O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou a divisão dos R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026. As maiores fatias ficarão com PL, PT e União Brasil, que juntos irão concentrar cerca de 40,8% de todo o montante destinado às campanhas eleitorais no país.
O PL, partido que elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados em 2022, lidera a distribuição e receberá R$ 881,7 milhões. Na sequência aparecem o PT, com R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, com R$ 562,2 milhões.
Os recursos do chamado Fundo Eleitoral são repassados apenas em anos de eleição e têm como objetivo financiar as campanhas dos candidatos. Criado em 2017, após a proibição das doações empresariais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o mecanismo utiliza recursos públicos e exige prestação de contas por parte das legendas.
Ao todo, 30 partidos serão contemplados com os repasses. A distribuição é baseada na representação das siglas no Congresso Nacional, levando em consideração o desempenho nas eleições de 2022 para a Câmara dos Deputados e o Senado.
Pelas regras atuais, 2% do total são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no TSE. Outros 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos para deputado federal pelas legendas que elegeram ao menos um parlamentar. Já 48% consideram o número de deputados federais titulares eleitos, enquanto os 15% restantes levam em conta a quantidade de senadores titulares de cada partido.
Antes de utilizar os recursos, as legendas ainda precisam definir internamente os critérios para distribuição do dinheiro entre seus candidatos. A decisão cabe às executivas nacionais de cada partido.
Entre os menores repasses anunciados pelo TSE estão destinados a 10 partidos, que receberão pouco mais de R$ 3,3 milhões, enquanto partidos como Avante e Cidadania terão direito a R$ 72,5 milhões e R$ 60,1 milhões, respectivamente.
O valor reservado para as eleições de 2026 é semelhante ao destinado ao pleito municipal de 2024, quando o Fundo Eleitoral também somou R$ 4,96 bilhões. Veja quanto cada um vai receber:
PL – R$ 881,7 milhões
PT – R$ 615,4 milhões
União Brasil – R$ 562,2 milhões
PSD – R$ 421 milhões
PP – R$ 417,1 milhões
MDB – R$ 400 milhões
Republicanos – R$ 348,6 milhões
Podemos – R$ 246 milhões
PDT – R$ 169,3 milhões
PSB – R$ 152,3 milhões
PSDB – R$ 147,9 milhões
PSOL – R$ 131,5 milhões
Solidariedade – R$ 88,5 milhões
Avante – R$ 72,5 milhões
PRD – R$ 71,8 milhões
PC do B – R$ 60,5 milhões
Cidadania – R$ 60,2 milhões
PV – R$ 45,2 milhões
Novo – R$ 37 milhões
Rede – R$ 35,8 milhões
Agir – R$ 3,3 milhões
DC – R$ 3,3 milhões
Democrata – R$ 3,3 milhões
Missão – R$ 3,3 milhões
Mobiliza – R$ 3,3 milhões
PCB – R$ 3,3 milhões
PCO – R$ 3,3 milhões
PRTB – R$ 3,3 milhões
PSTU – R$ 3,3 milhões
UP – R$ 3,3 milhões















