O Remo foi até Chapecó para encarar a Chapecoense e protagonizou uma partida daquelas que fazem jus à essência do futebol: intensa, imprevisível e cheia de reviravoltas.
O primeiro tempo começou eletrizante, com as duas equipes disputando cada bola como se o confronto valesse seis pontos. Em meio ao ritmo frenético dos minutos iniciais, foi o Leão Azul quem encontrou o primeiro golpe da partida e abriu o placar na Arena Condá.
Mas a resposta da Chapecoense veio rapidamente. Poucos minutos depois, o time catarinense deixou tudo igual e recolocou fogo no confronto. Após um início acelerado, o jogo perdeu um pouco da intensidade ofensiva e passou a ser mais estudado, com as equipes adotando maior cautela até o intervalo.
Só que o segundo tempo transformou uma boa partida em um verdadeiro jogaço.
Logo no primeiro minuto, a Chapecoense construiu uma linda jogada coletiva e conseguiu a virada, incendiando a Arena Condá. Mas o Remo mostrou poder de reação imediato e empatou pouco depois, mantendo o duelo completamente aberto.
Com o passar do tempo, a partida voltou a esfriar e parecia caminhar para um empate. Só parecia.
Aos 43 minutos, já no apagar das luzes, o Leão encontrou o golpe decisivo. Em jogada pela direita, o cruzamento rasteiro acabou desviando contra o próprio patrimônio, decretando a vitória azulina em Chapecó.
Um triunfo dramático, construído na raça e em uma partida digna de Série A: 3 a 2 para o Remo em um dos grandes jogos da rodada.
Motivado após três vitórias nos últimos quatro jogos, o Remo foi até Chapecó enfrentar a Chapecoense neste domingo, às 18h30 (horário de Brasília), na Arena Condá, pela 16ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
A partida começou muito equilibrada, com as duas equipes fazendo marcação alta, pressionando a saída de bola na defesa adversária. E no futebol, quando as duas equipes buscam o gol a todo instante, normalmente não demora muito para as redes balançarem.
E quem saiu na frente foi o Leão Azul. Aos 15 minutos, depois de uma cobrança de falta perfeita de Vitor Bueno, Iago Pikachu apareceu no segundo poste, por trás da zaga, livre de marcação, apenas para empurrar a bola para o fundo do gol da Chape. Gol do Leão que abriu o placar: 1 a 0.
Não demorou muito para a Chape da sua resposta – E a resposta foi letal. Aos 23, em linda jogada de Bruno Pacheco, ele deixou Neto Pessoa de frente pro gol, para encher o pé e empatar a partida. 1 a 1.
Depois do empate, a Chapecoense passou a controlar as ações da partida. Empurrando o Remo para o próprio campo de defesa, a equipe catarinense assumiu o domínio territorial e começou a ditar o ritmo do jogo na Arena Condá.
O Leão, por sua vez, adotou uma postura mais reativa, fechando espaços e tentando explorar os erros da Chape nos contra-ataques. Ainda assim, a partida já não tinha mais o ritmo alucinante dos minutos iniciais. O jogo seguia intenso e bem disputado, mas agora de maneira mais estudada, cautelosa e estratégica, sem o mesmo ímpeto ofensivo do começo do confronto.
E neste cenário foi o fim de um ótimo primeiro tempo. Foi uma etapa que estava muito favorável para o Leão que abriu o placar e depois diminuiu io ritmo, viu o dono da casa crescer, empatar e por muito pouco não virar a partida. No fim o justo empate: 1 a 1.
O segundo tempo começou da forma mais cruel possível para o Remo — com um golaço da Chapecoense logo no primeiro minuto. Após passe de Neto Pessoa, Marcinho fez um lindo corta-luz para enganar completamente a defesa azulina, e Rafael Carvalheira apareceu finalizando com enorme categoria para virar a partida na Arena Condá: 2 a 1 para a Chape.
Mas se o golpe parecia duro, a reação azulina foi imediata.
Pouco depois, Marcelinho cruzou rasteiro para a área, a bola atravessou toda a defesa da Chapecoense e ainda desviou no goleiro Anderson antes de sobrar limpa para Jajá. Livre de marcação, o atacante teve apenas o trabalho de empurrar para o fundo das redes e deixar tudo igual novamente. O Remo respondia na mesma moeda: 2 a 2.
Depois do empate a Chape voltou a dominar as aões da partida e encurralou o Remo em seu campo de defesa. Os Azulinos voltaram a jogar apenas no contra-ataque e tentando explorar os erros do dono da casa.
Até que aos 23 minutos a Chapecoense perdeu um gol inacreditável. Camilo recebeu a bola na intermediária Azulina, ele achou lindo passe e deixou Ítalo cara a cara com o gol, mas o atacante chutou reto, pra fora, em um lance bizarro e perdeu uma chance incrível de colocar a Chape mais uma vez na frente.
O futebol é, ao mesmo tempo, o esporte mais apaixonante e também o mais cruel do mundo. E aos 43 minutos isso ficou escancarado na Arena Condá.
Em jogada pela direita do ataque azulino, Marcelinho apareceu mais uma vez como peça decisiva e cruzou rasteiro para a área. Na tentativa de afastar o perigo, o zagueiro Bruno Leonardo acabou desviando contra o próprio patrimônio e mandou a bola para o fundo das redes da Chapecoense.
Um golpe doloroso para a Chape e explosão de alegria para o Leão. O Remo voltava a ficar na frente no apagar das luzes: 3 a 2.
Depois da virada Azulina a Chapecoense foi desesperada para o ataque em busca do empate, mas o tempo era curto, o golpe tomado foi no fim da partida, não havia mais tempo e a vitória do Leão foi aconteceu. Fim de jogo Chapecoense 2 x 3 Remo.
Escalações:
Chapecoense: Anderson, Eduardo, Bruno, João Paulo, Marcus Vinicius, Rafael, Camilo, Bruno Pacheco (Jean Carlos), Ênio(Garcez), Neto Pessoa e Marcinho(Italo). Técnico: Fábio Matias.
Remo: Marcelo Rangel, Marcelinho, Tchamba, Marlon, Mayk, Zé Wellison, Patrick(David), Vitor Bueno(Picco), Pikachu, Alef Manga e Jajá. Técnico: Léo Condé
Arbitragem
- Árbitro: Alex Gomes Stefano (RJ)
- Assistente 1: Fabrini Bevilaqua Costa (SP)
- Assistente 2: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
- Quarto árbitro: Emerson Ricardo De Almeida Andrade (BA)
- VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)














