• Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight
Ver-o-Fato
Advertisement
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
Ver-o-Fato
No Result
View All Result
Home Meio Ambiente

GOVERNO: Corte de R$ 22,6 milhões da ANM ameaça fiscalização de 43 barragens

Val-André Mutran por Val-André Mutran
09/06/2026
in Meio Ambiente
GOVERNO: Corte de R$ 22,6 milhões da ANM ameaça fiscalização de 43 barragens

Momento exato do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Imagem: Câmera de Segurança/Vale

CompartilharTwitter

👉🏻Agência alerta que contingenciamento orçamentário compromete vistorias técnicas e coloca em risco estruturas com potencial impacto em comunidades
👉🏻Mesmo com arrecadação de R$ 7,91 bilhões em 2025, agência não recebe automaticamente recursos previstos em lei devido a contingenciamentos

Brasília – O Brasil parece que nunca aprende com suas dolorosas tragédias. A Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgou na segunda-feira (8), um alerta sobre os impactos do contingenciamento de R$ 22,6 milhões em seu orçamento, afirmando que a restrição de recursos ameaça a fiscalização de 43 barragens e 18 pilhas de mineração que estavam previstas para receber vistoria técnica até o final de 2026. Segundo a agência, o corte aprofunda um processo de perda de capacidade operacional e pode comprometer atividades consideradas essenciais para a regulação e a fiscalização da mineração no país.

A ANM é responsável pela gestão de mais de 255 mil processos minerários ativos, pela fiscalização de barragens e outras estruturas minerárias, pela arrecadação e fiscalização da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) e pela análise de procedimentos necessários à abertura de novos empreendimentos minerais.

O contingenciamento limita deslocamentos de equipes técnicas, obriga a revisão de planejamentos e compromete atividades que dependem de fiscalização presencial. Entre os principais impactos apontados estão as vistorias em barragens, pilhas e outras estruturas minerárias, inspeções que servem de base para decisões técnicas relacionadas à segurança das operações.

A agência afirma que algumas das estruturas que podem deixar de ser vistoriadas exigem acompanhamento contínuo por causa do potencial impacto social, ambiental e econômico, inclusive em áreas próximas a comunidades e regiões ambientalmente sensíveis.

O contingenciamento também deve afetar a análise de processos ligados a novos empreendimentos minerais. Segundo a ANM, a falta de recursos compromete procedimentos necessários à avaliação de Relatórios Finais de Pesquisa e de PAEs (Planos de Aproveitamento Econômico), etapas essenciais para transformar uma descoberta mineral em operação produtiva. Na prática, isso pode atrasar investimentos, geração de empregos e abertura de novas minas.

O corte ocorre em um momento em que o governo tenta ampliar a participação do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos e estratégicos, insumos usados na transição energética, na indústria de alta tecnologia, na mobilidade elétrica e na produção de equipamentos de energia limpa.

A agência afirma que a redução da capacidade operacional atinge justamente a análise de projetos desses minerais, em um cenário de maior disputa internacional por fontes seguras de fornecimento.

Fiscalização da CFEM

Outro ponto citado pela ANM é a fiscalização da CFEM, os royalties da mineração distribuídos à União, estados e municípios. Auditorias e inspeções são usadas para verificar informações prestadas pelas empresas e acompanhar o recolhimento correto da compensação financeira.

Na avaliação da agência, a redução dessas atividades enfraquece a capacidade fiscalizatória do Estado e pode gerar reflexos sobre receitas públicas compartilhadas entre os entes federativos.

Em 2025, a CFEM somou R$ 7,91 bilhões. Se a regra de destinação de 7% à ANM fosse aplicada integralmente na prática, cerca de R$ 550 milhões poderiam reforçar o orçamento da agência, mas no Brasil “Lei é Potoca”, frase atribuída ao político paraense Magalhães Barata.

Projetos de transformação digital também foram afetados. A agência cita iniciativas de modernização de sistemas, aprimoramento do monitoramento remoto e desenvolvimento de mecanismos de rastreabilidade da cadeia mineral, incluindo o ouro.

Segundo a ANM, a interrupção ou postergação desses projetos compromete instrumentos importantes para o combate à mineração ilegal, à evasão de divisas e à comercialização irregular de minério.

A ANM sustenta que suas atribuições aumentaram nos últimos anos, especialmente nas áreas de segurança de estruturas minerárias, fiscalização remota, rastreabilidade da produção mineral, agenda de minerais críticos e modernização regulatória.

A ampliação dessas responsabilidades, segundo a agência, não foi acompanhada por aumento proporcional de recursos. Embora o contingenciamento atinja diferentes órgãos do governo federal, a ANM afirma que os efeitos sobre a mineração têm características próprias, pela extensão territorial das atividades, pela necessidade de fiscalização presencial e pelo papel da agência na atração de investimentos, na arrecadação pública e na segurança das operações minerárias.

A pressão por reforço na estrutura da agência também vem das mineradoras e de entidades do setor, que enxergam a capacidade regulatória como peça-chave para reduzir atrasos, aumentar previsibilidade e destravar investimentos.

A avaliação é que, sem uma ANM mais robusta, o Brasil corre o risco de perder velocidade justamente em um momento de corrida global por lítio, terras raras, cobre, níquel e outros minerais estratégicos.

Em auditoria concluída em 2026, o TCU (Tribunal de Contas da União) afirmou que cortes e contingenciamentos têm comprometido fiscalização, administração, investimento em tecnologia e atendimento ao público em autarquias estratégicas, incluindo a ANM. O tribunal também destacou a necessidade de fortalecer a autonomia orçamentária dessas instituições.

No caso da mineração, a discussão é ainda mais sensível porque a legislação prevê que 7% da CFEM seja destinada à ANM. Na prática, porém, esse desenho legal não se traduz em autonomia financeira para a agência.

Embora a lei reserve essa fatia da arrecadação, os recursos passam pelo Orçamento Geral da União e ficam sujeitos às regras fiscais do governo, como contingenciamentos, bloqueios e limites de execução orçamentária. Isso significa que, mesmo quando a CFEM arrecada bilhões de reais, a ANM não recebe automaticamente o equivalente a 7% desse valor em recursos efetivamente disponíveis para gastar.

A ANM tenta sair de um modelo historicamente subdimensionado para um momento em que o Brasil quer ser protagonista em minerais críticos, elevar padrão de segurança, modernizar a regulação e dar mais previsibilidade ao investimento.

O problema é que a ambição institucional cresceu mais rápido que a capacidade operacional. Hoje, a agência é responsável por atividades centrais para o setor mineral, como a análise de processos minerários, a regulação do segmento, a fiscalização de barragens de mineração, o acompanhamento de pilhas de rejeitos, a arrecadação e fiscalização da CFEM e o combate a irregularidades no setor. Porém, assim como outras agências reguladoras, a ANM vem operando sob forte pressão orçamentária.

O alerta da ANM ocorre em contexto de maior rigor regulatório. Em outubro de 2025, a agência publicou a Resolução nº 220, que atualiza as normas de segurança de barragens de mineração, incorporando sugestões do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Trabalho.

A resolução entra em vigor em 2 de agosto de 2027 para a maioria de seus artigos, e todos os titulares de direitos minerários devem reenquadrar suas barragens no SIGBM até 30 de julho de 2027, atualizando Documentos de Plano de Ação (DPA), Certificados de Responsabilidade Técnica (CRI) e Planos de Segurança.

Tragédias de Mariana e Brumadinho parecem não incomodar governo

O histórico de desastres com barragens no Brasil reforça a importância da fiscalização. O rompimento da barragem de Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho, Minas Gerais, em 25 de janeiro de 2019, resultou em 270 mortes e é considerado um dos maiores desastres socioambientais da história do Brasil.

Antes, porém, ocorreu o primeiro desastre de grandes proporções em uma barragem — a de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, em 5 de novembro de 2015.

Esse desastre, também envolvendo a mineradora Samarco (joint venture entre Vale e BHP Billiton), causou grande impacto socioambiental na região. O rompimento da barragem de Fundão liberou aproximadamente 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, afetando a Bacia do Rio Doce e deixando um rastro de destruição ambiental e social.

Esse evento foi crucial para evidenciar as fragilidades na estrutura de fiscalização e regulação de barragens no Brasil. Os dois desastres exemplificam a situação do departamento encarregado de vistoriar as mineradoras em Minas Gerais, à época do desastre de Mariana, era crítica, com perspectiva de perder mais 40% dos servidores nos dois anos seguintes.

O rompimento de Mariana em 2015 serviu como um alerta que, infelizmente, não foi suficiente para evitar o desastre ainda mais grave de Brumadinho em 2019, reforçando a importância da discussão atual sobre a capacidade de fiscalização da ANM e a necessidade de recursos adequados para a segurança de barragens no país.

O evento evidenciou fragilidades na estrutura de fiscalização e levou a pressões por maior rigor regulatório. Desde então, a Vale se comprometeu com a eliminação de 100% de suas barragens até 2035 e adotou padrões internacionais desenvolvidos após o rompimento, como o Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM).

* Reportagem: Val-André Mutran (Brasília-DF), especial para o Portal Ver-o-Fato.

Tags: Agência Nacional de MineraçãoBarragens de MineraçãoDestaqueeconomiamineração
Previous Post

Torcedores do Irã têm ingressos para a Copa do Mundo revogados pelos EUA

Next Post

VÍDEO – Família é atropelada na faixa de pedestres e bebê é arrastado sobre capô de carro

Val-André Mutran

Val-André Mutran

Val-André Mutran é repórter especial para o Portal Ver-o-Fato e está sediado em Brasília-DF. Contato: valmutran@yahoo.com.br

Related Posts

TENSÃO NO SUDOESTE DO PARÁ: Discurso na Câmara eleva pressão sobre fiscalização ambiental no Pará
Meio Ambiente

TENSÃO NO SUDOESTE DO PARÁ: Discurso na Câmara eleva pressão sobre fiscalização ambiental no Pará

05/07/2026

▪︎ Episódio envolvendo Força Nacional e garimpeiros reacende debate sobre a militarização do combate ao crime ambiental e a necessidade...

Sob pressão de grileiros e sem recurso do Estado, povo Arara aguarda retirada de invasores de seu território no Pará
Meio Ambiente

Sob pressão de grileiros e sem recurso do Estado, povo Arara aguarda retirada de invasores de seu território no Pará

24/06/2026

Decisão do ministro Edson Fachin dá 90 dias para a União apresentar plano de desocupação em área que viu desmatamento...

FIEPA, SEMAS e ITERPA firmam parceria para acelerar regularização ambiental e fundiária de agricultores familiares da cadeia da palma no Pará
Meio Ambiente

FIEPA, SEMAS e ITERPA firmam parceria para acelerar regularização ambiental e fundiária de agricultores familiares da cadeia da palma no Pará

19/06/2026

Acordo prevê atuação integrada entre poder público e setor produtivo para ampliar a regularização de áreas rurais e fortalecer uma...

PARÁ – MPF tenta barrar acordo para venda de crédito de carbono; especialistas e indígenas contestam
Meio Ambiente

PARÁ – MPF tenta barrar acordo para venda de crédito de carbono; especialistas e indígenas contestam

07/06/2026

O Ministério Público Federal (MPF) tenta barrar um acordo internacional para venda de créditos de carbono, anunciado em 2024 pelo...

MARITUBA – aterro pode receber lixo de outros municípios
Meio Ambiente

MARITUBA – aterro pode receber lixo de outros municípios

05/06/2026

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) discutiu nesta terça-feira (2) a possibilidade de ampliar o uso do Aterro...

Fraude bilionária no garimpo: esquema “lava” R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia
Meio Ambiente

Fraude bilionária no garimpo: esquema “lava” R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

01/06/2026

Investigação aponta que o sistema de Permissão de Lavra Garimpeira foi capturado pelo crime organizado para esquentar ouro extraído ilegalmente...

Naufrágio do Haidar impulsiona projeto que proíbe transporte marítimo de cargas vivas no Brasil
Meio Ambiente

Naufrágio do Haidar impulsiona projeto que proíbe transporte marítimo de cargas vivas no Brasil

28/04/2026

?Projeto surge em meio a registros de danos ambientais e sociais causados pelo naufrágio que matou 4,9 mil bois no...

Alerta global: risco de super El Niño mobiliza cientistas; Semas contratará brigadistas temporários
Meio Ambiente

Alerta global: risco de super El Niño mobiliza cientistas; Semas contratará brigadistas temporários

22/04/2026

Secas, enchentes e ondas de calor estão entre os impactos estimados caso o fenômeno atinja intensidade recorde Brasília - A...

PARÁ – TCU mantém suspensa  análise de concessão do projeto da Ferrogrão
Meio Ambiente

PARÁ – TCU mantém suspensa análise de concessão do projeto da Ferrogrão

31/03/2026

A decisão do Tribunal de Contas da União não é um detalhe técnico — é um freio necessário diante de...

Câmara acelera projeto que limita embargos e pressiona a fiscalização ambiental
Meio Ambiente

Câmara acelera projeto que limita embargos e pressiona a fiscalização ambiental

21/03/2026

Nos últimos dias, a aprovação do regime de urgência para o Projeto de Lei nº 2.564/2025 pela Câmara dos Deputados...

Next Post
VÍDEO – Família é atropelada na faixa de pedestres e bebê é arrastado sobre capô de carro

VÍDEO - Família é atropelada na faixa de pedestres e bebê é arrastado sobre capô de carro

Redes Sociais

  • 28.3k Followers

Recentes

Baterias de sal prometem revolucionar energia, reduzir custos e desafiar domínio do lítio

Baterias de sal prometem revolucionar energia, reduzir custos e desafiar domínio do lítio

10/07/2026
Governo rescinde contrato de empresa responsável pela manutenção do Parque da Cidade

Governo rescinde contrato de empresa responsável pela manutenção do Parque da Cidade

10/07/2026
Crianças terão assento garantido ao lado dos responsáveis em voos; nova regra muda embarques no Brasil

Crianças terão assento garantido ao lado dos responsáveis em voos; nova regra muda embarques no Brasil

10/07/2026
BOMBANDO: STF investiga apropriação indevida de emendas parlamentares por Valdemar Costa Neto

BOMBANDO: STF investiga apropriação indevida de emendas parlamentares por Valdemar Costa Neto

10/07/2026
Ver-o-Fato

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO

Navegação

  • Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Atualidades
  • Empregos
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Ação Política
    • Cidades
    • Política
    • Educação
    • Poder
    • Saúde
    • Viralizou
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    • Economia
    • Esporte
    • Mistério & Inexplicável
    • Polícia
    • Ciência & Tecnologia
    • Meio Ambiente
    • Defesa do Consumidor
    • Cultura & Eventos
    • Publieditorial

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO