Os três homens que integraram o “tribunal do crime”, que julgou, condenou e executou um casal, com requintes de crueldade, no último domingo (27), na zona rural de Tailândia, na Região do Baixo Tocantins, nordeste paraense, estão com as prisões decretadas pela justiça estadual.
Os três tiveram os nomes e fotos divulgadas pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (30). Os “julgadores”, segundo a polícia, são Francisco Kauan Rufino, Henrique Brito Moreira, o “Ferrugem”, e Gustavo Silva da Costa, que estão foragidos.
Eles pertenceriam ao “tribunal do crime” de uma organização criminosa que atua no município e também seriam os responsáveis pela execução da jovem Erica da Silva, morta com um tiro na nuca às proximidades de um igarapé, no mês de maio. A jovem ainda foi obrigada pelos criminosos a gravar um vídeo antes de ser executada.
No caso do casal morto no domingo, eles filmaram a mulher sendo torturada e mutilada, enquanto executavam o homem. Depois, eles queimaram a casa dos dois. O duplo homicídio aconteceu durante a madrugada, em uma vicinal na localidade conhecida como Jardim Liberdade, zona rural de Tailândia. Os mortos foram Creuza da Silva Conceição, de 45 anos, e o companheiro dela, de prenome Ricardo.
Eles receberam diversos golpes de faca, foram torturados e mutilados pelos criminosos, que depois atearam fogo na casa das vítimas. O corpo de Ricardo foi completamente carbonizado no incêndio. De acordo com investigadores da Delegacia de Tailândia, um dos acusados, Gustavo Costa, chegou a ser detido após a morte de Erica da Silva, mas foi liberado por não haver provas da sua participação no crime.
Segundo o delegado João Bosco, que conduz as investigações, os três mataram o casal depois que desconfiaram que Creusa da Conceição estaria repassando informações à polícia.
Ela é mãe de um adolescente que foi apreendido por envolvimento na morte da jovem Erica, que era ligada à criminalidade. O adolescente foi apontado nas investigações com o autor do disparo que matou a garota.
No dia do crime, o menor estaria na companhia dos três acusados. A mãe dele teria comentado com a vizinhança que o filho não deveria ter sido preso sozinho. A conversa teria chegado aos ouvidos dos bandidos, que decidiram matá-la de forma cruel, junto com o companheiro dela, para servir de recado de que eles são poderosos e quem os delatar pode ter o mesmo fim.
















