Se o Brasil não correspondeu em campo, ao menos a atmosfera de Copa do Mundo não deixou nada a desejar pelas ruas pintadas e coloridas de Belém. Especialmente as crianças, com aquela fé que nós perdemos, trouxeram o encanto de torcer (ou se iludir) pela seleção.
Logo cedo, pra todo lado o verde e amarelo compunha a paisagem. Até o tiozão ali do bar da feira, que uma semana antes rosnava que a seleção não pagava suas contas, agora tava com estabelecimento cheio de bandeirinhas e apostando em dois do Endrick, o supostamente perseguido pelo “Italiano safado”, como ele disse.
Os homens desfilavam com as mais bizarras camisas falsas, made in Tailândia. Já as mulheres, como sempre, desfilaram belas com os mais diversos apetrechos e combinações possíveis, made in alguma trend do Instagram.
Na hora do jogo, a emoção do hino, com as crianças cantando errado e os adultos com o sentimento de “olha eu aqui de novo…4 anos depois”. As crianças crendo na goleada e a gente com sensação de “o papai noel existe, deixa a magia do Natal ser vivida”.
O jogo começa e aquele amasso básico do adversário o que, pra quem não lembra, é bom! Sempre que começa assim, esculhambada, depois a seleção engrena e vence. Eu acho.
Acostumadas com os vídeos curtos das redes, deu 10 minutos e a criançada começa a se dispersar para o álbum da copa ou qualquer dancinha six seven.
Já as mulheres, torcem sem conhecer os jogadores que não tem esposa famosa. O goleiro é o gato, o meio campo é o careca, o atacante é o negão e o técnico é o vovô. Até que faz sentido. Melhor é quando a bola ainda está no meio de campo e uma delas fala “tiraaa”, gritando de modo gemido. É festa!
Depois do jogo o clima era de carnaval pelas ruas. Independente do resultado, o povo não ia desperdiçar um sábado de noite.
Os grupos de WhatsApp já começaram a marcar a festa para o próximo jogo. Independente do resultado, vai ter cerveja, música e ilusão(?). Até o hexa.















