Newton Cardoso, do município de Colares, em 1977 foi atacado por luz que desceu do espaço e deixou marca no pescoço dele. Hoje, aos 64 anos, ele precisa fazer uma artoplastia no quadril. O problema é a burocracia de matar do IASEP
A burocracia do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (Iasep) é capaz de matar aqueles que dependem da boa vontade de dirigentes do órgão para encaminhar providências. A inércia e o descaso andam de mãos dadas no Instituto e as reclamações sobre o mau atendimento só fazem aumentar.
No caso do sr. Newton Cardoso, residente em Colares, há sete meses aguarda por uma cirurgia de artoplastia do quadril, marcada desde maio deste ano. Ocorre que o Iasep não toma os procedimentos necessários e deixa o paciente ao deus-dará. Um tormento que se´prolonga e deixa a família de Newton à beira do desespero.
Inicialmente marcada para 23 de maio, no Hospital Santa Terezinha, segundo informam os familiares, a cirurgia foi adiada para 9 de junho e posteriormente para o dia 23 daquele mês. Motivo: o material para a operação não havia chegado. Na data prevista, contudo, mais uma vez a cirurgia não foi realizada. O hospital alegou “queda de energia no aparelho de esterilização do material cirúrgico”. Aí, a culpa não é do Iasep.
Como era de se esperar, mais um adiamento, agora sem data marcada e sob avaliação do Iasep. Newton foi liberado e voltou para a residência que precisou alugar em Belém para se manter na cidade à espera de um novo chamado para o ato cirúrgico.
Além disso, ele tem que tirar do próprio bolso, mesmo sem condições financeiras, dinheiro para comprar medicamentos. Alguns amigos têm feito doações, ajudando Newton não que for possível.
“Meu pai sente muitas dores, não está aguentando mais”, relatou a filha dele, Gleice. Ela procurou o Hospital Santa Terezinha para saber quando finalmente Newton será operado, mas a informação foi de que tudo depende de autorização do Iasep. No órgão público, porém, reina o silêncio dos cemitérios.
“Liguei para o Iasep e o caso ainda esta na consultoria do órgão”, disse Gleice. “Meu pai sofre muito e nós sofremos junto com ele. Não podemos voltar para Colares do jeito que ele está. Eu faço um apelo a quem puder nos ajudar, pelo amor de Deus”, resumiu ela.
A enrolação no IASEP


Vítima do ataque de luzes do espaço
Newton de Oliveira Cardoso, para quem não sabe, foi um dos atacados, em 1977 e 1978 por luzes que desciam do espaço é sugavam o sangue das pessoas, aterrorizando pescadores, ribeirinhos e famílias de vários municípios do Pará.
O próprio Newton narra o que aconteceu com ele: “Eu tinha 18 anos, e esse fato já estava ocorrendo em Colares. “Eu tava começando a namorar com essa que é minha esposa. Nesse dia, cheguei da pesca, deixei um peixe em casa e fui atrás dela, em Mocajatuba. Eu disse pra ela: ‘olha, tem um negócio correndo em Colares sugando as pessoas’, e ela disse: ‘a mesma coisa tá acontecendo aqui’.
“Ela armou uma rede pra mim, o sono veio e eu dormi. Quando eu vi, veio aquele negócio pra me acabar: aquela temperatura muito alta no meu corpo. Aquilo me deu três sugadas, do lado do meu pescoço. Eu joguei o lençol para trás e pedi socorro pra ela, e eu ouvi ela gritar”. “aquela noite mudou para sempre a minha vida”.















