A torcida do Paysandu fez uma linda festa para a última partida da primeira fase. Era para o Papão deitar e rolar, mas o que aconteceu foi mais uma partida que serviu de lição para o Paysandu.
O Lobo criou, perdeu chances incríveis, achou que poderia vencer a qualquer minuto, mas viu o Maringá ser letal e calar o Mangueirão lotado.
A bola pune e puniu o Lobo. Foi mais uma lição que essa equipe tomou ao longo da temporada: muitos gols sofridos, defesa uma peneira e ataque que sempre criou e sempre desperdiçou. A próxima rodada será implacável e vai ser um duro golpe não subir.
O Paysandu recebeu o Maringá neste sábado em um confronto que carregava muito mais do que três pontos. Em jogo estavam a classificação para a próxima fase da Série C do Campeonato Brasileiro e a definição da posição do Papão dentro do G8, fator que pode fazer diferença na caminhada rumo ao acesso. A bola rolou às 17h (horário de Brasília), no lotato Estádio Mangueirão, em Belém, pela 19ª e última rodada da primeira fase da competição.
A partida começou exatamente como se esperava de um confronto que valia a sobrevivência na competição: truncada, intensa e repleta de disputas físicas. Cada bola era tratada como decisiva, nenhum jogador aliviava a dividida, e o duelo rapidamente se transformou em uma verdadeira batalha em campo.
No meio desse cenário de forte marcação, o Paysandu conseguia se impor. O Lobo trabalhava melhor a posse de bola, controlava as ações e criava as oportunidades mais perigosas. As chances mais claras caíram nos pés de Kleiton Pego, que ficou cara a cara com o goleiro em duas oportunidades, mas parou nas grandes defesas do arqueiro adversário, que evitou a abertura do placar.
Passado o nervosismo dos primeiros minutos, o Paysandu assumiu de vez o controle da partida. O time bicolor passou a trocar passes com qualidade, se instalou no campo de ataque e dominou as ações, empurrando o Maringá para o próprio campo. Faltava, porém, transformar a superioridade em gol. Do outro lado havia uma equipe bem organizada defensivamente, que fechava os espaços e dificultava qualquer infiltração do ataque paraense.
O primeiro tempo terminou sem gols, mas o placar não refletia o que foi a partida. Muito mais pelos desperdícios do Paysandu do que pela falta de oportunidades. O Lobo criou o suficiente para descer aos vestiários em vantagem, porém pecou nas finalizações e manteve a torcida na expectativa. A emoção, ao que tudo indicava, havia sido reservada para os 45 minutos finais.
Se o primeiro tempo terminou com a sensação de que o gol estava amadurecendo, o segundo começou com mais um capítulo do roteiro de oportunidades desperdiçadas pelo Paysandu. Logo aos dois minutos, Edilson fez um cruzamento preciso na cabeça de Kleiton Pego, que, completamente livre, testou nas mãos do goleiro adversário. No rebote, a bola voltou para o atacante, mas ele finalizou muito mal e desperdiçou, mais uma vez, uma chance claríssima de abrir o placar. O atacante Kleiton Pego estava “matando” o ataque Bicolor.
Parecia que os Deuses do futebol não concordavam com o gol do Paysandu. O Papão empilhava chances perdidas. E aos 22 minutos a chance mais clara da partida. Ítalo recebeu a bola de frente para a meta e, mesmo caído, conseguiu finalizar. A bola, porém, caprichosamente explodiu na trave. Era mais uma oportunidade inacreditável desperdiçada pelo Papão, que, pelo volume de jogo e pelas chances criadas, já poderia estar com a vitória assegurada.
E, no futebol, a bola pune. E ela puniu o Paysandu aos 39 minutos. Negueba encontrou Raí Natino, que havia acabado de entrar em campo, e o atacante mostrou a eficiência que faltou ao Papão durante toda a partida. Com categoria, ele venceu o goleiro bicolor e silenciou o Mangueirão, colocando o Maringá em vantagem: 1 a 0.
Depois do gol, o Paysandu tentou de tudo, mas o tempo e a falta de eficiência do ataque bicolor foram implacáveis. O Papão terminou a partida classificado em sétimo lugar, enquanto o Maringá, que iniciou a rodada fora do G8, encerrou a primeira fase na quarta colocação.
O jogo de hoje não foi a primeira lição que este time recebeu ao longo da temporada. Foram várias. O elenco bicolor precisa de um choque de realidade. A próxima fase da competição será implacável e não perdoará erros como os cometidos nesta partida.
Fim de Jogo: Paysandu 0, Maringá 1.
Como ficaram os grupos:
Grupo 1
Botafogo/PB
Maringá
Floresta
Santa Cruz
Grupo 2
Brusque
Ferroviária
Inter de Limeira
Paysandu
Rebaixados: Itabaiana e Confiança.
Escalações:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Pedro Carrerette, Lucas Rodrigues e Taboca; Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho; Thayllon, Kleiton Pego e Ítalo. Técnico: Júnior Rocha.
Maringá: Guilherme Neto; Jhow, Ronald Carvalho, Lomar e Thiago Rosa; Paulinho, Adeílson e Lucas Bonifácio; Ronald Camarão, Caíque Cálito (Giovane Gomez) e Negueba. Técnico: Ivan Campanari.
Arbitragem
- Árbitro: Marcos Mateus Pereira (MS);
- Árbitro Assistente 1: Marcelo Grando (MS);
- Árbitro Assistente 2: Cicero Alessandro De Souza (MS);
- Quarto Árbitro: Alexandre Expedito Vieira da Silva Junior (PA).














