A Escola de Samba Acadêmicos de Niterói é acusada de de oportunismo financeiro e o governo de crime eleitoral antecipado, ao homenagear o atual presidente Lula (PT), autonomeado pré-candidato à reeleição, em enredo para Carnaval de 2026, ano de eleições presidenciais: qual o impacto na corrida eleitoral?”
Carnaval da Acadêmicos de Niterói e Lula como enredo. Pode isso, Carmén Lúcia?
Embora a oposição tenha acionado órgãos de controle, até o momento não há uma condenação definitiva por crime eleitoral, mas sim um debate jurídico intenso sobre os seguintes pontos:
1. Propaganda eleitoral antecipada
Argumento de ilegalidade: Parlamentares da oposição (como do Partido Novo e PL) alegam que o desfile configura propaganda eleitoral antecipada, uma vez que exalta um potencial candidato à reeleição em ano eleitoral utilizando eventos de grande alcance.
Argumento de legalidade: Especialistas e a defesa argumentam que, para configurar crime, seria necessário um pedido explícito de voto, o que geralmente não ocorre em sambas-enredo, mas não impedirá “grupos de torcedores” (pagos com ingressos, pão com mortadela e refrigerante espoca bucho), gritando: “Lula presidente do Brasil, de novo”. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi acionado para se manifestar sobre o caso. Vai impedir a platéia de se manifestar? Pode isso, Carmen Lúcia (ministra presidente do TSE)?
E se fosse Jair Bolsonaro?
E se a agremiação cultural, resolvesse escolher como enredo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por golpe de Estado?
2. Uso de verba federal e abuso de poder
A polêmica foi alimentada pelo repasse de cerca de R$ 1 milhão (via Embratur/Ministério da Cultura) para cada escola do Grupo Especial, incluindo a Acadêmicos de Niterói.
Decisão do TCU: O ministro Haroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), inicialmente negou a suspensão da verba, não vendo indícios imediatos de favoritismo político, mantendo a autonomia artística da agremiação.
Risco Jurídico: Caso fiquem comprovados o desvio de finalidade e a exaltação política direta com dinheiro público, a situação pode ser enquadrada como abuso de poder econômico ou político, o que poderia levar à cassação de registros ou inelegibilidade futura dos envolvidos.
Ziriguidim governamental
A Coluna se debruçou sobre o preocupante fato e não chegou a uma conclusão, uma vez que o ineditismo pode atingir níveis ainda mais absurdos, com a vontade expressa pela primeira-dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva, a Janja, de reservar o último carro alegórico da Escola, para ela própria ser o destaque, rodeada por ministros de Estado, naquele que pode ser o maior ziriguidim governamental nunca antes visto na história desse país.
Resumo do cenário atual

Portanto, a prática é considerada moralmente questionável pela oposição e por alguns juristas devido ao ano eleitoral, mas o enquadramento como “crime” depende de prova de pedido de voto ou uso desproporcional da máquina pública para benefício eleitoral direto.
— E aí Carmen Lúcia? Como vai ser?
Val-André Mutran é repórter especial para o Portal Ver-o-Fato e está sediado em Brasília.
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