As forças policiais que investigavam a chacina ocorrida em Jacundá estavam à procura de Railson Pereira de Brito, de 22 anos, suspeito de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma organização criminosa com ramificações em todo o Brasil. Railson, também conhecido como “Jeguerê”, foi encontrado morto a tiros na zona rural do município na manhã desta quinta-feira (18).
Railson Brito era suspeito de estar por trás de cinco mortes registradas na primeira semana de julho em Jacundá, localizada a 100 quilômetros da cidade de Marabá. No dia 7 de julho, três homens e uma mulher foram assassinados a tiros, além de três tentativas de homicídio, e Jeguerê era apontado como um dos responsáveis por esses crimes.
Além disso, Railson também era investigado pela execução de Luciano de Oliveira Reis, que foi alvejado a tiros em uma barraca de comida às margens da rodovia PA-150, ao lado de um posto de combustíveis, no dia 3 de julho. A brutalidade e a frequência dos crimes atribuídos a Railson colocaram seu nome no rol dos principais investigados pelas autoridades.
O corpo de Railson foi encontrado na entrada da Vicinal do Jeremias, a cerca de 15 quilômetros da sede de Jacundá. Um morador local, ao entrar na vicinal, se deparou com o corpo e acionou imediatamente a Polícia Civil. A perícia e a remoção do corpo foram requisitadas ao Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, e um inquérito foi aberto para investigar as circunstâncias da morte.
A Polícia Civil, que já estava em alerta máximo devido à série de homicídios, agora se debruça sobre a morte de Railson, buscando entender se há uma ligação direta entre os crimes que ele supostamente cometeu e seu assassinato. A real motivação e a autoria do crime ainda são desconhecidas, mas a investigação continua em ritmo acelerado para desvendar mais essa morte violenta.
A comunidade de Jacundá, abalada pela onda de violência, espera que as autoridades consigam trazer respostas e justiça para os familiares das vítimas. A atuação do PCC na região é uma preocupação crescente, e a morte de Railson Brito pode ser apenas a ponta do iceberg de uma rede criminosa mais ampla e complexa.















