Houve um tempo em que desejar Feliz Dia das Mulheres era algo protocolar e automático, com flor ou sorrisinho sacana, no melhor estilo das mensagens do banqueiro Master para as três namoradas. Porém, um grupo influente começou a questionar a felicitação, não só pela falta de criatividade, mas também por muitas vezes esconder – ou tentar – a falta de respeito que era imposto contra elas nos dias comuns. A tal da hipocrisia.
“Não quero flores, quero respeito”, foi levado tão a sério que essa data foi mal acostumando os homens. Resumindo, elas ficaram sem as flores e o desrespeito foi ficando ainda mais grave. Ora, então melhor que as flores voltem, porque é importante falar de luta, mas se tiver um chocolate no final, melhor ainda. Assim um movimento de retomada de certos costumes vai renascendo, mesmo que ressignificado.
Paguem a conta, falem grosso, tenham atitude, protejam, desejem Feliz Dia das Mulheres. Entendido! Timidamente vamos retomando.
Agora ocorre que, apesar do desejo importante pela felicidade das que sempre tem razão, ultimamente a sensação é que precisamos desejar que fiquem vivas. Todo dia, em todo lugar, muitos e muitos casos de feminicídio nos deixa em alerta. Faz parecer tão pouco qualquer felicitação.
Talvez seja hora de olhar para nosso mundo masculino, entender onde foi que erramos para produzir tantos agressores e assassinos. Nesse momento, possivelmente a melhor felicitação seja contribuir para uma educação que gere menos homens violentos, principalmente contra as mulheres. Ah, sem esquecer do chocolate, uma flor e um olhar saudavelmente sacana.
Todos nós temos o dever de construir um mundo mais seguro pra elas. Feliz Dia das Mulheres, muitas vidas pra vocês!















