A Justiça do Trabalho da 8ª Região vive, nesta terça-feira (18) um daqueles momentos que marcam a memória institucional. Às 11h, no Salão Nobre do Tribunal Regional do Trabalho, a desembargadora Maria Valquíria Norat Coelho toma posse como nova presidente, substituindo a desembargadora Sulamir Palmeira Monassa de Almeida, que se aposenta por idade compulsória.
A solenidade de transmissão de cargos reúne desembargadores, juízes do trabalho, servidores e autoridades públicas. O evento será transmitido ao vivo pelo canal oficial do TRT-8 no YouTube, permitindo que o público de todo o Pará e Amapá acompanhe a cerimônia.
Atual vice-presidente, Maria Valquíria chega ao comando com a experiência de quem conhece o tribunal de dentro e de longe. O posto de vice-presidente será ocupado pela desembargadora decana Rosita de Nazaré Sidrim Nassar, seguindo a regra regimental da casa.
Uma carreira construída no chão da Justiça do Trabalho
A nova presidente iniciou a vida profissional em 1976, quando se formou em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Especializou-se em economia do trabalho na Unicamp e, entre 1979 e 1993, atuou como advogada de instituição financeira. Em seguida, ingressou na magistratura trabalhista por concurso público de provas e títulos.
Ao longo dos anos, presidiu a Junta de Conciliação e Julgamento de Almeirim, foi titular da 1ª Vara do Trabalho de Macapá e das 6ª e 12ª Varas do Trabalho de Belém. Em 2010, tornou-se desembargadora. Desde então, conduziu pautas, projetos e sessões que ajudaram a moldar a atuação do tribunal na região Norte.
A posse de Maria Valquíria ocorre em um contexto em que a Justiça do Trabalho enfrenta desafios crescentes: a complexidade das relações de emprego, a digitalização dos processos e a necessidade de respostas ágeis a demandas sociais e econômicas.
A escolha de uma magistrada com sólida formação técnica e longa experiência de campo é vista por observadores como um sinal de continuidade e de valorização do conhecimento acumulado dentro da própria instituição.
A cerimônia marca não apenas a troca de comando, mas o início de uma nova etapa para o tribunal que julga as relações de trabalho em dois estados da Amazônia.














