A República Petista acrescentou mais um capítulo em sua longa trajetória. Confira:
Lula pede cautela a Moraes e cobra transparência no caso Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o novo conselheiro reputacional da Praça. Aconselhou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, a não comprometer sua biografia ao se envolver em um episódio que, embora possa não configurar irregularidade, já projeta desgaste político e institucional sobre o Supremo. Em entrevista nesta quarta-feira (8), Lula afirmou ter dito ao magistrado que situações com potencial conflito de interesses, especialmente quando envolvem familiares, precisam ser tratadas com total transparência.
A voz do timoneiro sul-americano
O caso em questão diz respeito ao Banco Master e à relação do escritório de advocacia ligado à mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com a instituição. Para Lula, o ponto central não é apenas jurídico, mas também de percepção pública. Em ano eleitoral, advertiu, qualquer dúvida sobre conduta de ministros tende a ganhar amplitude e ser explorada politicamente pela oposição.
Jugar-se impedido
O ponto alto da sessão de terapia reputacional no consultório do especialista em carreiras resume a questão: Para Lula, a situação exige transparência. Ele afirmou que é importante esclarecer se há conflito de interesses e que, em casos que envolvam familiares, o ministro deveria se declarar impedido de votar. “Na Suprema Corte, estará impedido de votar em casos que envolvam sua esposa”, disse o presidente ao relatar a conversa com Moraes.
A Imprensa, essa “velha implicante”
O presidente também criticou a forma como parte da cobertura jornalística vem apresentando o episódio e defendeu que explicações sejam dadas “às claras”, sem a tentativa de empurrar o tema “para debaixo do tapete”. Ao mesmo tempo, deixou um recado mais amplo sobre os critérios de atuação na Suprema Corte: ministro, disse ele, não pode buscar enriquecimento pessoal nem manter interesses paralelos à função.
Galípolo nega contato telefônico e tenta blindar Banco Central
Na CPI do Crime Organizado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou, nesta quarta-feira, ter falado por telefone com Alexandre de Moraes sobre o Banco Master e sustentou que os encontros com o ministro ocorreram de forma institucional, no STF. Segundo ele, as reuniões seguiram o rito normal entre autoridades e não tiveram qualquer caráter excepcional.
Negou encontro com Viviane Barci de Moraes
Galípolo também rechaçou insinuações de proximidade profissional com Viviane Barci de Moraes e afirmou que não manteve reuniões de trabalho com a advogada. Disse ainda que não há registros de irregularidades atribuídas ao ex-presidente do BC Roberto Campos Neto no processo de autorização societária do Banco Master em 2019. A mensagem do depoimento foi clara: o Banco Central quer se apresentar como órgão técnico, colaborando com as investigações sem abrir mão do sigilo legal.
Caiado tenta ampliar vitrine nacional enquanto ataca o governo Lula
Em meio ao início da corrida de 2026, Ronaldo Caiado tenta transformar sua aprovação em Goiás em ativo nacional. O ex-governador que renunciou ao cargo para concorrer, agora em pré-campanha, aparece com índices ainda modestos em pesquisas para presidente, mas aposta na consolidação de uma imagem de gestor duro na segurança pública, com discurso voltado ao eleitorado conservador.
Cacete no governo
No programa CB.Poder, Caiado escalou as críticas ao governo Lula, classificando a gestão como “acéfala” e associando a crise econômica à falta de planejamento estrutural. Para ele, o país perdeu a oportunidade de avançar em energia, combustíveis, inovação e inteligência artificial. O diagnóstico que vende ao eleitor é o de um governo que se ocupa da polarização, mas falha em enfrentar inflação, endividamento das famílias e desequilíbrio fiscal.
Senado aprova freio à aposentadoria compulsória de magistrados e promotores
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado deu aval a um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que extingue a aposentadoria compulsória como punição para magistrados e integrantes do Ministério Público. A proposta, que segue agora ao plenário, busca impedir que faltas graves terminem em aposentadoria remunerada — mecanismo visto por parlamentares como punição insuficiente diante da gravidade de certas condutas.
Sem salário e afastamento imediato
O texto, originalmente apresentado por Flávio Dino, também prevê suspensão de salário e afastamento imediato enquanto tramita ação de perda do cargo. A decisão da comissão foi lida como resposta à percepção de que o sistema disciplinar do Judiciário ainda preserva privilégios excessivos. Ao mesmo tempo, a tramitação expõe divergências sobre o alcance da mudança, especialmente depois da exclusão dos militares do texto final.
Val-André Mutran é repórter especial para o Portal Ver-o-Fato e está sediado em Brasília.
Esta Coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Ver-o-Fato, e é responsabilidade de seu titular.
Banco Central, TCU e Justiça Eleitoral dominam a agenda institucional
Sigilo de oito anos sobre o Banco MasterO Banco Central decidiu manter sob sigilo os documentos sobre o processo do...















