O município de Tomé-Açu, no nordeste paraense, vive um clima de tensão após denúncias feitas por lideranças indígenas sobre a presença de homens fortemente armados atuando na região. Os relatos apontam para ameaças, intimidações e episódios de violência em áreas próximas a plantações de dendê.
Segundo os portais @portalsmg e @esmaelnoticias, que tiveram acesso exclusivo às informações repassadas por lideranças locais, os suspeitos fariam parte de uma milícia privada, supostamente comandada por um empresário identificado como Luciano Rodrigues. O grupo estaria tentando expandir domínio sobre territórios onde vivem comunidades indígenas, o que tem provocado medo entre moradores e trabalhadores.
Um dos episódios mais graves teria ocorrido na comunidade Pinu’a. Segundo os portais, cinco indígenas teriam sido feitos reféns por homens armados, elevando ainda mais o nível de preocupação na região. Lideranças afirmam que, até o momento, não houve resposta efetiva das autoridades diante da escalada dos conflitos.
Ainda conforme os portais, há relatos de que, em determinadas ocasiões, a presença da Polícia Militar fez com que os suspeitos deixassem o local. No entanto, o grupo teria retornado posteriormente, mantendo o clima de insegurança e instabilidade.
As denúncias também envolvem áreas que anteriormente pertenciam à empresa Brasil BioFuels (BBF), atualmente desativada no município. Segundo os portais, o empresário citado teria assumido o controle dessas terras de forma irregular, utilizando-as como base de atuação, o que impacta diretamente as comunidades indígenas que vivem nas proximidades.
Diante do cenário, lideranças indígenas cobram providências urgentes de órgãos como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. O temor é de que novos episódios de violência ocorram caso não haja uma intervenção rápida e eficaz para conter o avanço das ameaças e garantir a segurança das populações tradicionais da região.















