Um menino, que teve a idade preservada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi agredido por outros alunos do Colégio Marista, na última quarta-feira (11) no bairro de Nazaré, em Belém.
A vítima passou por exame de corpo de delito para comprovar as agressões. O caso foi registrado na Polícia Civil do Pará e está sob investigação sigilosa.
De acordo com o boletim de ocorrência, após o término da aula, alguns estudantes teriam induzido o garoto a sair da sala para brigar com outro aluno. A confusão começou depois que um menino pegou um avião de papel que pertencia à vítima e se recusou a devolvê-lo.
Segundo o pai da vítima, vários alunos incentivaram o confronto, transformando o local em uma espécie de “ringue”. Ainda conforme o depoimento prestado à Polícia Civil, um dos garotos desferiu vários socos no rosto do filho. Com as agressões, o menino ficou com a boca sangrando, além de apresentar vermelhidão e inchaço no lado direito da face.
Em escuta especializada realizada pela polícia, a vítima relatou que só conseguiu se desvencilhar da briga porque um homem que passava pelo local interveio e impediu as agressões.
O pai informou ainda que não havia supervisão de um adulto no momento do ocorrido e que a escola teria se recusado a fornecer cópia das imagens do circuito interno.
A Polícia Civil informou, em nota, que o caso é investigado sob sigilo. “A família da vítima foi acolhida e realizada escuta especializada”, comunicou.
O pai relatou à polícia que desde o ano passado o filho vem sofrendo episódios recorrentes de agressões físicas e bullying dentro da instituição, incluindo brincadeiras maldosas, chutes e socos.
Segundo o B.O., os responsáveis procuraram diversas vezes a direção do colégio, mas afirmam que nenhuma medida efetiva teria sido adotada.
O documento também menciona que no ano anterior, a vítima sofreu assédio e bullying por parte de outro aluno, que teria sido convidado a se retirar da escola apenas ao final do ano letivo.
O Colégio Marista informou em nota que todas as situações envolvendo estudantes são acompanhadas com seriedade e responsabilidade, à luz da Política Institucional de Proteção Integral às Crianças e aos Adolescentes, baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente.
“A instituição reafirma seu compromisso permanente com a segurança, o bem-estar e a formação integral dos alunos. Ao longo do ano letivo, são realizadas campanhas que fortalecem continuamente a cultura do respeito, do cuidado e da proteção integral junto a toda a comunidade escolar”, informou.
A escola acrescentou que disponibiliza o canal +Proteção para o registro de condutas que violem o Código de Conduta, a Política Institucional de Proteção Integral ou a legislação vigente.
Segundo a instituição, trata-se de um espaço seguro, com possibilidade de anonimato, operado por empresa independente, que assegura sigilo no tratamento dos relatos. O acesso pode ser feito pelo link: www.canaldeetica.com.br/canaisdedialogomb.















