Após reunião com a direção da empresa, a proposta de retirada de benefícios foi mal recebida
Brasília – Os representantes do Sintect-DF, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Distrito Federal e Região do Entorno, entidade que representa os interesses dos trabalhadores de empresas de comunicações postais, telegráficas e similares que atuam na região, foram surpreendidos na terça-feira (9), em reunião de negociação com notícias do quase fim do mundo. A empresa propôs a retirada de uma série de direitos:
☞ o fim do vale-peru, benefício no valor de R$ 2.500 pago até 2024;
☞ o fim dos 70% de férias;
☞ o fim da entrega matutina; e
☞ a mudança do plano de saúde onde a empresa deixa de ser mantenedora.
E a bomba ficou para o final, o ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que não há dinheiro para o pagamento do 13º salário dos trabalhadores.
Os sindicalistas saíram tontos da reunião. Recuperados, várias horas depois, informaram que novas reuniões foram realizadas nos dias 10 e 11 e que a empresa prometeu apresentar uma proposta econômica.
Disseram os sindicalistas: “Que fique claro: não foram nós, trabalhadores e trabalhadoras, que criaram esta crise. Portanto, não seremos nós que iremos pagar por ela”, bravios, mas sem direito a choro.
“Nossa resposta será dada no dia 16 de dezembro, em assembleia nacional, com a deflagração de greve. Não aceitaremos a retirada de direitos”, convocaram, na esperança de retomar antigas mobilizações, quase esquecidas. E prometeram: “Dia 16, em frente ao edifício sede dos Correios, assembleia nacional de deflagração de greve!”
O “gênio da administração de empresas”
A secular empresa estatal brasileira enfrenta uma grave crise financeira, com prejuízos bilionários e a implementação de um plano de reestruturação para evitar um colapso completo.
Fabiano Silva dos Santos, o “churrasqueiro” do Lula, um dos advogado do grupo Prerrogativas (Prerrô), um coletivo de juristas alinhados a pautas progressistas e ao governo Lula. Ele presidiu os Correios de 2023 a 2025 e se demitiu em julho deste ano, em meio a resultados financeiros negativos e críticas à sua gestão.
O “gênio da administração de empresas”, deixou como legado uma crise financeira complexa, os Correios estão à beira da falência, embora detenha um nicho de reserva de mercado por lei. Ou seja, não pode ter concorrentes, e mesmo assim, está prestes a jogar a toalha.
O caso Fabiano Silva dos Santos Fabiano ilustra o que ocorre com as estatais quando o Partido dos Trabalhadores governa o Brasil. Durante sua gestão, a empresa registrou prejuízos significativos:
☞ R$ 633,5 milhões em 2023;
☞ R$ 3,2 bilhões em 2024; e
☞ R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2025, totalizando mais de R$ 5,5 bilhões em um período relativamente curto.
Enquanto a estatal afundava, a gestão ruinosa do advogado concedeu aumento para si mesmo de 14%. Após sua saída, a Comissão de Ética Pública concedeu a ele uma “quarentena remunerada” no valor de R$ 319 mil. Antes, porém, Silva dos Santos distribuiu dinheiro para financiar festas e shows Brasil afora.
Por exemplo, foram R$ 4 milhões para o show “Tempo Rei” de Gilberto Gil. O mesmo Gil que, em tempos de Lava Jato, entoava Lula livre nos palcos, agora recebe a tal “parte boa do Lula livre”. O ápice do seu show, dizem, é quando, após cantar o Cálice, todos bradam “Sem Anistia”.
Silva dos Santos tratou de empreender desabalada carreira e entregou o abacaxi, e quem quiser que o descasque. E já tem candidato para a missão: Emmanoel Schmidt Rondon, é o novo presidente do pré-falido Correios.
Acéfalo desde julho quando o fujão entregou a carta de demissão e escafedeu-se, Rondon, que ao que se sabe não tem parentesco com o Marechal Cândido Rondon (1865-1958), militar, engenheiro e sertanista brasileiro, crucial para a integração do Brasil, que empreendeu a exploração de seu interior (especialmente Mato Grosso e Amazônia), e para a proteção dos povos indígenas, quem sabe, pode inspirar o xará a se embrenhar na mata inexpugnável do estatismo petista, apresentar soluções ou também pedir o boné. Motivos não faltam.
Mas, ainda há uma esperança: Sidônio Cardoso Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República do Brasil, que deve ser escalado para bolar um filme fofo de final do ano para os depauperados servidores dos Correios, com direito a coro no “Jingle Bells”.
Um pool de bancos foi barrado para emprestar R$ 20 bilhões aos Correios porque as taxas eram agiotagem explícita. É de quanto a estatal precisa para não fechar as portas.
* Reportagem: Val-André Mutran (Brasília-DF), especial para o Portal Ver-o-Fato.















