O Paysandu recebeu o Guarani na Curuzu, e as duas equipes protagonizaram uma partida eletrizante.
O primeiro tempo ficou marcado por duas falhas monumentais do goleiro Gabriel Mesquita, que resultaram nos dois gols do Guarani. Sem conseguir reagir e abatido em campo, o Papão foi para o intervalo carregando um duro 2 a 0 e sob intensas vaias da torcida.
Mas o segundo tempo reservava uma história completamente diferente. O Lobo voltou com outra postura, sentiu o cheiro da reação e transformou a partida. A pressão imposta pelo Paysandu sobre o Guarani foi sufocante. O Bugre mal conseguia ultrapassar a linha do meio-campo, enquanto o Papão empilhava oportunidades em busca de um resultado histórico. A equipe bicolor acreditou até o fim, buscou a reação e transformou a frustração da torcida em festa com uma virada épica na Curuzu.
Vivendo seu pior momento na temporada, o Paysandu recebeu o Guarani neste domingo (12), no Estádio da Curuzu, em Belém, determinado a colocar fim à seqüência negativa e reencontrar o caminho das vitórias na Série C do Campeonato Brasileiro. A partida, válida pela 14ª rodada, começou às 16h (horário de Brasília).
Os primeiros minutos foram de intensidade. Paysandu e Guarani protagonizaram um verdadeiro fogo cruzado, com as duas equipes buscando o ataque sem abrir mão de pressionar o adversário. O equilíbrio marcou o início do confronto, com chances para os dois lados e um ritmo digno de quem sabia da importância dos três pontos.
Mas a igualdade durou apenas até os 13 minutos. Após cobrança de escanteio, o atacante Hebert apareceu para aproveitar uma falha decisiva do goleiro Gabriel Mesquita. O camisa 1 bicolor não conseguiu segurar a bola, que ficou praticamente servida para o artilheiro do Guarani, que só teve o trabalho de empurrá-la para o fundo das redes. Um frangasso do goleiro do Paysandu que custou caro e colocou o Bugre em vantagem na Curuzu: 1 a 0 para os visitantes.
Acontece que o goleiro Gabriel Mesquita sentiu o erro no primeiro gol do Guarani e protagonizou outro frangaço na Curuzu. Aos 26 minutos, após uma cobrança de falta, a bola, que parecia ser um cruzamento, acabou indo em direção ao gol. O arqueiro bicolor falhou novamente: a bola passou por baixo do seu corpo, bateu na trave e sobrou para Maurício Antônio, que apenas empurrou para o fundo das redes. Gabriel Mesquita fazia uma partida desastrosa. Os dois gols do Guarani nasceram de falhas do goleiro bicolor, que se tornava o principal personagem da derrota parcial do Paysandu. Guarani 2 a 0.
Depois do segundo gol, não foi apenas Gabriel Mesquita que sentiu o golpe. O Paysandu, dentro de campo, também acusou o impacto, assim como a torcida, que viu a confiança dar lugar ao silêncio na Curuzu. O clima já era de derrota antes mesmo do intervalo. O Papão não conseguia se impor, errava passes e decisões simples, enquanto o Guarani administrava a vantagem com tranquilidade, controlando a partida e esperando apenas um novo erro do adversário.
Na volta do intervalo, o Paysandu retornou com outra postura. Empurrado pela torcida e pressionado pela desvantagem, o Papão partiu para o ataque de forma desesperada em busca da reação. As chances começaram a surgir em sequência, e o time bicolor passou a rondar a área do Guarani com frequência. Só dava Paysandu.
Aos 14 minutos, veio a grande oportunidade para recolocar o Lobo na partida. Pablo Baianinho chegou primeiro à bola e caiu após a dividida com o lateral-esquerdo Renan Castro. O árbitro não hesitou e assinalou a penalidade máxima. Na cobrança, porém, Marcinho parou em uma grande defesa de Caique França. O goleiro bugrino acertou o canto e manteve a vantagem da equipe paulista. O Paysandu desperdiçava sua melhor oportunidade no jogo, em mais um capítulo de uma fase que parecia não ter fim.
Mas aos 18 minutos não teve jeito. A pressão do Paysandu era enorme, e depois de uma bola levantada na área do bugre, a bola sobrou para Luciano Taboca concluir para o fundo do gol do Guarani. O Papão diminuiu: 1 a 2.
Era um segundo tempo de um time só. Só dava Paysandu. O Papão sufocava o Guarani, e o empate veio na garra, na raça. Aos 34 minutos, após um cruzamento para a área, a bola sobrou para Juninho, que finalizou e parou em grande defesa de Caique França. No rebote, Italo apareceu livre para completar para o fundo das redes e empatar a partida: 2 a 2.
Mas o empate não bastava. Na tarde deste domingo, pra esse time do Paysandu só bastava a vitória e ela veio com requintes de crueldade. Aos 44 minutos, depois de um bate rebate na área a bola sobrou para Bruno Bispo colocar a bola pro fundo do gol do Guarani. Foi o gol da virada do Lobo. 3 a 2.
E depois da virada não teve tempo para mais nada e foi o fim de um jogo completamente maluco. O Paysandu que foi a única equipe que quis jogar na segunda etapa correu atrás e foi buscar o resultado em uma tarde histórica na Curuzu. Fim de jogo: Paysandu 3, Guarani 2.
Escalações:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Iarley, Bruno Bispo e Bonifazi; Pedro Henrique, Caio Mello(Italo) e Marcinho(Indio); Thayllon, Kleiton Pego e Juninho. Técnico: Júnior Rocha.
Guarani: Caíque França, Ynaiã, Maurício Antonio, Jonathan Costa (Raphael) e Emerson (Renan Castro); Willian Farias, Carlos Eduardo, Isaque e Kauã Jesus; Guilherme Cachoeira e Maranhão (Lucca). Técnico: Elio Sizenando.
Arbitragem
- Árbitro central: Fábio Augusto Santos Sá Junior (SE)
- Assistente 1: Rodrigo Guimarães Pereira (SE)
- Assistente 2: João Marcus Souza Goes Santos (SE)
- Quarto árbitro: Gleika Oliveira Pinheiro (PA)















