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Home Cultura

O Golpe Militar de 1964 ainda não acabou em Belém, 61 anos depois

Redação por Redação
20/03/2026
in Cultura
O Golpe Militar de 1964 ainda não acabou em Belém, 61 anos depois

Capa do último capítulo do livro de José Pereira Ramos

CompartilharTwitter

*Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista

Já morreram os três padres e o jovem líder católico punidos pelos promotores, no Pará, do Golpe Militar de 1964.

Padre Aluysio Neno, coordenador do Movimento de Educação de Base, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Padre Diomar Lopes, teólogo, assistente espiritual da Juventude Universitária Católica.

Padre Moisés Lindoso, assistente espiritual da Juventude Operária Católica.

E Carlos Alberto Franco, coordenador regional da Juventude Estudantil Católica.

Nesta altura, a da 61ª passagem anual do Golpe de Estado, ninguém parece se lembrar deles.

A não ser um frade dominicano mineiro que, por acaso, se encontrava em Belém, naquele dia.

E que, há 30 anos, faz uso do alcance obtido por suas entrevistas, como autor premiado de uma dezenas de livros, para repetir a mesma denúncia.

Diz ele que, no dia da deposição de Goulart, estava, em Belém,  hospedado no Palácio do Arcebispo, dom Alberto Ramos.

E viu, segundo ele, perplexo, seu anfitrião pedir a prisão dos três membros de seu clero, num programa de televisão, aos militares golpístas paraenses, acusando-os de simpatia com os comunistas.

Quando frei Betto levou, pela primeira vez, para a imprensa isto que diz ter visto naquele dia, em Belém, sua denúncia contra o arcebispo encontrou acolhida no jornal paulista O Estado de São Paulo, em 1994.

E, desde então, sempre obteve espaço em mídias de grande alcance, quando ele repete a denúncia.

Ele a repetiu, em 1999, no seu livro “Hélder, o dom”, publicado pela Editora Vozes.

E, na matéria de capa da revista “Palavras”, de circulação nacional, dirigida pelo cartunista Ziraldo.

Em nenhum momento, nestas quatro ocasiões, a denúncia provocou qualquer  reação em alguém de Belém.

Como se frei Betto falasse em língua desconhecida, num país distante, a elite paraense, com a qual o arcebispo se relacionava com proximidade e constância, manteve-se impassível.

Bastou, no entanto, que a denúncia fosse reproduzida dentro do Pará, atingindo a opinião pública local, para que desencadeasse reações furiosas, vindas de todas as direções no ambiente dos paraenses privilegiados.

Isto aconteceu, no ano 2.000, quando um caderno especial, encartado em edição do centenário jornal A Província do Pará, já moribundo, foi dedicado exclusivamente à denúncia de frei Betto.

E, depois, quando o material usado na edição do caderno foi ampliado e publicado num livro da Paka-Tatu, com o título “A denúncia de frei Betto contra o arcebispo do Pará, em 1964: Dom Alberto Ramos mandou prender seus padres”.

Ambos – caderno e livro – assinados por mim.

Como costuma acontecer numa cidade provinciana quando sua elite se sente atingida, a de Belém mostrou o que ela reserva a quem atinge um de seus integrantes. 

Dom Vicente Zico, o arcebispo sucessor de dom Alberto, deu o mote das reações seguintes.

Disse, inicialmente, numa entrevista à própria Província do Pará, que sentiu espanto e tristeza ao ver a publicação da denúncia de frei Betto, feita de modo superficial e sem provas materiais.

Depois, ele lançou a semente para novas condenações – a frei Betto, e, a mim -, numa uma pergunta explicitamente condenatória:

“Se os mortos não falam e não podem se defender aqui embaixo, por que não deixá-los em paz?”    

O ex-governador Hélio Gueiros aproveitou a deixa. 

Através do jornal Diário do Pará, chamou frei Betto, em particular, de “excomungado parcial”.

E a nós dois, juntos, de “covardes, vis, e, mentirosos”.

Porque tínhamos atacado um homem morto. 

Outro político, o ex-vice-governador Gerson Peres, se sentiu à vontade para repetir dom Zico, na íntegra, logo no título de seu texto, publicado pelo jornal O Liberal.

“Os mortos não falam, frei Betto”.

Quatro membros da Academia Paraense de Letras, e, do Instituto Histórico e Geográfica se juntaram àquele coro de ataques: Pedro Roumié, Leonam Cruz, João Carlos Pereira, e, Edson Franco.

Já, então, eu havia sido premiado por Hélio Gueiros, em novo ataque, com o título de “advogado do diabo”.

No mesma direção, se manifestou também um alto membro da Justiça, o desembargador Cristo Alves.

Um irmão marista, Afonso Haus.

E, uma ex-religiosa, Filomena Ipiranga.

Além de uma sobrinha de dom Alberto, Ana Maria Guimarães.

Porém, ninguém, se envolveu tanto e ficou tão exaltado naquelas reações, como o irmão do antigo arcebispo do Pará, José Pereira Ramos.

Colaborador do jornal de católicos Voz de Nazaré, ele usou o acesso que tinha aos espaços daquela publicação para veicular nada menos que seis artigos, com desqualificações de frei Betto, e, das matérias do caderno e do livro. 

Meticuloso, procurou responder a cada informação contida nas duas publicações.

Fez isto, valendo-se de valiosos e, até aquele momento, desconhecidos documentos particulares de dom Alberto.

O estardalhaço barulhento da elite do Pará, silenciosa enquanto frei Betto repetiu sua denúncia fora do Estado, teria, naturalmente, de ser encerrado em grande estilo.

A José Pereira Ramos foi dada a possibilidade de escrever um livro inteiro sobre seu irmão.

O livro, lançado em 2006, teve edição cara.

Formato maior do que o de uma brochura comum, papel de qualidade, boa impressão de textos e fotos, e, mais de 400 páginas.

Na página de agradecimentos, José revelou quem lhe tinha dado aquele privilégio: o governador do Pará Simão Jatene, através da Fundação Cultural do Pará, e, do Instituto de Artes do Pará.

Ele contou, em trezentos e oitenta e seis páginas, uma versão da história da vida de dom Alberto que comprovou com 218 peças, encontradas por ele, numa caixa guardada pelo arcebispo.

Na caixa estavam:

 16 Faixas de Condecorações, 10 Medalhas Culturais, 70 Medalhas Comemorativas Cívicas, 4 Medalhas de Ano Santo, 4 Medalhas de Congressos Eucarísticos Internacionais, 22 Medalhas de Papas, 5 Medalhas do Concílio Vaticano II, 5 Medalhas Históricas, 8 Medalhas de Portugal, 8 Brasões, 40 Placas Comemorativas, Chaves das Cidades de Manaus e de Belém.

As últimas 30 páginas, ele ocupou com a transcrição de seus artigos no Voz de Nazaré, com os textos de Hélio Gueiros, e, de quem mais o apoiou através da imprensa.

O capítulo teve capa com a foto colorida de dom Alberto.

E, um título que era resposta direta ao meu livro:

“Dom Alberto NÃO mandou prender seus padres”

Diante de tanta exibição de força e poder, ficou abafado o que disseram ao caderno da Província e ao livro da Paka-Tatu, frei Betto, os dois padres expulsos do clero do Pará (o terceiro havia morrido) e o jovem líder católico preso depois do Golpe de Estado.

A avalanche de ataques soterrou também as entrevistas, inseridas nas duas publicações, com padres e fiéis que conviveram com o arcebispo e com os quatro membros da Igreja punidos.

Em 2008, a agitação provocada por aquelas reações tinha amainado.

Pareceu, então, surgir uma oportunidade para que aqueles católicos vitimados pelo Golpe Militar fossem finalmente ouvidos com calma e senso de justiça pela sua igreja.

Dom Zico tinha renunciado, à arquidiocese quando alcançou 75 anos de idade.

Em seu lugar, estava dom Orani Tempesta.

Paulista, ele foi apresentado como o especialista em Comunicação Social que havia presidido em dois mandatos consecutivos a Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação, da CNBB -Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Exatamente da CNBB, à qual tinham servido os três padres expulsos do clero do Pará.

E por isto foram punidos pelo Golpe Militar.

Um encontro com dom Arani foi previamente agendado através da secretaria da arquidiocese.

Íamos entregar uma lista com todas as informações necessárias a quem quisesse checar a veracidade do que tinha sido veiculado no caderno da Província e no livro da Paka-Tatu.

Na lista estavam, por exemplo, os telefones de frei Betto, dos dois padres ainda vivos, do antigo jovem líder católico, dos religiosos e dos leigos entrevistados nas duas publicações.

Tínhamos a expectativa de que dom Orani criasse um grupo de pesquisadores católicos sérios, respeitados nas universidades do Estado.

Para ouvir aquelas pessoas. Avaliar a procedência de seus testemunhos. E, no caso de ficarem convencidos da perseguição de que elas foram vítimas, em 1964, estes pesquisadores poderem propor alguma medida à igreja do Pará.

Com a qual se fizesse justiça, através de uma atitude de acolhimento a eles.   

Frente a frente com o arcebispo, já em seu gabinete, na Avenida Nazaré, expusemos nossas expectativas. E entregamos a lista..

Foi quando, em seguida, ficamos desconcertados, quase ofendidos, com o que vimos.

Dom Orani, de maneira espantosa, havia, repentinamente, adormecido. Estava  mergulhado num sono profundo, diante de nós, alheio a tudo.

O que era aquilo?

Uma chocante demonstração de indiferença humana?

Não era. Depois, soubemos que situações semelhantes viviam os padres membros do clero de Belém, quando em reunião com dom Orani. Ele, também adormecia, de repente, nestas ocasiões.

Soubemos também aquele comportamento assustador, para quem, como nós, não conhecia sua causa, é, no entanto, visto pelos médicos como sintoma de uma doença chamada narcolepsia. 

Melhor, assim.

Mas, depois deste episódio, nos anos seguintes, de nada adiantou voltar a abordar o mesmo assunto em matérias publicadas num jornal de Belém.

Poderíamos considerá-lo definitivamente arquivado, em 2024.

Se, frei Betto, com 80 anos de idade, não mais despertasse na imprensa brasileira o interesse em ouvi-lo.

Pois, naquele ano, Eleonora de Lucena, ex-diretora executiva da Folha de São Paulo, e, Rodolfo Lucena, colunista daquele jornal, convidaram o dominicano para uma entrevista, na Homepage Tatuméia, sobre o Golpe de 1964.

E começaram a entrevista com esta pergunta:

– Onde o senhor estava no dia do Golpe Militar.

A resposta de frei Betto:

-Eu estava no Congresso Latino-americano de Estudantes, em Belém, no Pará.

E como eu era dirigente nacional da JEC – Juventude Estudantil Católica, hospedado na casa do arcebispo, dom Alberto Ramos.

Quando houve o Golpe Militar, o congresso de estudantes foi literalmente desbaratado. Cada um foi para onde podia ir.

Eu saí da casa do arcebispo porque ele começou a deletar padres, como subversivos. Então, eu fui me refugiar na casa de um militante da JEC, Lauro Cordeiro. 

No Youtube, o vídeo desta entrevista já teve mais de 50 mil visualizações

English translation (tradução para o inglês)

The 1964 Military Coup Has Not Yet Endedin Belém, 61 Years Later

*Oswaldo Coimbra is a writer and journalist

The three priests and the young Catholic leader punished in Pará by the promoters of the 1964 Military Coup have all passed away.

Father Aluysio Neno, coordinator of the Basic Education Movement of the National Conference of Bishops of Brazil.

Father Diomar Lopes, theologian and spiritual advisor to the Catholic University Youth.

Father Moisés Lindoso, spiritual advisor to the Catholic Worker Youth.

And Carlos Alberto Franco, regional coordinator of the Catholic Student Youth.

At this point—on the 61st anniversary of the Coup—no one seems to remember them.

No one, that is, except a Dominican friar from Minas Gerais who happened to be in Belém on that day.

For the past 30 years, he has used the reach of his interviews—as an award-winning author of dozens of books—to repeat the same accusation.

He says that, on the day of João Goulart’s overthrow, he was in Belém, staying at the Archbishop’s Palace with Archbishop Alberto Ramos.

And, according to him, he witnessed—astonished—his host publicly call, on a television program, for the arrest of three members of his own clergy by the coup-supporting military forces of Pará, accusing them of sympathizing with communists.

When Frei Betto first brought to the press what he claims to have seen that day in Belém, his accusation against the archbishop found a platform in the São Paulo newspaper O Estado de S. Paulo, in 1994.

Since then, he has consistently found space in major media outlets whenever he repeats the accusation.

He repeated it in 1999, in his book Hélder, o dom, published by Editora Vozes.

And in a cover story in the nationally circulated magazine Palavras, directed by the cartoonist Ziraldo.

At no point, in any of these four occasions, did the accusation provoke any reaction from anyone in Belém.

As if Frei Betto were speaking in an unknown language, in a distant country, the Pará elite—among whom the archbishop maintained close and constant relations—remained unmoved.

It was enough, however, for the accusation to be reproduced within Pará, reaching local public opinion, for it to trigger furious reactions from all directions among the state’s privileged circles.

This happened in the year 2000, when a special supplement, inserted into an edition of the centennial newspaper A Província do Pará, already in decline, was dedicated exclusively to Frei Betto’s accusation.

And later, when the material used in that supplement was expanded and published in a book by Paka-Tatu, titled Frei Betto’s Accusation Against the Archbishop of Pará in 1964: Dom Alberto Ramos Ordered the Arrest of His Priests.

Both—the supplement and the book—were authored by me.

As often happens in a provincial city when its elite feels targeted, Belém’s elite showed what it reserves for those who challenge one of its own.

Dom Vicente Zico, the archbishop who succeeded Dom Alberto, set the tone for the reactions that followed.

He first stated, in an interview to A Província do Pará, that he felt astonishment and sadness upon seeing Frei Betto’s accusation published in a superficial manner and without material evidence.

He then planted the seed for further condemnations—against Frei Betto and against me—with an explicitly accusatory question:

“If the dead do not speak and cannot defend themselves down here, why not leave them in peace?”

The former governor Hélio Gueiros seized the opportunity.

Through the newspaper Diário do Pará, he called Frei Betto, in particular, a “partially excommunicated” man.

And both of us, together, “cowards, vile, and liars.”

Because we had attacked a dead man.

Another politician, former vice-governor Gerson Peres, felt free to echo Dom Zico, reproducing his words in full as the title of his article published in O Liberal:

“The dead do not speak, Frei Betto.”

Four members of the Academia Paraense de Letras and of the Historical and Geographical Institute joined that chorus of attacks: Pedro Roumié, Leonam Cruz, João Carlos Pereira, and Edson Franco.

By then, I had already been awarded, in yet another attack by Hélio Gueiros, the title of “the devil’s advocate.”

A high-ranking member of the judiciary, appellate judge Cristo Alves, also spoke in the same direction.

As did a Marist brother, Afonso Haus.

And a former nun, Filomena Ipiranga.

As well as a niece of Dom Alberto, Ana Maria Guimarães.

However, no one became as involved or as vehement in those reactions as José Pereira Ramos, the brother of the former archbishop of Pará.

A contributor to the Catholic newspaper Voz de Nazaré, he used his access to its pages to publish no fewer than six articles disqualifying Frei Betto and the materials in the supplement and the book.

Meticulous, he sought to respond to each piece of information contained in the two publications.

He did so drawing on valuable—and until then unknown—private documents belonging to Dom Alberto.

The noisy uproar of Pará’s elite—silent while Frei Betto repeated his accusation outside the state—would, naturally, have to end in grand style.

José Pereira Ramos was given the opportunity to write an entire book about his brother.

Published in 2006, the book was produced with considerable expense.

Larger than a standard paperback, printed on quality paper, with good text and photo reproduction, and over 400 pages.

In the acknowledgments, José revealed who had granted him that privilege: the governor of Pará, Simão Jatene, through the State Cultural Foundation and the Institute of Arts of Pará.

Over 386 pages, he presented a version of Dom Alberto’s life story supported by 218 items he had found in a box preserved by the archbishop.

Inside the box were:

16 decoration sashes, 10 cultural medals, 70 civic commemorative medals, 4 Holy Year medals, 4 International Eucharistic Congress medals, 22 papal medals, 5 medals from the Second Vatican Council, 5 historical medals, 8 Portuguese medals, 8 coats of arms, 40 commemorative plaques, and the keys to the cities of Manaus and Belém.

The final 30 pages were devoted to transcriptions of his articles in Voz de Nazaré, along with texts by Hélio Gueiros and others who had supported him through the press.

The chapter featured a cover with a color photograph of Dom Alberto.

And a title that was a direct response to my book:

“Dom Alberto Did NOT Order the Arrest of His Priests”

Faced with such a display of force and power, what Frei Betto, the two priests expelled from the clergy of Pará (the third had died), and the young Catholic leader imprisoned after the Coup told the supplement and the Paka-Tatu book was effectively silenced.

The avalanche of attacks also buried the interviews—published in both works—with priests and laypeople who had lived alongside the archbishop and the four punished members of the Church.

By 2008, the agitation caused by those reactions had subsided.

It then seemed that an opportunity might arise for those Catholics victimized by the Military Coup to finally be heard calmly and with a sense of justice by their Church.

Dom Zico had resigned from the archdiocese upon reaching the age of 75.

In his place was Dom Orani Tempesta.

From São Paulo, he was presented as a specialist in Social Communication who had chaired, for two consecutive terms, the Episcopal Commission for Culture, Education and Communication of the National Conference of Bishops of Brazil.

Precisely the same institution to which the three priests expelled from Pará’s clergy had belonged—and for which they had been punished by the Military Coup.

A meeting with Dom Orani was scheduled through the archdiocesan office.

We intended to deliver a list containing all the necessary information for anyone wishing to verify the truth of what had been published in the supplement and the Paka-Tatu book.

The list included, for example, the phone numbers of Frei Betto, the two surviving priests, the former young Catholic leader, and the clergy and laypeople interviewed in the two publications.

We hoped that Dom Orani would establish a group of serious Catholic researchers, respected within the state’s universities.

To listen to those individuals. To assess the credibility of their testimonies. And, if convinced of the persecution they suffered in 1964, to propose some measure to the Church in Pará.

A measure through which justice might be done—through an attitude of welcome toward them.

Face to face with the archbishop, in his office on Nazaré Avenue, we presented our expectations and handed over the list.

It was then that we were taken aback—almost offended—by what we witnessed.

Dom Orani, astonishingly, had suddenly fallen asleep. He was in a deep sleep before us, oblivious to everything.

What was that?

A shocking display of human indifference?

It was not. Later, we learned that similar situations were experienced by priests of the Belém clergy during meetings with Dom Orani. He would also fall asleep suddenly on those occasions.

We also learned that this unsettling behavior—frightening to those, like us, who did not know its cause—is regarded by physicians as a symptom of a condition known as Narcolepsy.

Better that way.

But after this episode, in the following years, it proved useless to revisit the same subject in articles published in a Belém newspaper.

We might have considered the matter definitively closed in 2024—

had Frei Betto, now 80 years old, no longer attracted the interest of the Brazilian press.

That year, Eleonora de Lucena, former executive editor of Folha de S.Paulo, and Rodolfo Lucena, a columnist for that newspaper, invited the Dominican friar for an interview on the TatuMídia homepage about the 1964 Coup.

They opened the interview with this question:

“Where were you on the day of the Military Coup?”

Frei Betto’s answer:

“I was at the Latin American Student Congress, in Belém, Pará.
And since I was a national leader of the Catholic Student Youth, I was staying at the house of the archbishop, Dom Alberto Ramos.
When the Military Coup took place, the student congress was literally broken up. Everyone went wherever they could.
I left the archbishop’s house because he began labeling priests as subversives. So I took refuge in the home of a Catholic Student Youth activist, Lauro Cordeiro.”

On YouTube, the video of this interview has already surpassed 50,000 views.

(Illustration: Cover of the last chapter of José Pereira Ramos’ book)

Tags: 61 anos depoisainda não acabou em BelémGolpe Militar de 1964
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