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Home Cultura

Inquisição puniu o criador do plano que acabaria com inundações em Belém

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
20/09/2026
in Cultura
Inquisição puniu o criador do plano que acabaria com inundações em Belém
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Ao longo da História, o medo sempre foi elemento-chave da atuação de qualquer sistema repressivo arbitrário. 

Especialmente quando a repressão gozava de poder sobre a vida terrena e a eternidade das pessoas, como a da Santa Inquisição, que continuava atuante, em Portugal, nos anos de 1700. 

Com o objetivo de combater heresias, apostasias, blasfêmias, feitiçarias e costumes considerados desviantes.

Isto, depois de 600 anos de sua criação, pela Igreja Católica, na França, nos anos de 1.100.

No exercício de sua função, a Santa Inquisição não dispensava o uso de violência e até de torturas, como recursos para extrair confissões.

Não só de quem era acusado de ter cometido algum daqueles pecados.

Como também de quem apenas tinha tido conhecimento de que outra pessoa os cometera, e, não a denunciara.

Não surpreende, portanto, que, quando a Inquisição se instalou em Belém, em 1763, o medo dela tenha se espalhado entre os moradores da cidade. 

Era um sentimento tão forte experimentado pelos belenenses que afetou o cotidiano da cidade, constatou a acadêmica Sarah dos Santos, em pesquisa realizada no mestrado de História, da Universidade Federal da Amazônia. 

Na sua monografia, ela escreveu que rastreou o medo produzido pela Santa Inquisição nos belenenses, como se este sentimento fosse um guia que a levaria ao conhecimento da realidade da cidade deles, num tempo tão distante do nosso.  

Título da monografia de Sarah: “À espreita do sentimento. Rastros do medo e cotidiano no contexto da ação inquisitorial setecentista no Grão-Pará (1760-1773)”.

Neste seu trabalho, ela recuperou detalhes da ação do responsável pela Inquisição em Belém, o padre Geraldo José de Abranches.

Como, por exemplo, o de que, logo no sermão da missa em que foi recebido pelas autoridades locais, no dia 25 do mês de setembro de 1763, ele enfatizou a importância de serem levados a seu conhecimento os cometimentos dos delitos de heresia.

E o de que o Visitador, como ele era chamado, se aproximou do clero de Belém, com a expectativa de obter a colaboração de seus padres. 

Serviços do engenheiro-militar

Foi nestas circunstâncias que chegou até os representantes da Inquisição a denúncia do vigário da Igreja do Rosário contra um dos mais brilhantes engenheiros-militares da Primeira Comissão de Demarcações de Limites, o alemão Gaspar Gerardo de Gronsfeld.

Gronsfeld tinha chegado ao Gram-Pará, dez anos antes, junto com o arquiteto Antonio Giuseppe Landi, e outros engenheiros-militares alemães e italianos.

Todos estavam contratados para o serviço de demarcações das terras dePortugal, na Amazônia.

Gronsfeld tinha sido elogiado pelo chefe da comissão de demarcadores, o governador-geral do Gram-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, antes mesmo de iniciar sua participação naquele serviço.

Numa carta enviada a metrópole, Mendonça Furtado havia escrito que Gronsfeld lhe parecera ter três virtudes: sinceridade, “préstimo grande, e,desembaraço de soldado”. 

De fato, como intuíra Mendonça Furtado, Gronsfeld foi de grande serventia para Portugal. 

A mais impressionante realização dele consistiu na elaboração de um plano para o tratamento do Alagado do Piri, o qual, até, hoje, é visto como o mais acertado, comparado com os que surgiram depois. 

Porque Gronsfeld não propôs que os cursos de água do alagado fossem aterrados, como terminou acontecendo, sem bom resultado.

Ele percebeu que seria melhor para a cidade que, ao contrário, aqueles cursos de água deviam ser aprofundados, para que as águas das chuvas e das enchentes da Baía do Guajará tivessem vazão através de seus leitos. 

O que ainda permitiria a navegação de barcos nestes cursos de água, facilitando o transporte de moradores e de mercadorias do comércio. 

Infelizmente, a metrópole portuguesa se opôs à execução do plano. 

Outro grande serviço prestado por Gronsfeld foi a elaboração, em 1761, de uma planta de Macapá, na qual ele identificou os pontos mais importantes da cidade, como era hábito, então, entre os cartógrafos. 

Gronsfeld apontou mais de duas dezenas de pontos na sua planta.

A denúncia feita contra ele surgiu quando o engenheiro-militar, que trabalhava no interior da Amazônia, teve de residir, temporariamente, em Belém.

Na cidade, ele alugou um quarto na casa de um tal Luís de Moura, da qual já era hóspede o vigário, padre Miguel Ângelo de Moraes. 

Por duas vezes, os caminhos dos dois se cruzaram, dentro da casa.

As duas conversas

E Gronsfeld aproveitou estes momentos para fazer pequenas provocações, questionando as manifestações da Igreja Católica, frente aalgumas questões teológicas polêmicas. 

Numa manhã, Gronsfeld disse para o padre Miguel que os luteranos pareciam ter razão quando questionavam a existência de bondade emDeus.

Pois, ele argumentou, Deus, numa atitude aparentemente iníqua, colocava neste mundo almas que, como Ele sabia, antecipadamente, iriam se perder no inferno.

O padre repreendeu o engenheiro-militar, advertindo-o que, se continuasse a dizer aquilo, sustentando a doutrina luterana, estaria cometendo heresia. 

Pois, ele argumentou, os seres humanos têm livre arbítrio. 

Dois meses e meio depois, numa tarde os dois se encontraram na copa da casa.

E, Gronsfeld iniciou outra daquelas inócuas provocações. 

Afirmou para o padre: 

“Muitos santos cujas imagens se veem nas igrejas estão, na verdade, ardendo no inferno”. 

O religioso novamente repreendeu-o e explicou como transcorria um processo de canonização. 

Disse que, durante longos anos, a vida do candidato a santo era investigada, em busca de comprovações e evidências de seus eventuais milagres. 

Só quando estas investigações autorizavam, o papa, então, com suainfalibilidade, decretava a santidade do candidato.

Gronsfeld redarguiu dizendo que o papa era ser humano, assim, sujeito a cometer erros. 

Padre Miguel contra-argumentou, afirmando que, na sua infalibilidade, o papa recebia assistência divina.

Estas conversas talvez tivessem sido esquecidas pelo padre, se os membros da Inquisição não tivessem pressionado o clero de Belém, para que seus membros colaborassem com eles. 

O padre, “por descargo de consciência”, como ele mesmo disse, no processo instaurado contra Gronsfeld, resolveu contar ao Inquisidor aquelas duas conversas ocorridas no interior da moradia compartilhada por ele com o engenheiro-militar. 

Foi, então, instaurado um processo.

Interrogatório do delator

E, durante sua tramitação, o padre Miguel Ângelo foi inquirido pela Mesa da Inquisição presidida pelo padre José de Abranches. 

Os inquisidores quiseram saber se Gronsfeld estava em seu juízo perfeito quando proferiu aquelas frases, durante as duas conversas.

Ou se, ao contrário, as proferiu, desavisadamente, ébrio de vinho, perturbado por alguma paixão, ou, até mesmo, enlouquecido. 

O padre respondeu: 

“Gronsfeld era muito bem entendido e bom estudante e latino (conhecia Latim)“. 

Inicialmente, o padre acrescentou, que, na manhã da primeira conversa, Gronsfeld lhe pareceu em seu juízo perfeito. 

Já na tarde da segunda conversa, o padre admitiu, era possível que o engenheiro-militar estivesse sob o efeito de bebida alcóolica, pois ele tinha o costume de consumi-la nas refeições. 

Os inquisidores, em seguida, perguntaram se Gronsfeld fez aquelas afirmações por zombaria, ou, se acreditava nelas, de fato. 

O padre disse que ele parecia crer no que afirmou. 

Indagaram, em seguida, os inquisidores:

“Ele repetiu, em outras ocasiões, aquelas afirmativas?”

Padre Miguel respondeu:

“Não”. 

Perguntaram, então, os membros da Mesa de Inquisição:

“Há quanto tempo o senhor o conhece, e, que opinião tem das crenças, da vida, dos costumes e procedimentos dele?”

O padre disse que conhecia Gronsfeld havia sete meses. 

E, não tinha boa opinião das crenças dele, devido ao que ouviu ele dizer,e, ao que viu ele fazer, acrescentou. 

Sem ódio a Gronsfeld

O padre revelou: 

“Gronsfeld come carne sem ter moléstia alguma nem enfermidade, sem fazer conceito de que sejam os dias da Quaresma e os outros jejuns, nasSextas Feiras e Sábados Santos”. 

Além disto, o padre informou:

“A vida e procedimento dele não são de bom católico, principalmente, na observância do sexto preceito do Decálogo”. 

O preceito que se refere ao pecado contra a castidade.

Por fim, os inquisidores procuraram saber se o padre, ao fazer aquelas denúncias, estava sendo movido por ódio contra Gronsfeld, e, por que ele não as tinha feito antes. 

O padre disse que não tinha ódio ao engenheiro-militar, e, que, ao denunciá-lo, apenas, procurava obedecer às instruções dadas pela própria Inquisição. 

Não havia delatado Gronsfeld antes, ele afirmou, porque estivera doente,e, quando se recuperou não conseguira contato imediato com o Inquisidor.

Não há registro conhecido do fim deste processo contra Gronsfeld.

Mas, independentemente da sentença que possa ter sido proferida contra ele, e, até mesmo do eventual arquivamento do processo, não resta dúvida, no entanto, que o simples registro de seu nome no Livro de Denúncias da Inquisição, já foi uma punição aplicada a Gronsfeld. 

Devido ao medo que infundia uma denúncia à Inquisição. 

Um medo que era agravado por constrangimentos, e, tensão prolongada.

Daqueles episódios restou, no “Livro da Visitação ao Pará”, do Santo Ofício, a qualificação, incompleta, do técnico da Comissão de Demarcações, feita nos seguintes termos:

“GRONFELT, Fulano (Sargento), alemão, germânico (?) – Sargento-mor, engenheiro, residente junto ao Poço do Povo – Denunciado por professar heresias luteranas”.

O acesso a este documento antigo foi possível graças J. R. Amaral Lapa que o transcreveu numa obra sua, publicada em 1978.

(Ilustração: A Santa Inquisição, na pintura do italiano Cristiano Banti)

The Inquisition punished the creator of the plan

that would have ended flooding in Belém

Throughout history, fear has always been a key element in the operationsof any arbitrary repressive system.

This was especially true when the repressive body held power over bothpeople’s earthly lives and their eternal souls—as did the Holy Inquisition, which remained active in Portugal during the 18th century.

Its aim was to combat heresy, apostasy, blasphemy, witchcraft, andbehaviors deemed deviant.

This continued long after its establishment by the Catholic Church in France during the 12th century.

In carrying out its duties, the Holy Inquisition did not shy away fromusing violence—and even torture—to extract confessions.

Such measures were used not only against those accused of committingthese sins…

…but also against those who merely knew someone else had committedthem yet failed to report it.

It is hardly surprising, then, that when the Inquisition arrived in Belém in 1763, fear of the institution spread among the city’s residents.

This fear was so intense among the people of Belém that it impacted dailylife in the city—a finding noted by researcher Sarah dos Santos duringher master’s studies in History at the Federal University of Amazonas.

In her thesis, she described tracing the fear the Holy Inquisition instilledin the city’s inhabitants, treating that emotion as a guide to understandingthe reality of their lives in an era so distant from our own.

The title of Sarah’s thesis is: “Lurking Emotions: Traces of Fear andDaily Life Amidst 18th-Century Inquisitorial Action in Grão-Pará (1760–1773).”

In this work, she uncovered details regarding the actions of the man in charge of the Inquisition in Belém: Father Geraldo José de Abranches. 

For instance, the fact that, during the very sermon at the mass where hewas welcomed by local authorities on September 25, 1763, heemphasized the importance of having instances of heresy brought to hisattention.

And the fact that the *Visitador*—as he was known—approached theclergy of Belém, expecting to secure the cooperation of its priests.

Services of the military engineer

It was under these circumstances that a denunciation reached therepresentatives of the Inquisition—filed by the vicar of the Church of theRosary—against one of the most brilliant military engineers of the FirstBoundary Demarcation Commission: the German Gaspar Gerardo de Gronsfeld.

Gronsfeld had arrived in Grão-Pará ten years earlier, alongside thearchitect Antonio Giuseppe Landi and other German and Italian militaryengineers.

They had all been hired to demarcate Portuguese lands in the Amazon.

Gronsfeld had been praised by the head of the demarcation commission—the Governor-General of Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado—even before he began his work on the project.

In a letter sent to the metropole, Mendonça Furtado wrote that Gronsfeldappeared to possess three virtues: sincerity, “great usefulness,” and”soldierly resourcefulness.”

Indeed, just as Mendonça Furtado had intuited, Gronsfeld proved to be ofgreat service to Portugal.

His most impressive achievement was the development of a plan tomanage the *Alagado do Piri* (Piri Wetlands); to this day, it isconsidered the most sound approach compared to those proposed later.

This was because Gronsfeld did not propose filling in the wetland’swaterways—which is what ultimately happened, with poor results.

He realized it would be better for the city to deepen those waterwaysinstead, allowing rainwater and floodwaters from Guajará Bay to drainthrough their channels.

This would also allow boats to navigate the waterways, facilitating thetransport of residents and commercial goods.

Unfortunately, the Portuguese metropole opposed the plan’s execution. 

Another major service rendered by Gronsfeld was the creation, in 1761, of a map of Macapá, in which he identified the city’s most importantlandmarks—a common practice among cartographers at the time.

Gronsfeld marked more than two dozen points on his map.

The accusation against him arose when the military engineer, who hadbeen working in the Amazon interior, had to reside temporarily in Belém.

While in the city, he rented a room in the home of a certain Luís de Moura, where the local vicar, Father Miguel Ângelo de Moraes, wasalready staying.

Their paths crossed twice inside the house.

The Two Conversations

Gronsfeld used these moments to offer mild provocations, questioning theCatholic Church’s stance on certain controversial theological issues.

One morning, Gronsfeld told Father Miguel that the Lutherans seemed tobe right when they questioned the existence of goodness in God.

For, he argued, God—in an apparently unjust act—placed souls into thisworld that He knew beforehand would be damned to hell.

The priest rebuked the military engineer, warning him that if he continuedto say such things—upholding Lutheran doctrine—he would becommitting heresy.

For, he argued, human beings possess free will.

Two and a half months later, the two met one afternoon in the house’spantry.

Gronsfeld initiated another one of those harmless provocations.

He stated to the priest:

“Many saints whose images appear in churches are, in fact, burning in hell.”

The clergyman rebuked him again and explained how the canonizationprocess worked.

He said that, over many years, the life of the candidate for sainthood wasinvestigated, seeking proof and evidence of any miracles they might haveperformed.

Only when these investigations provided authorization would the Pope, exercising his infallibility, decree the candidate’s sainthood.

Gronsfeld countered by saying that the Pope was a human being and, therefore, capable of making mistakes.

Father Miguel argued back, stating that the Pope received divineassistance in his infallibility.

The priest might well have forgotten these conversations had themembers of the Inquisition not pressured the clergy of Belém tocooperate with them.

The priest, “to ease his conscience”—as he himself put it—decided, during the proceedings initiated against Gronsfeld, to tell the Inquisitorabout those two conversations that had taken place inside the home heshared with the military engineer.

Proceedings were then initiated.

Interrogation of the informant

During the proceedings, Father Miguel Ângelo was questioned by theInquisition tribunal presided over by Father José de Abranches.

The inquisitors wanted to know if Gronsfeld was of sound mind when heuttered those statements during the two conversations.

Or if, conversely, he had spoken them unwittingly—drunk on wine, agitated by some passion, or even insane.

The priest replied:

“Gronsfeld was very intelligent, a good student, and a Latinist (he knewLatin).”

Initially, the priest added that, on the morning of the first conversation, Gronsfeld had appeared to be of sound mind.

However, regarding the afternoon of the second conversation, the priestadmitted it was possible the military engineer was under the influence ofalcohol, as he was in the habit of consuming it with meals.

The inquisitors then asked whether Gronsfeld had made those statementsin jest or if he actually believed them.

The priest said that he appeared to believe what he had stated.

The inquisitors then asked:

“Did he repeat those statements on other occasions?”

Father Miguel replied:

“No.”

The members of the Inquisition tribunal then asked:

“How long have you known him, and what is your opinion of his beliefs, his life, his habits, and his conduct?”

The priest said he had known Gronsfeld for seven months.

And, he added, he did not hold a favorable opinion of his beliefs, basedon what he had heard him say and what he had seen him do.

No Hatred Toward Gronsfeld

The priest revealed:

“Gronsfeld eats meat without suffering from any ailment or illness, andwithout regard for the days of Lent or other fasts, such as Fridays andHoly Saturdays.”

Furthermore, the priest reported:

“His life and conduct are not those of a good Catholic, particularlyregarding the observance of the sixth commandment of the Decalogue.”

The commandment referring to the sin against chastity.

Finally, the inquisitors sought to determine whether the priest, in making these accusations, was motivated by hatred toward Gronsfeld, and why hehad not made them sooner.

The priest stated that he bore no hatred toward the military engineer andthat, in denouncing him, he was merely seeking to obey instructionsissued by the Inquisition itself.

He had not denounced Gronsfeld earlier, he claimed, because he had beenill, and upon his recovery, he had been unable to make immediate contactwith the Inquisitor.

There is no known record of the outcome of these proceedings againstGronsfeld.

However, regardless of the verdict that may have been handed downagainst him—or even if the case was simply shelved—there is no doubtthat the mere entry of his name in the Inquisition’s Book ofDenunciations constituted a form of punishment for Gronsfeld.

This was due to the fear instilled by a denunciation to the Inquisition.

A fear compounded by duress and prolonged tension.

From those episodes, the Holy Office’s “Book of the Visitation to Pará” preserves an incomplete profile of the Demarcation Commission technician, recorded in the following terms:

“GRONFELT, [Name] (Sergeant), German, Germanic (?) – SergeantMajor, engineer, resident near Poço do Povo – Denounced for professingLutheran heresies.” Access to this old document was made possiblethanks to J. R. Amaral Lapa, who transcribed it in a work of his publishedin 1978.

(Illustration: The Holy Inquisition, in a painting by the Italian artistCristiano Banti)

Tags: Belém do ParácolunaculturaHistóriaInquisição
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Oswaldo Coimbra

Oswaldo Coimbra

Oswaldo Coimbra é escritor, jornalista e pesquisador. Email: oswaldocoimbra1@gmail.com

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