Claramente deixando de lado a competição, o Paysandu recebeu o Independência-AC com o time reserva, repletos de garotos, pela quarta e penúltima rodada do Grupo A da fase inicial da Copa Norte, torneio que antecede a Copa Verde. O cenário era claro e implacável para o Lobo: um empate praticamente selaria a eliminação da equipe bicolor, enquanto uma derrota decretaria, sem rodeios, o fim da linha.
O primeiro tempo começou com o Paysandu tímido e vendo o adversário jogar, entrar em seu campo de defesa e dominar rapidamente a partida. O Papão estava acuado e assustado, não sabia o que fazer, apenas assistiu o adversário logo no início do jogo abrir o placar.
Depois do gol os garotos acordaram e foram pra cima dos visitantes, estavam a todo custo querendo o resultado e o empate só veio no fim do primeiro tempo depois que o árbitro “achou” uma penalidade a favor dos donos da casa.
Veio o segundo tempo e o Papão continuou pressionando, achou a virada e depois só administrou o resultado. O independência não conseguiu reagir. Já os garotos jogaram como gente grande, fizeram o relógio correr e garantiram o vitória.
Como foi o jogo
A bola rolou na Curuzu, mas quem parecia dono da casa era o Independência. Sem qualquer cerimônia ou respeito ao ambiente adverso, o time acreano tomou a iniciativa, se impôs desde os primeiros movimentos e passou a atacar o Paysandu como se estivesse em seus próprios domínios.
E tamanha liberdade cobrou seu preço — e cobrou cedo demais. Logo aos 6 minutos, após cobrança de escanteio, a bola sobrou viva na área em meio ao bate-rebate. Diogo Correia, com liberdade inadmissível, dominou com tranquilidade, ajeitou o corpo e finalizou para o fundo das redes, abrindo o placar na Curuzu. Um gol simples, escancarando uma defesa apática, desorganizada e, no mínimo, constrangedora. Independência 1 a 0.
Depois do golpe sofrido, só deu Paysandu. O Lobo pareceu despertar em campo, cresceu na partida e passou a pressionar o visitante. Mesmo desorganizado e com uma equipe claramente alternativa, inferior ao time titular, os garotos compensavam na entrega: jogavam com ímpeto, coragem e vontade de mudar a história do jogo.
E toda essa insistência acabou sendo recompensada. Já nos acréscimos, aos 48 minutos da primeira etapa, o árbitro assinalou pênalti para o Paysandu, após Thalysson ser derrubado pelo Pzagueiro do Independência dentro da área. Na cobrança, Juninho foi para a bola com
personalidade e não desperdiçou: deslocou o goleiro e deixou tudo igual na Curuzu. Era o empate bicolor. 1 a 1.
Depois do gol de empate o árbitro apitou o fim de um bom primeiro tempo na Curuzu. Foi uma etpa em que o visitante começou melhor e rápido achou seu gol. daí em diante só o Bicolor jogou. Os garotos foram pra cima do visitante e foram coroados com o merecido empate no fim da etapa deixando o jogo em 1 a 1.
A virada
O segundo tempo começou exatamente como terminou o primeiro: com o Paysandu melhor em campo, mais confiante e partindo para cima do Independência.
E não demorou para a virada ganhar forma. Logo aos 8 minutos, o Paysandu envolveu o adversário no campo de ataque, trocando passes rápidos, construindo uma bela triangulação até a bola chegar a Juninho. O atacante infiltrou com precisão, dominou com categoria e finalizou rasteiro, sem dar qualquer chance ao goleiro Rafael Bretas. Um golaço, daqueles de encher os olhos, gol de videogame. Era a virada bicolor na Curuzu: Paysandu 2 a 1.
Após o gol da virada, o Paysandu mudou a estratégia. Passou a jogar no erro do adversário, baixou suas linhas e encontrou no contra-ataque o seu principal trunfo. E ele tinha nome: Lucas Cardoso. Em velocidade, o atacante infernizava a defesa do Independência e era a válvula de escape do time bicolor.
E foi justamente em um desses contra-ataques que o Paysandu esteve muito perto de matar o jogo. Aos 26 minutos, Lucas Cardoso arrancou em velocidade, limpou o marcador com categoria e cruzou na medida para Juninho, que chegava para marcar o seu hat-trick. Mas a bola, caprichosa, carimbou a trave, salvando o Independência de uma derrota praticamente definida naquele momento.
O tempo foi passando, e o Paysandu fazia um jogo maduro dentro do possível. Neutralizou o Independência, não deu espaços e controlou o ritmo da partida como pôde. O Papão esfriava e acelerava o jogo conforme a conveniência, administrando a vantagem até o apito final. No fim, vitória merecida dos garotos bicolores na Curuzu: 2 a 1.
Escalações:
Paysandu: Jean, Matheus, Luca(Cauã), Iarley, Luciano(Cauã), Brian, Henrico, Henrique(Klayvert), Thalysson(Arthur), Lucas e Juninho (Edielson). Técnico: Junior Rocha.
Independência – AC: Rafael Bretas, Rafael França, Ronaldo, Lucas, Thomaz, Diogo, Dalmoro(Laruso), Israel(Kaka), Pitel, Caique(Ancelmo) e Biel. Técnico: Ivan.















