O Exército dos Estados Unidos deu início a uma nova e violenta onda de bombardeios em território iraniano no início da noite desta quarta-feira (10). A ação, que ocorre pelo segundo dia consecutivo, rompe em definitivo o frágil cessar-fogo que os dois países mantinham desde abril. Em comunicado oficial, o Comando Central das forças norte-americanas (Centcom) informou que os alvos começaram a ser atingidos a partir das 18h15 (horário de Brasília). De acordo com o órgão, a operação foi autorizada como uma medida de “autodefesa” em reação a uma suposta “agressão contínua e injustificada do Irã”.
Os bastidores e a preparação para o ataque
Horas antes das primeiras explosões, a movimentação militar na região já indicava a iminência de uma operação de grande escala. Monitores de aviação detectaram uma pesada atividade de aviões-tanque e múltiplos reabastecedores dos EUA decolando de Tel Aviv e operando sobre as águas do Golfo. Logo em seguida, uma massiva frota aérea norte-americana, composta por caças, aviões de reconhecimento e aeronaves de reabastecimento, tomou o espaço aéreo para dar suporte ao início dos bombardeios.
A estratégia por trás da ofensiva foi sintetizada pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, em uma declaração contundente: “Quando bombardearmos o Irão esta noite, não se trata de reiniciar a guerra — trata-se de levá-los a aceitar os nossos termos do acordo”. Segundo um alto funcionário do governo americano, o foco inicial das forças dos EUA se concentrou em alvos estratégicos próximos ao Estreito de Ormuz, no sul do Irã, mas a previsão é de uma intensificação drástica com centenas de alvos na mira ao longo da noite. A rede norte-americana Fox News confirmou que novas ondas de ataques já estão a caminho e que este cenário “é apenas o começo”, e que os próximos alvos serão centrais elétricas e pontes.
Alvos atingidos e os primeiros impactos no Sul do Irã
Até o momento, os bombardeios americanos têm se concentrado fortemente na porção sul e nas regiões costeiras iranianas. Relatos locais apontam ataques severos na província de Hormizgã e uma densa cortina de fumaça subindo da base naval iraniana de Sirik — alvo de projéteis disparados por navios de guerra da Marinha dos EUA posicionados no Golfo de Omã.
Moradores também relataram múltiplas explosões na ilha de Qeshm e na cidade de Assaluyeh, uma área crucial que abriga um importante campo de gás ao sul de Fars. Para além dos ataques aéreos e navais, a situação se agravou com o início de combates diretos. A agência de notícias estatal iraniana Mehr reportou confrontos marítimos de natureza ainda não especificada ao sul do país. Informações de inteligência confirmam que os embates entre o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e o exército americano seguem em andamento nas águas do Golfo e do Mar de Omã.
A reação de Teerã e a posição de Israel
Em resposta imediata à ofensiva, o governo de Teerã declarou estado de alerta máximo. Relatórios preliminares de inteligência indicam um intenso e amplo movimento de plataformas de mobilização de mísseis iranianos por todo o país, preparando o que analistas apontam ser um esperado e massivo contra-ataque. Autoridades iranianas alertaram que uma nova escalada militar não ficará restrita às fronteiras do Oriente Médio, sugerindo graves desdobramentos globais.
Enquanto a região racha sob a troca de fogo, Israel também se colocou em estado de alerta máximo para se precaver de eventuais respingos do conflito. No entanto, de acordo com informações da emissora Kan News, que citou fontes de segurança, o governo israelense não está envolvido nesta fase atual dos ataques perpetrados exclusivamente pelos Estados Unidos.















