• Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight
Ver-o-Fato
Advertisement
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
Ver-o-Fato
No Result
View All Result
Home Cultura

O carrasco dos jesuítas do Gram-Pará teve um fim humilhante, que atingiu Landi

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
30/07/2026
in Cultura
O carrasco dos jesuítas do Gram-Pará teve um fim humilhante, que atingiu Landi
CompartilharTwitter

A carreira de arquiteto de Antonio Giuseppe Landi, no Gram-Pará já estava bem consolidada, em 1775, graças aos inúmeros projetos que ele tinha elaborado para igrejas, palácio, casarões, armazéns, quartel etc. 

Naquele ano, ele ainda projetou a Casa da Ópera, ao lado do Palácio dos Governadores, atual Museu do Estado do Pará, também obra sua. 

Cinco anos antes, Landi, tinha perdido seu amigo, o ex-governador do Gram-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o chefe da Comissão de Demarcações de Limites portuguesa, para a qual Landi fora contratado como mero desenhista.

No duro trabalho executado por aquela comissão no interior inóspito da Amazônia, Landi conquistou a confiança dele.

Mendonça Furtado era meio-irmão de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, Ministro de Estado do rei dom José.

Não um ministro qualquer, mas um verdadeiro super-ministro, ou, Primeiro Ministro.

Pois o rei, por inapetência para o mando político, não se interessavaprofundamente pelo exercício de seu poder, preferindo sempre trocá-lo por uma rotina de bon vivant sedutor.

Assim, Pombal seria quem, de fato comandaria o império português, por quase trinta anos. 

Utilizando-se para isto de mão de ferro, como se ele fosse um rei absolutista que não temia enfrentar membros da nobreza, nem os do clero.  

Neste contexto, a amizade de Landi com Mendonça Furtado terminou determinando a direção que tomou o futuro de Landi, no Gram-Pará. 

Através de Mendonça Furtado, ele foi introduzido numa clientela formada por quem detinha poder e recursos no Estado. 

E isto, indiretamente, associou-o ao reinado de dom José I. 

Não supreende assim que Landi tenha projetado um imponente “Arco Triunfal”, em homenagem ao rei, para ser incluído numa das três plantas que ele desenhou para o Palácio dos Governadores.

O projeto com a homenagem não chegou a ser executado devido ao veto imposto,  na metrópole portuguesa, pelo engenheiro-mor das obras da coroa, Reinaldo Manoel dos Santos.  

No entanto, quase dois séculos e meio depois, uma réplica foi montada, em 2013, pelo Fórum Landi, da Universidade Federal do Pará.     

Dois anos depois da criação por Landi do projeto para a Casa da Ópera, como, de tempos em tempo, acontecia, começou a se esboçar outra mudança de rumo no comando do império português.

Surgiram ameaças à autoridade de Pombal, que, com 78 anos de idade, havia envelhecido no exercício de poder despótico, por mais de duas décadas e meia.

Escreveu Manuel Nunes Dias, em “A Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão”: 

“O período que se estende dos primeiros dias de novembro de 1776 aos últimos de fevereiro do ano seguinte foi dos mais nervosos do consuladopombalino”.

No dia 12 de novembro de 1777, adoeceu o rei que fizera Pombal tão poderoso. 

Dom José I padecia por causa de uma doença corporal que o atingia.

Mas, outro sofrimento do rei minou o poder de Pombal, àquela altura

Próximo de sua morte, o rei passou a sentir arrependimento e peso de consciência por ter dado poder a Pombal para tratar com crueldade nobres e padres, durante seu reinado. 

Nunca mais, dom José I voltaria a ser o mesmo, física e psicologicamente. 

Afirma Nunes Dias:

“A morte próxima de dom José prenunciava, no reino, e, no ultramar, na corte, principalmente, onde a alta fidalguia e certos elementos do clero já exultavam, a hora do implacável desforço contra o velho marquês de Pombal”. 

No dia 29 de novembro de 1777, ocorreu um autêntico golpe de Estado, que terminou retirando o poder de Pombal.

Dom José I assinou um decreto transferindo o governo do reino para sua mulher, dona Mariana Vitória. 

Prossegue Nunes Dias:

“Com isto, o velho ministro viu-se  no vácuo, sentindo soçobrar, repentinamente, seu enorme prestígio e sua indiscutível autoridade dos bons dias de seu despotismo esclarecido”. 

Começaram então as humilhações e os “terríveis vexames” do “calvário” que seria imposto a Pombal pelo movimento desencadeado contra ele e contra tudo que com ele se relacionasse.

Tal movimento receberia o nome, dentro da História de Portugal, de “Viradeira”.  

Pombal ficou proibido até de visitar o rei, doente. 

O ministro aguardaria a reversão daquela situação, suportando, por três meses, todo tipo de constrangimento, na corte e nas ruas. 

Um silêncio insultuoso

Suas esperanças findaram de vez quando dom José I morreu, no dia 23 de fevereiro de 1777.

No seu testamento, o rei, tardiamente, fez cessar algumas das maiores violências cometidas antes, por Pombal, com autorização dele.

Ele recomendou à sua filha, dona Maria I a sucessora dele, que perdoasse prisioneiros políticos, alguns encarcerados havia mais de uma década. 

Dom José I esclareceu a ela que fazia aquela recomendação, numa espécie de negociação com os céus. 

Depois de tanto tempo de indiferença, ele perdoava os presos políticos.

Disse ele:

“Para obter da misericórdia divina a mesma indulgência”. 

E mais:  numa reviravolta do tratamento duro que havia sido dispensado às ordens religiosas, como as do Gram-Pará, ele encarregou sua herdeira de proteger a “verdadeira religião” e manter “continuamente a paz entre o Império e o Sacerdócio”. 

Entre aquelas ordens religiosas, a dos jesuítas, especialmente, tinha sofrido um esmagamento impiedoso por parte de Pombal.

E para deixar ainda mais evidente o abandono de Pombal, o rei sequer mencionou, no testamento, o ministro, a quem confiara a administração do Reino, por quase três décadas.

Aquele silêncio, insultuoso a Pombal, era proposital.

Pois, o rei fez questão de  demonstrar que possuia lucidez suficiente para lembrar-se de todas as pessoas que o tinham servido.

No documento, ele pediu à filha que cuidasse dos humildes criados da corte, “sobretudo, dos que, com mais zelo, e fidelidade me serviram”.

Cinco dias após a morte do rei, Pombal, por fim, pediu demissão de seu cargo. 

Três dias, depois, dona Maria I o exonerou, através de decreto.

No dia seguinte, Pombal deixou a corte. 

O pagamento do salário do velho ministro foi mantido.

E, até uma comenda, a de Santiago de Lanhoso do Arcebispado de Braga, ainda chegou a lhe ser concedida.

Mas a rainha e o seu ministério, consideravam a prepotência de Pombal como “algo de intolerável e repulsivo”, diz Nunes Dias.

A Viradeira passou a ser uma grande e indisfarçável obsessão dos novos governantes, num esforço de renegar Pombal.

Acrescenta o autor: 

“A preocupação de libertar-se do passado recente levou a soberana, concordante com o espírito que acalentava a Viradeira, a demolir tudo que lembrasse a administração do reinado anterior.

Contra Pombal se erguia a voz clamorosa de todas as classes.

O fervor anti-pombalino do governo de dona Maria I foi reforçado quando a rainha mandou abrir as prisões políticas, libertando grande número de padres e leigos, homens e mulheres.

Diz Nunes Dias:

Entre estas, “vítimas do atroz ministro de D. José I”, muitas, estavam transformadas em “tristes despojos humanos, precocemente envelhecidas e com a saúde completamente arruinada”. 

A rainha, então, em seguida, criou um tribunal destinado a proceder à revisão de antigos processos.

O que  forçou Pombal a se submeter a terrível e humilhante interrogatório.

A pressão política sobre ele aumentou, numa fase na qual ele já estava sendo perseguido pelos desconfortos da idade avançada.

Os quais tinham sido agravados por doenças que passaram a atacá-lo. 

Pombal via-se “reduzido a um trapo”, diz Nunes Dias. 

O tribunal criado pela rainha, indiferente a seu estado físico, declarou-o “réu e merecedor de exemplar castigo”. 

Constata Nunes Dias: 

“Era o fim”. 

Naquelas circunstâncias, o antigo homem de aço se transformou em algo pior do que um cadáver, pois, começou a rastejar. 

Numa espécie de rendição, “confuso, humilde e submisso, pediu perdão dos seus desmandos e erros à rainha”. 

Nem por isto, contudo, foi poupado de um castigo que ele próprio aplicara antes a inimigos seus, inclusive a alguns religiosos: o desterro para vinte léguas de distância da corte. 

A punição a Landi

Prossegue o autor: 

O decaído ministro de dom José I, outrora tão arrogante, agora se tornara lamuriento.

Pombal faleceu no seu retiro, com 83 anos de idade, às seis horas da tarde do dia 8 de maio de 1782

“Vencido, finalmente, pela senilidade e por terrível moléstia que cobriu de chagas seu corpo”, concluiu Nunes Dias.

O fim da administração pombalina atingiu Landi, no Gram-Pará, dediversas formas.

Depois da morte de dom José I foram suspensos os privilégios que a metrópole, por influência de Pombal, tinha concedido por mais de vinte anos à Companhia de Comércio do Grão-Pará. 

Sem estes privilégios, se tornou inviável a existência da companhia que tinha transformado a economia do Gram-Pará, com a exportação dos produtos do Estado, através de mais de uma centena de seus navios. 

E, o fim dela, em 1778, significou o desaparecimento da situação políticae econômica que permitira a Landi firmar-se como arquiteto em Belém.

Para a companhia, ele tinha chegado até a projetar um prédio.

E havia criado ligação que ultrapassava o campo da Arquitetura. 

Como ficou revelado quando uma Junta Liquidatária da Companhia fez o levantamento dos devedores da companhia.

Surgiu uma lista, reproduzida por Nunes Dias, na qual apareciam, em ordem alfabética,  nomes de 79 devedores civis.

O terceiro nome da lista era o de Antônio José Landi. 

Sua dívida com a empresa correspondia a 291$154. 

Uma quantia abaixo das dívidas de outros integrantes da lista, um dos quais devia mais de 1.800$000. 

Ainda assim, quase quatro vezes maior do que a média de todas as outrasdívidas resgistradas na lista.

De qualquer forma, o conjunto de obras de Landi, em Belém, parecia suficiente para dar continuidade à sua carreira. 

Mas isto não ocorreu. 

Landi ainda teria de pagar mais pela proteção oficial recebida antes.

Dona Maria I tomou uma decisão, no dia 29 de agosto de 1783, que só poderia ser entendida como vingança mesquinha. 

Neste dia, mais de um ano depois da morte de Pombal, “Dona Maria, a Louca” – como ela ficaria conhecida na História do Brasil -, ordenou que Landi, aos 70 anos de idade, fosse reengajado na Comissão de Demarcações de Limites. 

Isto significava obrigar o arquiteto a  enfrentar novamente, àquela altura de sua vida, a selva inóspita, com insetos, répteis,  felinos.

Que provocavam sentimentos de solidão, desconforto, e, desalento, acentuados pela alimentação precária.

Quem relaciona as dificuldades que Landi teria de suportar, novamente, é Arthur Leandro de Moraes Maroja, em seu livro “O vôo da garça”.

De fato, a ordem da rainha correspondia, quase, a uma sentença de morte.

Landi a recebeu com estupefação, segundo Maroja. 

Não era para menos. 

Do ponto de vista humano, a medida continha uma indisfarçável carga de crueldade.

Pois, submeteria o arquiteto a uma dura rotina para a qual ele já não mais estava dotado de resistência física.

E pior: o afastaria de sua filha e de seus netos. 

Do ponto de vista estritamente administrativo, a ordem era insensata. 

Os benefícios da presença do arquiteto em Belém eram inegáveis. 

Estavam estampados em igrejas, palácio e hospital militar. 

Já tinham sido oficialmente reconhecidos pelos Governadores do Estado, através do título de capitão conferido ea Landi, assim como pelo elogios oficiais que ele tinha recebido. 

Além disto, quem garantiria que Landi, sem o vigor físico com o qual participara da  comissão inicial de demarcações de limites, não terminaria se tornando um embaraço para a execução dos trabalhos dos técnicosdaquela segunda comissão?

Estes atentados contra a carreira dele e até contra sua saúde não fizeram Landi desistir de usar o título do qual mais se orgulhava, conferido a ele pelo governo de Pombal. 

O de Arquiteto Real, que ele continuou a exibir, numa atitude de teimosia e lealdade à era pombalina. 

(Ilustração: Diante da réplica do Arco Triunfal, em Belém, no ano de 2013, os arquitetos Giorgio Drioli e Flávio Nassar)

The Executioner of the Jesuits of Grão-Pará Met

a Humiliating End—One That Also Affected Landi

By 1775, the architectural career of Antonio Giuseppe Landi in Grão-Pará was already firmly established, thanks to the numerous projects he had designed for churches, the governor’s palace, mansions, warehouses, military barracks, and other buildings.

That same year, he also designed the Opera House, beside the Governors’ Palace—today the Museum of the State of Pará, another of his works.

Five years earlier, Landi had lost his friend, the former governor of Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, who had headed the Portuguese Boundary Demarcation Commission, for which Landi had originally been hired as nothing more than a draftsman.

During the arduous work carried out by the commission in the inhospitable interior of the Amazon, Landi earned Mendonça Furtado’s trust.

Mendonça Furtado was the half-brother of Sebastião José de Carvalho e Melo, the Marquis of Pombal, Minister of State to King José I.

He was no ordinary minister, but rather a true super-minister—or, in modern terms, a Prime Minister.

The king, having little inclination for political leadership, showed scant interest in the actual exercise of power, preferring instead the comfortable routine of a charming bon vivant.

As a result, Pombal became the man who effectively ruled the Portuguese Empire for nearly thirty years.

He did so with an iron hand, much like an absolutist monarch unafraid to confront either the nobility or the clergy.

Within this context, Landi’s friendship with Mendonça Furtado ultimately shaped the course of his future in Grão-Pará.

Through him, Landi was introduced to a circle of clients composed of the most powerful and affluent figures in the State.

This, in turn, indirectly linked him to the reign of King José I.

It is therefore no surprise that Landi designed an imposing Triumphal Arch in honor of the king, intending it to be incorporated into one of the three plans he produced for the Governors’ Palace.

The project, however, was never carried out because it was vetoed in Portugal by the Crown’s Chief Royal Engineer, Reinaldo Manuel dos Santos.

Nearly two and a half centuries later, however, a replica of the arch was erected in 2013 by the Landi Forum of the Federal University of Pará.

Two years after Landi designed the Opera House, another shift in the leadership of the Portuguese Empire began to take shape, as had happened from time to time throughout its history.

Threats to Pombal’s authority began to emerge. At seventy-eight years of age, he had grown old while exercising despotic power for more than twenty-five years.

Historian Manuel Nunes Dias, in The General Company of Grão-Pará and Maranhão, wrote:

“The period extending from the first days of November 1776 to the last days of February of the following year was among the most tense of Pombal’s administration.”

On November 12, 1777, the king who had made Pombal so powerful fell ill.

King José I suffered from a serious physical disease.

But another form of suffering also undermined Pombal’s power at that point.

As death approached, the king became overwhelmed by remorse and a troubled conscience for having granted Pombal the authority to deal so harshly with nobles and priests throughout his reign.

King José I would never again be the same, either physically or psychologically.

Nunes Dias observes:

“The approaching death of King José foreshadowed, both in the kingdom and overseas, especially at court, where the high nobility and certain members of the clergy were already rejoicing, the hour of relentless revenge against the old Marquis of Pombal.”

On November 29, 1777, what amounted to a genuine coup d’état took place, stripping Pombal of power.

King José I signed a decree transferring the government of the kingdom to his wife, Queen Mariana Vitória.

Nunes Dias continues:

“Thus, the old minister suddenly found himself in a political vacuum, feeling the abrupt collapse of his immense prestige and unquestioned authority, which had marked the best years of his enlightened despotism.”

There then began the humiliations and the “terrible indignities” of the “calvary” that would be inflicted upon Pombal by the movement launched against both him and everything associated with him.

In Portuguese history, this movement came to be known as the Viradeira (“The Reversal”).

Pombal was even forbidden to visit the ailing king.

For three months, the minister waited in vain for the situation to be reversed, enduring every kind of humiliation and embarrassment, both at court and in the streets.

An Insulting Silence

Pombal’s hopes came to a definitive end when King José I died on February 23, 1777.

In his will, the king belatedly brought an end to some of the greatest abuses that Pombal had previously committed with his authorization.

He recommended that his daughter and successor, Queen Maria I, pardon the political prisoners, some of whom had been imprisoned for more than a decade.

King José I explained that he made this recommendation as a kind of bargain with Heaven.

After so many years of indifference, he chose to forgive the political prisoners.

As he wrote:

“So that I may obtain from Divine Mercy the same indulgence.”

Moreover, in a complete reversal of the harsh treatment that had been inflicted upon the religious orders—including those in Grão-Pará—he instructed his heir to protect the “true religion” and to preserve “lasting peace between the Empire and the Priesthood.”

Among those religious orders, the Jesuits had suffered particularly ruthless persecution at Pombal’s hands.

To make Pombal’s abandonment even more unmistakable, the king did not so much as mention the minister in his will, despite having entrusted him with the administration of the kingdom for nearly three decades.

That silence—deeply insulting to Pombal—was entirely deliberate.

The king made a point of demonstrating that he remained lucid enough to remember everyone who had served him.

In the document, he asked his daughter to care for the humble servants of the royal household, “especially those who served me with the greatest zeal and loyalty.”

Five days after the king’s death, Pombal finally resigned from office.

Three days later, Queen Maria I formally dismissed him by royal decree.

The following day, Pombal left the royal court.

The elderly minister continued to receive his salary.

He was even granted one final distinction: the Commandery of Santiago de Lanhoso, belonging to the Archbishopric of Braga.

Yet, according to Manuel Nunes Dias, the queen and her ministers regarded Pombal’s arrogance as “something intolerable and repulsive.”

The Viradeira (“The Reversal”) became a major and undisguised obsession of the new rulers, who were determined to repudiate Pombal’s legacy.

As Nunes Dias writes:

“The determination to free themselves from the recent past led the sovereign, in keeping with the spirit that inspired the Viradeira, to dismantle everything that recalled the administration of the previous reign.”

Voices from every social class rose against Pombal.

The government’s anti-Pombaline fervor intensified when Queen Maria I ordered the political prisons opened, releasing a great number of priests and laymen, as well as women who had been imprisoned.

Nunes Dias notes that many of them,

“victims of the atrocious minister of King José I, had become pitiful human wrecks, prematurely aged and with their health completely destroyed.”

The queen then established a special tribunal to review old judicial proceedings.

As a result, Pombal was compelled to undergo a harsh and deeply humiliating interrogation.

Political pressure against him intensified at a time when he was already suffering the infirmities of old age.

Those difficulties were further aggravated by illnesses that increasingly weakened him.

Pombal had been “reduced to a mere wreck,” writes Nunes Dias.

The tribunal created by the queen, indifferent to his physical condition, declared him “guilty and deserving of exemplary punishment.”

Nunes Dias concludes:

“It was the end.”

Under those circumstances, the former man of iron became something worse than a corpse, for he was forced to crawl.

In an act of complete surrender, “bewildered, humble, and submissive, he begged the queen’s forgiveness for his excesses and errors.”

Even so, he was not spared a punishment that he himself had once imposed upon his own enemies, including several members of the clergy: banishment to a place twenty leagues away from the royal court.

Landi’s Punishment

The author continues:

The fallen minister of King José I, once so arrogant, had now become a pitiful, lamenting old man.

Pombal died in exile at the age of eighty-three, at six o’clock in the evening on May 8, 1782, “finally overcome by old age and by a dreadful illness that covered his body with sores,” as Manuel Nunes Dias concludes.

The end of Pombal’s administration affected Antonio Giuseppe Landi in Grão-Pará in several ways.

After the death of King José I, the Portuguese Crown suspended the privileges that, under Pombal’s influence, had been granted for more than twenty years to the General Trading Company of Grão-Pará and Maranhão.

Without those privileges, the company—which had transformed the economy of Grão-Pará by exporting the region’s products aboard more than one hundred of its own ships—could no longer survive.

Its dissolution in 1778 brought an end to the political and economic environment that had enabled Landi to establish himself as an architect in Belém.

Landi had even designed a building for the company.

Moreover, his relationship with it extended beyond architecture.

This became evident when a Liquidation Board of the company prepared a list of its debtors.

The list, reproduced by Nunes Dias, contained the names of seventy-nine civilian debtors, arranged alphabetically.

The third name on the list was Antônio José Landi.

His debt to the company amounted to 291$154.

Although this was less than the debts owed by several others on the list—one of whom owed more than 1,800$000—it was still nearly four times greater than the average of all the other recorded debts.

Even so, the body of work Landi had created in Belém seemed more than sufficient to ensure the continuation of his architectural career.

But that was not what happened.

He would still have to pay a further price for the official protection he had once enjoyed.

On August 29, 1783, Queen Maria I made a decision that can scarcely be interpreted as anything other than an act of petty vengeance.

More than a year after Pombal’s death, “Maria the Mad,” as she would later become known in Brazilian history, ordered that Landi, then seventy years old, be reassigned to the Boundary Demarcation Commission.

This meant forcing the aging architect to return to the inhospitable Amazonian wilderness, confronting once again its insects, reptiles, and wild cats.

The isolation, physical discomfort, and discouragement of life in the forest were made even worse by poor food and harsh living conditions.

The hardships that Landi would once again be expected to endure are described by Arthur Leandro de Moraes Maroja in his book The Flight of the Heron (O Voo da Garça).

In practical terms, the queen’s order amounted almost to a death sentence.

According to Maroja, Landi received the news with astonishment.

And understandably so.

From a human perspective, the measure carried an unmistakable element of cruelty.

It would force the architect into a punishing routine for which he no longer possessed the physical endurance.

Even worse, it would separate him from his daughter and his grandchildren.

From a strictly administrative standpoint, the decision was equally irrational.

The benefits of Landi’s continued presence in Belém were undeniable.

They could be seen throughout the city—in its churches, the governor’s palace, and the military hospital.

His achievements had already been officially recognized by the governors of the State, who had awarded him the rank of Captain, as well as through the formal commendations he had received.

Moreover, who could guarantee that Landi, no longer possessing the physical vigor he had displayed during the first Boundary Demarcation Commission, would not become an obstacle to the work of the technicians serving on the second commission?

Neither these attacks on his professional career nor the threat they posed to his health persuaded Landi to abandon the title of which he was proudest—a distinction conferred upon him during Pombal’s administration.

He continued to style himself Royal Architect, in a gesture that reflected both his steadfastness and his enduring loyalty to the Pombaline era.

(Illustration: Standing before the replica of the Triumphal Arch in Belém in 2013 are the architects Giorgio Drioli and Flávio Nassar.)

Tags: culturaDestaqueGram-ParáHistóriajesuítasLandi
Previous Post

PSB oficializa Alckmin como vice e reedita chapa que venceu em 2022

Next Post

VÍDEO – Ventania de mais de 100 km/h derruba estrutura de loja e atinge pedestres

Oswaldo Coimbra

Oswaldo Coimbra

Oswaldo Coimbra é escritor, jornalista e pesquisador.

Related Posts

Padre Vieira no Gram-Pará: os primeiros episódios chocantes
Cultura

Padre Vieira no Gram-Pará: os primeiros episódios chocantes

06/08/2026

A luta pessoal do Padre Antônio Vieiria, antes poderosíssimo embaixador do rei de Portugal, dom João IV,  contra os colonos...

Mártir jesuíta foi quem deu início à formação de padres em Belém
Cultura

Mártir jesuíta foi quem deu início à formação de padres em Belém

04/08/2026

Desde 1679, os jesuítas vinham cogitando da criação de um seminário em Belém.  Naquela fase, eles já tinham conseguido se...

Quando a dor de amar se enraizou na cultura paraense
Cultura

Quando a dor de amar se enraizou na cultura paraense

02/08/2026

Cultivar afetos é expor-se ao perigo das dores da dúvida, da distância, do esquecimento, da traição, da perda, entre outras. Foi esta situação, universal e imutável, que fez...

Saga marcada por adulação, sarcasmo, e rebeldia de bispos: a da construção da Sé
Cultura

Saga marcada por adulação, sarcasmo, e rebeldia de bispos: a da construção da Sé

01/08/2026

A igreja existiu desde a fundação da cidade em 1616. De início, sob aparência de modestíssima capela: pequenina, feita de taipa, e, coberta de palha....

Carnaré 2026 reúne milhares de foliões e confirma Tucuruí como palco da maior micareta do Pará
Cultura

Carnaré 2026 reúne milhares de foliões e confirma Tucuruí como palco da maior micareta do Pará

29/07/2026

Tucuruí viveu mais uma edição histórica do Carnaré, consolidando a tradição de um dos maiores eventos populares da região Norte....

Unesco reconhece Theatro da Paz como Patrimônio Mundial
Cultura

Unesco reconhece Theatro da Paz como Patrimônio Mundial

27/07/2026

O Theatro da Paz, em Belém, e o Teatro Amazonas, em Manaus, passaram a integrar oficialmente a Lista do Patrimônio...

O planeta de Garrincha cada vez mais distante de nós
Cultura

O planeta de Garrincha cada vez mais distante de nós

26/07/2026

A federação internacional de futebol, FIFA, lembrou, no Twitter, que uma das maiores atuações individuais na História da Copa do Mundo,...

TUCURUÍ – Carnaré 2026 começa em grande estilo e arrasta multidão
Cultura

TUCURUÍ – Carnaré 2026 começa em grande estilo e arrasta multidão

25/07/2026

O Carnaré 2026 teve uma abertura marcada por muita animação, música e um grande público na noite de sexta-feira (24),...

Um Palácio de Versalhes em Belém?
Cultura

Um Palácio de Versalhes em Belém?

23/07/2026

Os governadores do Gram-Pará, em 1759, vinham enfrentando uma situação de insegurança que parecia se prolongar indefinidamente.  Porque a Casa da Residência reservada...

Residência e palácio do governador, em Belém, era a casa em ruínas, na rua antiga e estreita
Cultura

Residência e palácio do governador, em Belém, era a casa em ruínas, na rua antiga e estreita

21/07/2026

As autoridades portuguesas, depois dos anos de 1750, passaram a tratar com consideração o arquiteto Antônio Giuseppe Landi por causa...

Next Post
VÍDEO – Ventania de mais de 100 km/h derruba estrutura de loja e atinge pedestres

VÍDEO - Ventania de mais de 100 km/h derruba estrutura de loja e atinge pedestres

Redes Sociais

  • 28.3k Followers

Recentes

“Você sabe com quem está falando?”: motorista tenta dar ‘carteirada’ em Mosqueiro

“Você sabe com quem está falando?”: motorista tenta dar ‘carteirada’ em Mosqueiro

09/08/2026
TUCURUÍ – homem morre após cair enquanto urinava próximo à orla

TUCURUÍ – homem morre após cair enquanto urinava próximo à orla

08/08/2026
Remo abre vantagem, leva a virada e fica no empate com Atlético-MG no Mangueirão

Remo abre vantagem, leva a virada e fica no empate com Atlético-MG no Mangueirão

08/08/2026
Funcionário é demitido por vender canetas emagrecedoras em restaurante

Funcionário é demitido por vender canetas emagrecedoras em restaurante

08/08/2026
Ver-o-Fato

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO

Navegação

  • Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Atualidades
  • Empregos
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Ação Política
    • Cidades
    • Política
    • Educação
    • Poder
    • Saúde
    • Viralizou
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    • Economia
    • Esporte
    • Mistério & Inexplicável
    • Polícia
    • Ciência & Tecnologia
    • Meio Ambiente
    • Defesa do Consumidor
    • Cultura & Eventos
    • Publieditorial

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO