Os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, condenaram a invasão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) a uma fazenda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Petrolina (PE).
“Condeno veementemente qualquer ato que danifique processos produtivos e áreas produtivas. Não é a melhor forma de lutar por qualquer coisa. Temos outros instrumentos melhores e mais efetivos, inclusive para as bandeiras que possam ser levantadas para a conquista desses interesses”, afirmou Padilha.
“Inaceitável! Sempre defendi que o trabalhador vocacionado tenha direito à terra. Mas à terra que lhe é de direito! A Embrapa, prestes a completar 50 anos, é um dos maiores patrimônios do nosso País”, escreveu o ministro Fávaro na conta oficial dele no Twitter.
O ministro classificou as invasões como “crime”. “O agro produz com sustentabilidade se apoia nas pesquisas e todo o trabalho de desenvolvimento promovido pela Embrapa. Atentar contra isso está muito longe de ser ocupação, luta ou manifestação. Atentar contra a ciência, contra a produção sustentável é crime e crime próprio de negacionistas”, prosseguiu Fávaro na publicação.
As invasões do MST fazem parte do “Abril Vermelho” – mês em que o movimento lembra o Massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, e realiza diversas ações em defesa da reforma agrária. O movimento alega que 100 mil famílias estão acampadas e diz que a jornada de ocupações é uma forma de pressionar o governo resolver a situação e retomar a reforma agrária. O MST também pede ao governo a exoneração de superintendentes do Incra e uma nova rodada de negociações com MDA. (AE)















