documents—is a sample of what may still lie hidden in the holdings of the Pará archive about our country’s past.

These military engineers had been hired by the administration of the powerful Marquês de Pombal, Secretary of State of the Portuguese Empire, to demarcate the boundaries of Portuguese lands in northern Brazil.

At that time, those boundaries were being negotiated with Spain.

The two empires had signed the Treaty of Madrid three years earlier with the intention of updating and formalizing what, in fact, belonged to each of them in South America.

Spanish and Portuguese authorities acknowledged that the Treaty of Tordesillas, signed three centuries earlier, had been completely disregarded in the actual occupation of the continent.

According to that earlier treaty, ratified in 1493, Portugal was entitled, in what is now northern Brazil, to little more than a narrow strip of coastal land.

The demarcation commission was charged with conducting the first rigorous survey of the rivers and lands of the Amazon—territories that Portugal would naturally claim in the new negotiations, thereby achieving an extraordinary expansion of its possessions on the continent.

Surveying the rivers was an extremely arduous activity, given the precarious support that the Portuguese administration could guarantee to the commission in its areas of operation.

Accustomed to the comforts of the Age of Enlightenment in Europe’s most important cultural centers, the military engineers had to confront hostile Indigenous groups, wild animals, and tropical diseases.

They endured hunger, intense sunlight and heat.

They were forced to navigate up and down waterfalls in unstable canoes.

They submitted to torrential rains, shivering fevers, and the bites of mosquitoes, sandflies, horseflies, fire ants, candiru fish, and bats.

One German surveyor, Adão de Breunning, could not endure it. He died shortly after arriving in Grão-Pará.

Another, Manuel Gotz, fell into depression and drifted away from the commission.

A third, João Schwebel, remained active but at one point vomited blood.

Even so, the small team of surveyors configured the physical space of Grão-Pará, aided by a second boundary commission composed exclusively of Portuguese technicians, which operated in subsequent years.

When Brazil became independent from Portugal in 1822, it did not immediately incorporate that immense area, because Grão-Pará adhered to Brazil only in 1823.

But the members of the commission did more than carry out the demarcations entrusted to them.

Each of them, individually, left another valuable legacy to present-day Pará.

The Italian architect Antonio Landi, a former professor of architecture in Bologna, transformed Belém into the city with the most advanced architecture in Portuguese America in the second half of the eighteenth century.

His compatriot Henrique Galuzzi erected in Macapá the Fortress of São José, regarded as one of the most brilliant works of colonial engineering of the Portuguese kingdom.

Like these two Italians, the German surveyor Gerard Gronsfeld also left Grão-Pará a work of lasting value: he devised an urban plan to transform river-cut Belém into a new Venice.

Another German technician, Philipe Sturm, built the entire urban infrastructure of a city—Barcelos, then called Mariuá—constructing buildings, squares, bridges, and more.

His compatriot João Schwebel, as a draftsman, created the only existing images of the localities scattered between Belém and Barcelos at that time.

These names—Landi, Galuzzi, Gronsfeld, Sturm, and Schwebel—were likely read by many residents of São Paulo for the first time on that Sunday page of O Estado de S. Paulo.

And they have probably rarely encountered them again in the news that reaches them.

For, unfortunately, since the publication of that feature, there has never again been such a prominent space in Brazil’s major print media for the thousands of documents on the State of Grão-Pará preserved by the Arquivo Público do Pará.

This silence certainly contributes to the absence of the “broad, organized, and systematic” studies mentioned by Márcio Meira concerning that precious collection—important for the History of the Amazon, of Brazil, and even of Humanity, as UNESCO has recognized.

(Illustration: Grão-Pará occupied a full page of O Estado de S. Paulo.)

Tags: Destaquejá foi vistoO Grão-ParáSão Paulo
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Oswaldo Coimbra

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