Três homens russos foram presos sob acusação de traição após, segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), serem recrutados por uma suposta agente da inteligência ucraniana que os abordou por meio de um site de relacionamentos.
De acordo com os investigadores russos, Marina Kucherak, apontada como funcionária da Direção Principal de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa da Ucrânia, utilizava nomes falsos e fotos sensuais para conquistar a confiança dos homens e obter informações militares sigilosas.
Os três suspeitos, nascidos em 1988, 1994 e 1995, teriam fornecido dados considerados confidenciais sobre instalações e operações das Forças Armadas da Rússia na Crimeia, território anexado por Moscou em 2014. Caso sejam condenados por traição, eles podem receber pena de prisão perpétua.
Agente teria usado site de namoro para obter informações
Segundo o FSB, os homens começaram a conversar com Marina por meio de uma plataforma de relacionamentos bastante popular na Rússia. Ela teria se apresentado como uma mulher originária da Crimeia que havia sido obrigada a se mudar para a Ucrânia.
Com o avanço das conversas, a suposta agente teria demonstrado interesse crescente por informações relacionadas às Forças Armadas russas, incluindo localização e movimentação de tropas e equipamentos militares.
Um dos presos afirmou aos investigadores que sentiu uma forte atração pela mulher e que somente depois percebeu que ela estava em Kiev.
“Conforme fomos conversando, ficou claro que ela falava de Kiev”, declarou o homem, segundo o jornal britânico The Sun.
Outro suspeito relatou que as conversas inicialmente tratavam de assuntos comuns, mas que Marina passou a perguntar sobre unidades militares e movimentações de equipamentos.
Informações militares teriam sido enviadas à Ucrânia
Ainda de acordo com o FSB, os três russos teriam enviado fotos, vídeos e coordenadas de instalações militares à mulher.
Entre os alvos das informações estariam sistemas de defesa aérea, uma instalação de armazenamento de petróleo e locais utilizados para armazenar e carregar combustíveis e lubrificantes das Forças Armadas russas.
A agência de segurança afirmou que os três moradores da Crimeia foram recrutados pela inteligência militar ucraniana e passaram a atuar, sem perceber inicialmente a identidade da interlocutora, no fornecimento de informações consideradas estratégicas.
O caso ocorre em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, e evidencia o uso de estratégias de engenharia social e relacionamentos virtuais para obtenção de informações durante o conflito.
As acusações foram apresentadas pelas autoridades russas, que classificam os suspeitos como envolvidos em atividades de espionagem e traição. As alegações fazem parte da versão apresentada pelo FSB.
Com informações de EXTRA















