Moradores do Arquipélago do Marajó, membros do coletivo dos manifestantes reunidos no Porto do Camará e da Associação dos Moradores e Amigos de Salvaterra, enviaram um comunicado ao governo paraense cobrando o cumprimento do acordo firmado no último dia 12 deste mês, após o naufrágio da lancha Dona Lourdes II, que matou mais de 22 pessoas, em frente à Ilha de Cotijuba.
Eles lembraram que depois de quatro dias de manifestações, com a ocupação do Porto do Camará e bloqueio da estrada de acesso a Salvaterra, o secretário de Transportes, Adler Silveira, foi enviado pelo governador Helder Barbalho (MDB) para dialogar com os moradores e garantir a segurança e direitos dos passageiros do transporte hidroviário do Marajó.
Decorridos mais de 10 dias da reunião, os moradores querem saber do governo sobre a situação contratual atual das empresas Arapari e Banav e se elas ainda continuam autorizadas, podendo voltar a operar na travessia de Belém para o Marajó.
Eles também querem saber quais navios estão sendo avaliados para operar na linha do Rio Camará, uma uma vez que o representante do governo solicitou 15 dias de prazo para que um novo navio entrasse em operação.
Outra pergunta dos manifestantes é sobre a demora para a retirada da lancha Dona Lourdes II do fundo da Baía do Marajó. Eles também querem uma resposta sobre o desaparecimento da pequena Sofia Loren, uma das crianças que estavam na lancha que naufragou e não foi encontrada.
“Este movimento está em alerta permanente e ressaltamos que não vamos aceitar, sob nenhuma hipótese, a volta das empresas Banav e Arapari, que já foram expulsas de nossa região pelos péssimos serviços aqui prestados. Esperamos que os órgãos do Governo do Estado se dignem em nos responder. Salvaterra, 23 de setembro de 2022”, completam os moradores.















