Querendo manter os 100% de aproveitamento, o Paysandu recebeu o Brusque neste domingo, dia 12, às 17h, no Estádio da Curuzu, em Belém, em duelo válido pela 2ª rodada da Série C do Brasileiro.
A Curuzu ferveu desde o apito inicial. O Brusque não se intimidou com o caldeirão bicolor e tratou de subir as linhas, pressionando a saída de bola do dono da casa e criando boas oportunidades logo nos primeiros minutos.O Paysandu por sua vez não deixou barato, finalizou na meta adversária várias vezes e aos poucos foi deixando claro quem manda na Curuzu.
Passado o ímpeto inicial, o Papão foi se impondo, tomando as rédeas da partida com autoridade. Empurrou o adversário para o próprio campo de defesa, passou a ditar o ritmo e rondou a intermediária ofensiva com insistência. A superioridade era evidente — faltava apenas o detalhe mais importante, o toque final, para transformar domínio em gol.
A pressão do Paysandu era sufocante — uma blitz atrás da outra. O Brusque se via encurralado, espremido dentro da própria área, sobrevivendo como podia. Até que, aos 46 minutos, a Curuzu explodiu: em linda jogada pela direita, Edilson foi ao fundo e cruzou rasteiro. A bola encontrou Ítalo, o artilheiro, que empurrou para o fundo das redes.
Mas a festa durou pouco. O árbitro, solitário em sua interpretação, enxergou um toque de mão no lance e anulou o gol bicolor. A Curuzu veio abaixo — não em celebração, mas em revolta. Um lance para lá de questionável. O grito de “ladrão” ecoava das arquibancadas.Depois disso foi o fim do primeiro tempo.
O papão jogou melhor e foi dominante na maior parte da etapa. Os bicolores até acharam o seu gol, usurpado pelo árbitro da partida. No fim um injusto 0 a 0.
O segundo tempo começou com o Brusque indo pra cima do Paysandu. E logo aos 4 minutos, Petterson recebeu na grande área, carimbou o travessão, e o rebote ficou para Cipriano, que iniciou a jogada ao desarmar Marcinho. O zagueiro mandou de cabeça para o fundo do gol Bicolor. Foi o gol que abriu o placar na Curuzu. Brusque 1 a 0.
O Paysandu não parava de atacar — era pressão constante sobre o adversário. Do outro lado, o Brusque fazia de tudo para esfriar o jogo, abusando da catimba e tentando fazer o relógio correr mais rápido.
Até que, aos 32 minutos, o árbitro marcou pênalti para o Paysandu, após falta sobre Ítalo dentro da área. O próprio atacante assumiu a responsabilidade, foi para a cobrança e mandou a bola para o fundo das redes catarinenses. Era o gol de empate do Papão: 1 a 1.
Depois do gol de empate a Curuzu ferveu, a torcida Bicolor não parava de cantar e o time continuou pressionando o adversário sem parar. Mas o tempo era curto, não havia mais tempo e com o empate foi o fim da partida.
Foi um segundo tempo em que o Brusque achou seu gol muito cedo e depois abidicou da partida. Do outro lado o Paysandu não parou de atacar o tempo todo mas achou seu gol tarde de mais e não teve tempo de encontrar a virada. No fim o 1 a 1 ficou com gosto amargo para os Bicolores.
Escalações:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Castro, Quintana e Bonifaz(Taboca)i; Pedro Henrique, Caio Mello(Henrico) e Marcinho(Luis Cardoso); Kauã Hinkel, Kleiton Pego e Ítalo. Técnico: Junior Rocha.
Brusque: Nogueira, Jeferson, Alisson, Cipriano, Bernardo(Alex), Davi, Gasao, Jonatan, Alvaro, Peterson e Adrianinho. Técnico: Hugo Magalhães
Arbitragem
- Árbitro: Tarcizo Pinheiro Caetano (RJ);
- Árbitro Assistente 1: Raphael Carlos de Almeida Tavares dos Reis (RJ);
- Árbitro Assistente 2: Fabio Ramos França (RJ);
- Quarto Árbitro: Wanbelton Lisboa Valente (PA).















