Moradores do Condomínio Salinas, localizado na BR-316, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, enfrentam problemas relacionados ao abastecimento de água e ao prejuízo de R$ 40,3 mil causado por um golpe aplicado contra a administração do condomínio.
A então síndica, Ana Karina Bezerra Corrêa Chaves, foi vítima de um golpe do falso advogado e realizou transferências que totalizaram R$ 40.300, utilizando recursos da reserva do condomínio. O caso ocorreu em junho.
Golpe do Pix
No dia 17 de junho, a então síndica recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como advogado do condomínio. O suposto profissional informou que o Salinas havia obtido uma decisão favorável em um processo judicial.
Na sequência, seguindo orientações de um falso promotor, foram realizadas três transferências via Pix para contas de terceiros. Os valores foram de R$ 20 mil, R$ 19 mil e R$ 1.300, totalizando R$ 40.300.
Após perceber que havia sido vítima de um golpe, Ana Karina registrou um boletim de ocorrência e ingressou com uma ação judicial contra a Caixa Econômica Federal. Na ação, ela alega falha na prestação dos serviços de segurança bancária.
O episódio, porém, gerou questionamentos entre os moradores sobre o ressarcimento do dinheiro utilizado nas transferências.
Procurada pela reportagem, Ana Karina afirmou que não há previsão para o ressarcimento dos valores e orientou que eventuais informações sobre o caso fossem solicitadas à polícia e à Justiça.
Moradores questionam transparência
Além do prejuízo financeiro, moradores relatam problemas na gestão do condomínio e questionam a falta de informações sobre o ressarcimento do valor.
Segundo relatos apresentados à reportagem, Ana Karina teria feito um acordo com o atual síndico, Raimundo Rodrigues, para que não fosse cobrada a devolução dos R$ 40.300. Em contrapartida, ela teria assumido a presidência do Conselho Consultivo, cargo para o qual foi eleita com 36 votos.
A existência desse suposto acordo é questionada pelos moradores e não foi apresentada, até o momento, documentação que comprove os termos relatados.
Falta de água
A situação também ocorre em meio a problemas no abastecimento de água no condomínio. Moradores de diferentes torres, entre elas as de número 9, 13 e 16, relatam estar há quase cinco dias enfrentando falta de água.
Segundo os relatos, a administração não estaria apresentando informações suficientes sobre as causas do problema ou sobre a previsão para normalização do abastecimento.
“Uma das propostas dele era exatamente a transparência. Não faz nada, não pede opinião”, afirmou um morador.
Os condôminos cobram esclarecimentos da administração sobre o abastecimento de água, o prejuízo causado pelo golpe e a situação do ressarcimento dos R$ 40.300 utilizados nas transferências.
Entramos em contato com a ex-síndica Ana Karina e a questionamos sobre quando o prejuízo seria ressarcido. Ela informou, no entanto, que não há previsão de pagamento.
A equipe de reportagem entrou em contato também com o atual síndico, Raimundo Rodrigues, porém sem sucesso. O espaço segue aberto para manifestações.














