Um caso de acusação falsa no bairro do Curuçambá, em Ananindeua, está gerando revolta nas redes sociais. Um homem afirma ter sido vítima de fake news após parar o carro em frente à casa de um policial militar.
De acordo com o relato publicado pelos perfis @guerreiros_do_para e @noticiasparaoficial, nesta sexta-feira (02), o homem teria sido cercado por moradores e policiais após ser acusado, sem qualquer prova, de ser “matador de policial” e “sequestrador de criança”.
No vídeo que ele mesmo gravou após o ocorrido, o homem aparece visivelmente abalado, segurando o boletim de ocorrência, e relata que chegou a ser agredido e temeu pela própria vida.
O trecho que mais chamou atenção foi o momento em que um policial fardado que participava da ocorrência o ameaça. Nas imagens, o agente falaria sobre a margem de um igarapé onde supostamente ele poderia ser levado para ser torturado pelos policiais, mas que, por sorte dele, seria levado para a delegacia.
Levado à Seccional da Cidade Nova, o homem foi ouvido e liberado em seguida por falta de provas de qualquer crime.
A família se manifestou. Em uma nota de esclarecimento publicada pela irmã, identificada como @vicmoraesd, ela afirma que o irmão é um homem de família, íntegro e que jamais seria capaz de cometer algo dessa natureza, e que as acusações são de pedofilia e sequestro de criança.
“É doloroso ver seu nome e sua imagem expostos diante de acusações tão graves. Acusações dessa proporção podem causar danos irreparáveis à honra, à imagem e à vida de uma pessoa e de toda a sua família”, diz o texto.
A irmã informou ainda que todas as medidas legais cabíveis estão sendo tomadas e que os responsáveis por acusações falsas e exposição indevida deverão responder na Justiça.
O comentário de un advogado, que repercutiu na publicação, resume a indignação:
“O rapaz é inocente, e causa profunda perplexidade ouvir de um agente da Polícia Militar uma declaração de que, se não estivesse fardado, teria vontade de fazer com ele as mesmas coisas que a população faria. Uma fala dessa natureza merece apuração, especialmente por partir de alguém investido de autoridade pública.”
Até o momento, a Polícia Militar do Pará não se manifestou oficialmente sobre a conduta do policial citada no vídeo. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e deve ser apurado também pela Corregedoria da PM.














