O professor Joelson Estumano Gonçalves, acusado de ter praticado abuso sexual contra um adolescente autista de 15 anos em Cametá, foi condenado a 21 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável.
A equipe de reportagem do Portal Ver-o-Fato teve acesso com exclusividade à sentença que foi proferida no último dia 24 de julho pelo juiz Márcio Campos Barroso Rebello. O processo corre em segredo de Justiça.
Segundo os termos da denúncia do Ministério Público, com base no que foi apurado durante o inquérito policial, em setembro de 2023, Joelson atuava como coordenador no Centro de Atendimento Educacional Especializado Estímulos e o jovem participava há aproximadamente um mês de um programa educacional promovido pela prefeitura de Cametá.
A vítima, acompanhada de sua mãe, foi à Secretaria de Educação de Cametá participar de uma aula com o professor Joelson e sua mãe o deixou no local. Quando o jovem estava sozinho na sala com o professor, este passou a lhe mostrar uma atividade semelhante ao jogo da memória, circunstância em que Joelson pediu que a vítima o abraçasse por trás e ficasse fazendo movimentos para que o seu corpo fosse de encontro ao dele, o que foi feito pela vítima.
O ato continuou e o professor ficou em uma posição inclinada e a vítima permaneceu fazendo os movimentos de encontro ao corpo dele. Passado um tempo, o homem disse à vítima que iriam fazer movimentos de karatê e que ele iria colocar a roupa do respectivo esporte, no entanto, enquanto o professor colocava a calça na vítima, tocava de propósito em sua genitália.
Em continuidade, após vestir a vítima, o professor Joelson colocou uma venda em seu rosto, momento em que perguntou se ele estava vendo alguma coisa, tendo o rapaz dito que não.
Logo após, a vítima sentiu quando o acusado abaixou a sua calça e passou a tocar em seu pênis, bem como ouviu um barulho de zíper abrindo, ensejo em que o professor falou “ de novo”, no sentindo de que a vítima fizesse o mesmo movimento que estava fazendo anteriormente, consistindo em segurar o acusado por trás e levar o seu corpo ao encontro do corpo dele, o qual foi feito pela vítima.
No entanto, desta vez, o rapaz sentiu a pele do acusado, bem como ouviu barulho quando tocava nele, sendo que a vítima fez este movimento até ejacular. Ao terminar, o denunciado disse à vítima que não era ainda para retirar a venda, ensejo em que sentiu quando o professor retirou alguma coisa de seu pênis, assim como ouviu novamente o barulho de um zíper.
Momentos depois, o professor Joelson retirou a venda dos olhos da vítima, conversou com ele normalmente e colocou o mesmo jogo do início da atividade, sendo que após o término do jogo, o dispensou.
Relato à mãe
Ao sair da sala, a vítima procurou por sua mãe, que também trabalha no prédio da Secretaria de Educação e quando chegou em sua casa relatou o acontecido ao seu padrasto.
O jovem ainda relatou que esta foi a segunda ocasião em que o professor praticou atos libidinosos, pois na primeira ocasião, quando estava sozinho com ele na sala, o professor colocou o mesmo jogo da memória e em um dado momento pediu que ele abaixasse a sua bermuda e mostrasse seu pênis, momento em que o professor Joelson passou a tocar em sua genitália, fazendo movimentos de “vai e vem”, com a desculpa de que estava lhe ensinando para fazer sozinho, sendo que o denunciado ficou fazendo o movimento até o pênis da vítima ficar ereto.
Em continuidade, pediu que o jovem fizesse o movimento para que o próprio professor pudesse ver se estava correto, bem como sempre ficava se abaixando perto da vítima, de modo que seu corpo ficasse encostando na genitália do aluno.
Após a ação, o denunciado mandou a vítima colocar a bermuda e encerrou a aula.
Ao tomar conhecimento dos fatos, o padrasto da vítima relatou o ocorrido à mãe do adolescente, a qual informou o pai da vítima que registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Cametá.
A mãe da vítima, perante a autoridade policial, disse que seu filho lhe relatou a primeira vez em que o acusado cometeu atos libidinosos, entretanto, ficou confusa e achou que aquela ação poderia fazer parte do programa educativo, mas tinha objetivo de conversar com o professor Joelson, sobre a atividade.















