Sem receber os pagamentos do Sistema Único de Saúde há quatro meses, a Saber, instituição filantrópica que trata de crianças e jovens portadores de necessidades especiais corre o risco de parar de funcionar e até de fechar as portas por não conseguir honrar seus pagamentos e os salários de seus funcionários.
De acordo com a direção da entidade, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, psicólogas, terapeutas ocupacionais estão sem receber o pagamento pelos seus serviços prestados há quatro meses, porque a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), responsável pelo pagamento, não repassa os recursos do SUS.
A Saber realiza o tratamento pelo SUS de crianças com autismo, síndrome de down, paralisia cerebral e outras síndromes e tem mais de 33 anos de existência. “Foram muitas vidas transformadas, muitas crianças que hoje são adultos independentes graças ao tratamento que receberam em nossa instituição”, pontua a diretoria.
Segundo a direção, a entidade quer conscientizar as pessoas sobre a atual situação em que se encontra, por conta da instabilidade financeira, gerada pelo não pagamento mensal dos salários dos profissionais de saúde, correndo o risco de parar os atendimentos de crianças e jovens com deficiência.
A Saber já é reconhecida no tratamento de pessoas com deficiência no Pará e busca, a partir de uma equipe multiprofissional especializada, a inclusão social, a independência e a qualidade de vida de crianças e jovens com deficiência física, neurológica e intelectual nas áreas da saúde e da educação, assim como, proporcionar assistência social.
“Estamos há quatro meses com atraso no pagamento, que é de responsabilidade da Sesma. Somos 50 funcionários e atuamos no tratamento de 400 crianças, mas temos capacidade de atender 600 crianças”, afirma a direção.
Com a palavra, a Sesma
O Ver-o-Fato entrou em contato com a Sesma para ouvir o posicionamento da Secretaria com relação ao que ocorre na entidade Saber. Em resposta, ela enviou a seguinte nota:
“A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informa que os pagamentos destinados à entidade Saber continuarão ocorrendo todo mês. A Sesma reitera que, futuramente, o atual atraso será gradativamente reduzido, até à normalidade.”















