Um esquema criminoso composto pelos donos de um posto de combustível e por servidores públicos da prefeitura de Tucuruí, no sudeste paraense, responsável pelo desvio de mais de R$ 12 milhões, começou a ser desmontado, pela operação “Inflamável”, deflagrada ontem pelo Ministério Público do Pará.
Durante as buscas, três carabinas, uma espingarda, uma pistola, e diversas munições de grosso calibre foram apreendidas e encaminhadas à Delegacia da Polícia Civil de Tucuruí para lavratura dos procedimentos cabíveis.
A operação faz parte de procedimento investigatório criminal e cumpriu mandados judiciais para apreender, além das armas, diversos documentos relacionados às licitações investigadas, aparelhos de telefones celulares e mídias, inclusive HD contendo imagens de sistema de gravação.
A ação é resultado de trabalho de investigação criminal que teve origem no primeiro semestre de 2019 e apura a existência de crimes praticados pelos representantes da empresa Auto Posto Tucuruí e servidores públicos municipais.
De acordo com o Ministério Público, os crimes praticados são de associação criminosa; crimes contra o sistema tributário e financeiro; peculato e outros contra a administração pública, previstos na lei de licitações, além de crime de lavagem de dinheiro.
Segundo o processo, o posto de gasolina investigado ganhou três procedimentos licitatórios no ano de 2019 para o fornecimento de combustível ao Município de Tucuruí e seus respectivos órgãos e secretarias.
O total contratado pela prefeitura com o Auto Posto Tucuruí para a aquisição de combustíveis e lubrificantes, se considerado apenas o período de 2018 e 2019, ultrapassou a quantia de R$ 12 milhões.
Agentes do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI), juntamente com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atividade de apoio aos promotores de Justiça de Tucuruí e de Breu Branco cumpriram as medidas cautelares de busca e apreensão deferidas pelo juízo da Vara Criminal de Tucuruí, na sede do Auto Posto Tucuruí, em escritório de contabilidade e em residências, incluindo propriedade rural de alguns suspeitos.
Também foi deferida pelo juízo a suspensão dos contratos firmados entre o Auto Posto Tucuruí e a prefeitura para o fornecimento de combustíveis pelo prazo de 60 dias, isso porque restou destacado pela decisão que existem “fortes indícios de cometimento dos crimes em apuração”.
















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