Belém escolheu a polarização política para o segundo turno, ainda que essa eleição tenha sido marcada pela mansidão, se comparada com outras, muito por conta da pandemia que segue em curso. Recentemente acompanhamos o mesmo Fla x Flu nas eleições americanas que, mesmo após o término da votação, ainda testá rendendo muita confusão. Será que teremos o mesmo por aqui?
Os escolhidos, Edmilson Rodrigues e Eguchi, são de partidos considerados pequenos e desbancaram os candidatos da máquina pública municipal e estadual, o que por si só já é um grandioso feito. Vale ressaltar que o candidato do PSOL se mantém popular mesmo passado 16 anos do fim do seu mandato, enquanto que o candidato do Patriotas, mesmo sendo desconhecido da maioria da população, contrariou a maioria das pesquisas e deu um grande salto nos dias finais de campanha. Nas ruas e nas redes sociais a disputa será acirrada e promete entrar para história do pleito.
A disputa será acirrada não só no campo dos jingles, propostas e militâncias, mas também nas fakes news. Edmilson vai incentivar a construção de banheiros unissex? Eguchi vai acabar com o Círio? Edmilson roubou livros? Eguchi já teve as contas desaprovadas? E por aí vai o porradal das redes.
O departamento de memes já tratou de eleger Edmilson como o Pinguim (inimigo do Batman), já o Eguch virou o Tamaguchi (brinquedo muito popular na década de 90). O Psolista também é encarnado por, na eleição passado, ter dito em vídeo que só tinha 1 fusca. O Patriota é zoado porque aparentemente desconhece e pronuncia errado o nome FMAE durante uma resposta ao Cássio Andrade em um vídeo do debate no primeiro turno.
Talvez não vamos chegar ao nível de amizades desfeitas, como em 2018, ou de acusar as urnas de fraude, como ainda está acontecendo nos EUA. Mas teremos choques de narrativas, edição de vídeos, fake news, bandeirada, disputa por apoios e jingles ruins mas que vão virar chicletes. Pra piorar, um candidato é 50 e o outro 51. Vai dar problema.
Diferentemente dos Estados Unidos, o candidato mais à esquerda vai ter que conquistar mais votos nos bairros do centro, ou seja, em Nazaré, Umarizal e Fátima. O candidato mais à direita, vai ter que atrair mais eleitores nas áreas mais periféricas. Está tudo em aberto. Esse segundo turno promete grandes emoções.
Espero que não tantas como nos EUA, que pelo menos tenha um eleito ainda na noite do dia 29.
















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