O novo comandante militar do Norte, general Ricardo Costa Neves, disse em entrevista ao Ver-o-Fato, que o papel de fiscalização das queimadas e o combate ao desmatamento na Amazônia é específico de policiamento federal e estadual. Ou seja, os envolvidos diretamente com problema, como a Polícia Federal e órgãos do meio ambiente tanto dos estados quanto federal. A preocupação do Exército e das Forças Armadas “é de que não se comprometa a defesa do Estado brasileiro”, acrescentou o general.
De acordo com ele, cada órgão tem as suas responsabilidades, assim, a defesa do meio ambiente e de polícia repressiva, esses são especificamente voltados para essa atividade. A declaração do general foi sobre a repercussão internacional do desmatamento e das queimadas na Amazônia, que provocam críticas pelo mundo afora.
O comandante explicou que no ano passado foram executadas operações como a “Samaúma” e a “Verde Brasil” e no caso, o governo federal fez um decreto autorizando as Forças Armadas a participarem desse tipo de atividade, juntando forças com os órgãos federais e estaduais para surtir o efeito desejado.
Sobre a exploração mineral nas terras indígenas e o risco causado por essa atividade a esses povos, o general declarou que essa não é a responsabilidade ou a missão das Forças Armadas, mas sim dos órgãos federais e estaduais, a não ser que haja decreto do governo federal, “mas são situações limitadas no tempo e no espaço”.
Em relação ao papel social das Forças Armadas na Amazônia e a disponibilidade de recursos públicos, o general explicou que o lema do Exército Brasileiro “Braço forte, mão amiga” é muito adequado para definir a atuação dos militares. O “braço forte”, pontuou, é a defesa da soberania nacional, a capacidade operacional para obtenção do “efeito de dissuasão para que ninguém tente atentar contra a nossa soberania. E o outro lado, a ‘mão amiga’, essa sim, sempre estendida à população brasileira”.
Ele reafirmou ainda que “em todos os momentos que a população brasileira precisar do apoio do Exército, em função dos meios que nós temos, da nossa capilaridade e da nossa mobilidade, nós sempre estaremos presentes”.
Sobre os recursos disponibilizados para cumprir sua missão, o general Ricardo Neves foi taxativo: “nós sempre arrumamos parcerias para cumprir esse lado da mão amiga e também buscamos mais recursos para essa missão”.
Dessa forma, destacou, “nós alcançamos todos os pontos do território nacional e a orientação do comandante do Exército é que quando acontece alguma tragédia, alguma situação que cause sofrimento muito grande para a população, nossa missão é ajudar primeiro e depois entrar em contato com a Defesa Civil, com o governo estadual e o governo federal para ver como ficará essa gestão. Mas a parte mais importante é prestar apoio à nossa população”.














