Quando o ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto fundou o Banco Nacional, chegou um fazendeiro lá do interior:
– Dr. Magalhães, trouxe meus recursos . É uma coisinha, mas é a minha independência. E depositou muitos mil contos , uma fortuna na época. Meses depois, volta o velhinho:
– Dr. Magalhães, vim buscar meu dinheiro.
– Pois não. De quanto é o cheque?
– Não é cheque não. Vou levar o dinheiro todo.
Magalhães coçou os cabelos (naquele tempo ainda havia o que coçar), ficou alucinado. Era um golpe terrível no caixa. Mandou buscar o dinheiro todo, foi
arrumando em pilhas, em cima da mesa. E o velhinho ali em pé, vidrado na sua fortuna.
– Está aqui o dinheiro, coronel.
– Pois não, Dr. Magalhães, pode mandar botar lá dentro de novo.
– Mas o senhor não’ vai levar?
– Não vou levar não. Eu só queria era saber se meu dinheiro estava guardado mesmo.
(Do Folclore Político, livro do jornalista Sebastião Nery)
Moral da história: não confie em banqueiro.















