• Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight
Ver-o-Fato
Advertisement
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
Ver-o-Fato
No Result
View All Result
Home Economia

Florestas plantadas: A nova fronteira econômica no mercado de carbono

Roberta Mendes por Roberta Mendes
21/06/2025
in Economia
Florestas plantadas: A nova fronteira econômica no mercado de carbono

Foto: Roberta Mendes

CompartilharTwitter
ADVERTISEMENT

De fornecedoras de madeira a aliadas contra a mudança climática, áreas reflorestadas se tornam ativos valiosos em um mercado bilionário

Historicamente associadas à produção de papel, celulose e madeira para construção, as florestas plantadas estão assumindo um novo protagonismo. Em meio à crescente pressão por ações efetivas contra as mudanças climáticas, essas áreas reflorestadas passaram a ser vistas como importantes sumidouros de carbono e fontes promissoras de créditos de carbono – instrumentos usados por empresas para compensar suas emissões de gases de efeito estufa.

Combinando viabilidade econômica e impacto ambiental positivo, o modelo ganha força no Brasil. Espécies como eucalipto e pinus, cultivadas de forma sustentável, apresentam alta eficiência na captura de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera. O carbono é armazenado na biomassa da planta – troncos, galhos, folhas e raízes – e, quando adequadamente mensurado e certificado, pode ser convertido em créditos negociados nos mercados voluntário ou regulado.

Uma floresta, duas fontes de renda

Mesmo sendo colhidas ao final do ciclo produtivo, as florestas comerciais continuam aptas a gerar créditos de carbono. O sequestro ocorre durante o crescimento das árvores, e os modelos de certificação consideram práticas de corte e replantio contínuos. Quando a madeira é utilizada em construções ou móveis, o carbono permanece estocado por décadas fora do ambiente florestal.

Isso significa que, além da venda da madeira, o produtor pode obter uma segunda fonte de receita: a comercialização de créditos de carbono. Em projetos bem estruturados, estima-se que esses créditos possam representar até 30% da rentabilidade total por hectare. É a integração entre conservação ambiental e retorno financeiro.

Caminho técnico e certificações

Para que uma floresta seja considerada elegível à geração de créditos de carbono, é necessário seguir protocolos rigorosos de certificação. Entre os mais reconhecidos mundialmente estão o Verified Carbon Standard (VCS), da Verra, e o Gold Standard, criado por organizações como o WWF. No Brasil, também ganham destaque o GHG Protocol, o Sistema Brasileiro de Registro de Emissões (SBRE) e certificações desenvolvidas por universidades e entidades técnicas nacionais, mais acessíveis para pequenos e médios produtores.

O processo inclui inventário florestal, cálculo de biomassa, auditorias independentes e registro em plataformas digitais. A regulamentação do setor está em expansão. O Projeto de Lei nº 412/2022, que institui o Marco Legal do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), está em discussão no Congresso e deve abrir as portas para o mercado regulado de carbono no país.

Escolha da espécie importa

Nem todas as florestas capturam carbono da mesma forma. Espécies de crescimento rápido, como o eucalipto, acumulam grandes volumes de biomassa em pouco tempo. Já o pinus se adapta melhor a climas mais frios. Florestas com espécies nativas, embora menos produtivas em volume, são valorizadas por seus benefícios ecológicos, como a restauração de áreas degradadas.

Como funciona na prática? Um exemplo de sucesso

Na região do Vale do Jequitinhonha (MG), um consórcio de pequenos produtores iniciou um projeto coletivo de reflorestamento com eucalipto certificado. Com apoio técnico de uma ONG, eles conseguiram a certificação VCS e, em três anos, venderam mais de 60 mil toneladas de CO₂ equivalente no mercado voluntário, arrecadando cerca de R$ 2,4 milhões. Além da renda extra, o projeto impulsionou a recuperação de nascentes e a geração de empregos locais.

Quem compra créditos de carbono?

Setores altamente emissores – como transporte, energia e indústria pesada – lideram a compra de créditos como forma de neutralizar suas emissões e atender compromissos ambientais. Companhias com políticas ESG (ambiental, social e governança) também utilizam os créditos para reforçar sua imagem e atrair investidores.

Plataformas de tecnologia climática e fundos de investimento sustentáveis enxergam nos projetos florestais uma oportunidade de impacto positivo e retorno financeiro a médio e longo prazo.

E os riscos?

A eficácia do mercado de carbono é tema de debate. Embora parte da comunidade científica alerte para o risco de “greenwashing” – quando empresas compensam suas emissões sem reduzir efetivamente sua poluição –, especialistas defendem que, quando bem estruturados, os projetos florestais oferecem benefícios concretos: captura de CO₂, recuperação ambiental, geração de emprego e renda.

No entanto, há riscos socioambientais relevantes: falta de regulamentação pode favorecer especulação, exclusão de pequenos produtores, grilagem e uso inapropriado de territórios tradicionais. É fundamental que os projetos sejam conduzidos com transparência, consentimento das comunidades e mecanismos de distribuição justa dos benefícios.

E os pequenos produtores?

Ainda dominado por grandes empresas, o mercado de carbono começa a se abrir para pequenos produtores rurais. Iniciativas como consórcios, cooperativas e programas de apoio técnico têm permitido a inclusão desses atores no mercado verde. Projetos coletivos possibilitam redução de custos com certificação e maior escala de atuação.

Governos e organizações do terceiro setor também têm papel fundamental no fomento e na capacitação técnica, garantindo que a transição ecológica seja inclusiva e socialmente justa.

Quer entrar nesse mercado? Veja por onde começar:

  • Buscar apoio de consultorias ambientais especializadas;
  • Realizar inventários florestais e estudos de elegibilidade;
  • Avaliar padrões de certificação adequados ao porte do projeto;
  • Estabelecer parcerias com cooperativas ou programas de fomento;
  • Manter registros detalhados para fins de monitoramento e auditoria.

Dados que revelam o potencial: florestas plantadas e créditos em números

O Brasil possui atualmente cerca de 10,4 milhões de hectares de florestas plantadas, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Apenas em 2023, esse setor foi responsável por 1,2% do PIB nacional, movimentando mais de R$ 130 bilhões. As principais espécies cultivadas são o eucalipto (76%) e o pinus (20%), com forte concentração nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Bahia.

O mercado voluntário de carbono cresceu mais de 170% no Brasil entre 2020 e 2023, com destaque para iniciativas florestais. Globalmente, movimentou mais de US$ 2 bilhões em 2023. Estudos apontam que, com regulação adequada, a contribuição do setor ao PIB pode dobrar até 2030, superando 2,5%, com geração de empregos verdes e atração de investimentos internacionais.

Apenas as florestas plantadas podem capturar entre 30 e 50 milhões de toneladas de CO₂ por ano, representando bilhões em créditos no mercado internacional.

O futuro que se planta hoje

As florestas que antes produziam apenas madeira agora também “produzem clima” – e isso muda tudo. Combinando responsabilidade ambiental, inovação tecnológica e viabilidade econômica, a silvicultura brasileira se consolida como um pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável do país.

  • Roberta Souza Mendes é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com MBA em Gestão Ambiental e Manejo Florestal. Consultora Ambiental e Florestal, possui experiência em certificação de créditos de carbono, regularização ambiental e fundiária, manejo florestal e recuperação de áreas degradadas. Atuou em projetos de reflorestamento, inventário florestal e georreferenciamento, além de gerenciamento de operações de colheita e logística florestal. Contato via WhatsApp: +55 91 98357-1838. Perfil no Instagram: @robertaamendes

Referências

  • Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Relatório Anual 2023. Disponível em: https://iba.org
  • Verra. Verified Carbon Standard (VCS). Disponível em: https://verra.org
  • Gold Standard Foundation. Disponível em: https://www.goldstandard.org
  • Sistema Brasileiro de Registro de Emissões (SBRE). Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: https://www.gov.br/mma
  • Observatório do Clima. “Mercado de Carbono no Brasil”. 2024.
  • Banco Mundial. Relatório sobre o Estado e Tendências do Mercado de Carbono, 2023.
  • OCDE. “Carbon Markets and Environmental Integrity”, 2023.
  • Projeto de Lei nº 412/2022. Câmara dos Deputados. Disponível em: https://www.camara.leg.br
Tags: Destaqueflorestas plantadasmercado de carbononova fronteira econômicaRoberta Mendes
Previous Post

CEO da Zucatelli Brasil critica selic alta, novas taxações e atrasos em projetos vitais para o desenvolvimento amazônico

Next Post

A rua deserta: entre o assalto e a fofoca

Roberta Mendes

Roberta Mendes

Roberta Souza Mendes é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com MBA em Gestão Ambiental e Manejo Florestal. Atua como Perita Ambiental , além de Consultora Ambiental e Florestal, com experiência em certificação de créditos de carbono, regularização ambiental e fundiária, geoprocessamento, manejo florestal e recuperação de áreas degradadas. Já atuou em projetos de reflorestamento, inventário florestal e georreferenciamento, além de ter atuado no gerenciamento de operações de colheita e logística florestal. Contato via WhatsApp: +55 91 98357-1838. Perfil no Instagram: @robertaamendes

Related Posts

Aumento de impostos marca governo Lula, produtos custam até 150% mais caro no Brasil que no Paraguai
Economia

Aumento de impostos marca governo Lula, produtos custam até 150% mais caro no Brasil que no Paraguai

08/06/2026

👉🏻Enquanto Brasil cobra 32,4% em impostos, Paraguai cobra apenas 14,5%, refletindo em preços até o dobro para eletrônicos, energia e...

Governo defende termelétricas enquanto Câmara questiona custos energéticos; vem aí, aumento na conta de luz
Economia

Governo defende termelétricas enquanto Câmara questiona custos energéticos; vem aí, aumento na conta de luz

06/06/2026

Audiência na Câmara revela tensão entre necessidade de estabilidade do sistema e impacto financeiro, enquanto Brasil investe R$ 64,5 bilhões...

Novo Código de Mineração pode ser votado antes do recesso, diz o relator Joaquim Passarinho
Economia

Novo Código de Mineração pode ser votado antes do recesso, diz o relator Joaquim Passarinho

05/06/2026

▪︎ Projeto de Lei 957/24 transfere poder regulatório para Agência Nacional de Mineração e redefine conceitos fundamentais do setor▪︎ Aprovação...

Feijão fica 54,91% mais caro em Belém, aponta Dieese
Economia

Feijão fica 54,91% mais caro em Belém, aponta Dieese

05/06/2026

O preço do feijão, item considerado essencial na alimentação dos brasileiros, registrou forte aumento em Belém nos primeiros meses de...

Tarifa dos EUA pode atingir 54% das exportações do Pará
Economia

Tarifa dos EUA pode atingir 54% das exportações do Pará

03/06/2026

A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pode atingir cerca...

Refinanciamento de consignado INSS: vale em 2026?
Economia

Refinanciamento de consignado INSS: vale em 2026?

03/06/2026

Entenda como funciona o refinanciamento, quando vale a pena e como a portabilidade de consignado com troco pode ser a...

O papel da simplificação tributária para pequenas empresas
Economia

O papel da simplificação tributária para pequenas empresas

28/05/2026

A simplificação tributária ocupa posição central na rotina das pequenas empresas brasileiras porque reduz um dos custos menos visíveis do...

Inteligência Artificial e Vendas: Novas Estratégias para Empresas Modernas
Economia

Inteligência Artificial e Vendas: Novas Estratégias para Empresas Modernas

28/05/2026

A Inteligência Artificial (IA) vem redefinindo a maneira como empresas estruturam suas estratégias comerciais e conduzem processos de vendas. Em...

Dinheiro do Master migra para grandes bancos após liquidação
Economia

Dinheiro do Master migra para grandes bancos após liquidação

25/05/2026

Relatório do Banco Central detalha rastreamento das operações e estabilidade do sistema financeiro após o caso Brasília - O Banco...

RMC expande atuação e incorpora veículos de comunicação do tradicional Grupo Jaime Câmara
Economia

RMC expande atuação e incorpora veículos de comunicação do tradicional Grupo Jaime Câmara

22/05/2026

? Aquisição do Grupo Jaime Câmara reforça posição do Grupo Zahran na mídia regional e coloca um “pé” no Norte,...

Next Post
A rua deserta: entre o assalto e a fofoca

A rua deserta: entre o assalto e a fofoca

Redes Sociais

  • 28.3k Followers

Recentes

Lula repete Dilma: Governo usa truques contábeis para esconder R$ 215 bilhões em despesas eleitorais

Lula repete Dilma: Governo usa truques contábeis para esconder R$ 215 bilhões em despesas eleitorais

10/06/2026
VÍDEO – Homem é atingido por oito tiros após briga e criminoso foge

VÍDEO – Homem é atingido por oito tiros após briga e criminoso foge

09/06/2026
VÍDEO: Mototaxistas disputam coxinha na porrada em Belém

VÍDEO: Mototaxistas disputam coxinha na porrada em Belém

09/06/2026
VÍDEO – Homem vê ex com atual, persegue casal e destrói carro

VÍDEO – Homem vê ex com atual, persegue casal e destrói carro

09/06/2026
Ver-o-Fato

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO

Navegação

  • Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Atualidades
  • Empregos
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Ação Política
    • Cidades
    • Política
    • Educação
    • Poder
    • Saúde
    • Viralizou
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    • Economia
    • Esporte
    • Mistério & Inexplicável
    • Polícia
    • Ciência & Tecnologia
    • Meio Ambiente
    • Defesa do Consumidor
    • Cultura & Eventos
    • Publieditorial

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO