Manifestantes indígenas rejeitaram o novo acordo proposto pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), apresentado na tarde deste sábado (18). Há cinco dias, mais de 100 pessoas, de várias etnias, ocupam a sede da secretaria. As lideranças afirmam que vão permanecer no local até que todas as reivindicações sejam atendidas.
Conforme nota divulgada pela Seduc, durante a negociação, foi proposta a assinatura de um Termo de Compromisso (TC) com a Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa) e lideranças das comunidades indígenas presentes no local, firmando o compromisso na construção coletiva de um projeto de lei a ser encaminhado pelo Poder Executivo Estadual à Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).
O documento trata da Política Estadual da Educação Escolar Indígena.
No entanto, as comunidades não aceitaram a proposta, alegando ser insuficiente e seguiram com os protestos contra o governador Helder Barbalho (MDB) e o secretário de educação Rossieli Soares.
As lideranças e representantes reivindicam permanência do Sistema Modular de Ensino Indígena (Somei) na educação escolar dos povos originários no estado.
Os manifestantes são contra a conversão de aulas presenciais em on-line, por meio do Centro de Mídias da Educação Paraense (Cemep).