Os três filhos da escritora Kouri Richins, condenada pelo assassinato do marido, afirmaram esperar que a mãe passe o resto da vida na prisão. A informação foi divulgada pelos promotores responsáveis pelo caso nesta semana.
Kouri, de 35 anos, ficou conhecida após escrever um livro de sucesso sobre o luto infantil. Ela ainda aguarda a definição da pena pelo homicídio de Eric Richins, ocorrido em Utah, nos Estados Unidos. A escritora foi condenada após adicionar fentanil — opioide sintético de altíssima potência, aproximadamente 50 a 100 vezes mais forte que a morfina — à bebida do marido.
Durante o andamento do caso, o filho mais velho do casal, de 13 anos, relatou medo da possibilidade de a mãe deixar a prisão futuramente.
“Tenho medo de que, se ela sair, venha atrás de mim, dos meus irmãos e de toda a minha família”, afirmou.
Segundo o jornal “NY Post”, Kouri pode receber uma pena que varia entre 25 anos de reclusão e prisão perpétua.
Na segunda-feira (11/5), o promotor Brad Bloodworth solicitou a punição máxima possível para a escritora. Ele afirmou que Kouri é “irrecuperável” e argumentou que seria melhor para os três filhos pequenos que ela jamais fosse libertada.
O caso ganhou grande repercussão após a investigação apontar Kouri como suspeita pouco tempo depois de ela lançar o livro “Você Está Comigo?”. A obra, segundo a própria autora, tinha como objetivo ajudar os filhos a lidar com o luto pela morte do pai.
Em outro trecho divulgado pelos promotores, o filho mais velho demonstrou distanciamento da mãe ao comentar as mudanças em sua vida após a prisão dela.
“Sinto a falta do meu pai, mas não sinto falta de como era minha vida antes. Não sinto falta da Kouri, isso eu garanto”, disse o menino, aparentemente optando por não chamá-la de mãe.
Atualmente, os três filhos estão sob os cuidados da família de Eric Richins. Os familiares do homem lutaram durante muito tempo para que a polícia investigasse a morte como homicídio.
De acordo com Bloodworth, os meninos fazem terapia desde a prisão da escritora. O promotor também afirmou que a Divisão de Serviços para Crianças e Famílias concluiu que o filho mais velho sofreu abuso físico e emocional por parte de Kouri.















