O Clube do Remo segue afundado em um jejum preocupante na Campeonato Brasileiro Série A de 2026. Seis rodadas já se passaram e o time azulino ainda não sabe o que é vencer: são três derrotas e três empates, uma campanha que começa a acender o sinal de alerta na torcida. A derrota deste domingo (15), por 1 a 0 para o Coritiba Foot Ball Club, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, ampliou a frustração azulina. Nas redes sociais e entre os torcedores, a reclamação é a mesma: falta eficiência ofensiva e sobra incompetência para transformar oportunidades em gols.
No reencontro entre dois clubes que disputaram a Série B no ano passado, o Coxa levou a melhor diante de sua torcida. Com o resultado, a equipe paranaense chegou aos 10 pontos e subiu para a sexta colocação, enquanto o Remo permanece na zona de rebaixamento com apenas três pontos.
O gol que decidiu o confronto teve um ingrediente doloroso para os remistas. Foi marcado pelo atacante Pedro Rocha, ex-jogador do próprio clube paraense. O atacante aproveitou uma jogada rápida e garantiu a vitória do Coritiba ainda no primeiro tempo. Rochaq aplicou no Leão Azul a famigerada lei do ex.
O time paranaense, comandado por Fernando Seabra, vem fazendo uma campanha consistente neste início de campeonato, com vitórias importantes inclusive fora de casa, como os triunfos sobre Cruzeiro Esporte Clube e Sport Club Corinthians Paulista.
Já o Remo vive um momento de reorganização após a saída do técnico José Carlos Osorio. A missão de reconstruir o time caiu nas mãos de Léo Condé, que ainda tenta encontrar equilíbrio em uma equipe que sofre para criar e, principalmente, para concluir as jogadas. Na rodada anterior, o Leão Azul já havia sido derrotado em casa pelo Fluminense Football Club por 2 a 1.
Coritiba pressiona e decide cedo
Empurrado por mais de 28 mil torcedores no Couto Pereira, o Coritiba começou a partida impondo ritmo e pressionando o adversário. Com maior posse de bola e volume ofensivo, o time paranaense conseguiu transformar a superioridade em vantagem aos 23 minutos do primeiro tempo.
Após roubada de bola pelo lado direito, JP Chermont avançou e cruzou para a área. Bem posicionado, Pedro Rocha apareceu no meio da pequena área e completou de primeira para marcar o único gol da partida.
Mesmo depois de abrir o placar, o Coxa continuou criando oportunidades. O goleiro Marcelo Rangel evitou um placar mais amplo com boas defesas, especialmente em uma cabeçada perigosa de Sebastián Gómez aos 41 minutos, quando espalmou a bola ao lado da trave.
Remo tenta reagir, mas produz pouco
Na etapa final, o Remo voltou com postura mais avançada, tentando explorar a velocidade de Alef Manga e Jajá. A intenção era pressionar e buscar o empate, mas na prática o time paraense encontrou enorme dificuldade para furar o sistema defensivo do Coritiba.
As poucas investidas ofensivas não resultaram em finalizações perigosas, e o time seguiu esbarrando na falta de criatividade no meio-campo.
O Coritiba, por sua vez, ainda teve a melhor chance da etapa final. Aos 37 minutos, Sebastián Gómez invadiu a área e soltou um chute forte, mas novamente Marcelo Rangel apareceu bem e espalmou para escanteio, evitando um placar mais elástico.
Próximos desafios
Na próxima rodada, o Coritiba visita o Mirassol Futebol Clube no interior paulista, na quarta-feira.
O Remo terá outro compromisso duríssimo fora de casa: enfrenta o Clube de Regatas do Flamengo, quinta-feira, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Raio X da partida
Competição: Campeonato Brasileiro Série A – 6ª rodada
Estádio: Estádio Couto Pereira – Curitiba (PR)
Público: 28.404 torcedores
Renda: R$ 917.730,00
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein
Gol: Coritiba – Pedro Rocha, aos 23 minutos do 1º tempo
Cartões amarelos:
Coritiba: Sebastián Gómez; Remo: João Lucas e Marllon
Coritiba: Pedro Rangel; JP Chermont, Maicon, Tiago Cóser e Bruno Melo; Wallisson (William Oliveira), Sebastián Gómez (Thiago Santos) e Josué (Vini Paulista); Lucas Ronier, Pedro Rocha (Fabinho) e Breno Lopes (Lavega).
Técnico: Fernando Seabra
Remo: Marcelo Rangel; João Lucas (Marcelinho), Marllon, Tchamba (José Welison) e Sávio (Kayky Almeida); Picco (Jáderson), Zé Ricardo, Vitor Bueno e Patrick (Yago Pikachu); Alef Manga e Jajá.
Técnico: Léo Condé.
MELHORES MOMENTOS E GOL:















