A morte do trabalhador Rogério de Souza Peres durante uma operação realizada por homens do 47º Batalhão da Polícia Militar, no domingo (16), em Moju, na Região do Baixo Tocantins, nordeste paraense, provocou uma manifestação que bloqueou as Rodovias PA 150 e PA 252, que ligam o municípios às outras cidades vizinhas.
O protesto foi realizado por amigos, vizinhos e familiares da vítima, que fecharam o acesso às duas rodovias com uma barricada de madeira, na altura da Vila Luso, portando cartazes pedindo justiça.
A manifestação começou por volta de 16 horas de segunda-feira (17) e terminou três horas e meia depois, provocando um grande engarrafamento no local. Conforme os familiares e manifestantes, Rogério Peres era funcionário de uma empresa de beneficiamento de cocô e foi morto pelos militares sem reagir.
Após a manifestação, a Polícia Civil abriu uma investigação para apurar o fato. Segundo a ocorrência registrada pelos militares que participaram da ação, depois de denúncias, um suspeito de furto teria confessado que teria comprado drogas de Rogério.
Os policiais alegaram que se dirigiram até o local e dois suspeitos teriam feito disparos de armas de fogo contra a guarnição, cujos militares teriam revidado e Rogério foi atingido. Levado para a Unidade Mista de Moju, ele acabou morrendo.
A família de Rogério contestou a versão policial. Em entrevista a uma emissora de televisão local, a mãe da vítima afirmou que não houve troca de tiros e que Rogério não era envolvido com a criminalidade, pois era funcionário de uma empresa de coco da região. Ela pediu ç afastamento dos policiais envolvidos no caso.
Na manhã desta terça-feira (18), familiares da vítima se dirigiram à Corregedoria da PM em Abaetetuba para apresentar uma versão diferente do fato da apresentada pelos militares que participaram da ação. Também vão pedir a abertura de um inquérito policial militar para esclarecer os fatos.















