O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou, por unanimidade, o afastamento cautelar do promotor de Justiça Tales Fonseca Tranin, acusado de envolvimento sexual com mais de 20 detentos do sistema prisional.
As suspeitas apontam que Tranin teria mantido relações íntimas com presos, em sua maioria ligados a facções criminosas, durante inspeções em unidades carcerárias.
Segundo os relatos, os encontros ocorreram em horário de expediente e, em algumas situações, mediante pagamento. Diante da gravidade das acusações, foi solicitado o afastamento cautelar do promotor, a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e a remoção de Tranin da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio.
O caso ganhou novos desdobramentos após uma coletiva de imprensa concedida pelo promotor. Acompanhado de seus advogados, Tales Tranin admitiu aos jornalistas que mantinha relações sexuais com apenados que integram o crime organizado. No entanto, negou que os relacionamentos tenham ocorrido dentro das unidades prisionais.
Durante a apuração do caso, as denúncias apontaram que os supostos encontros teriam acontecido durante inspeções realizadas pelo promotor em estabelecimentos penais. As acusações envolvem mais de 20 detentos do sistema prisional, a maioria apontada como integrante de facções criminosas.
A defesa do promotor Tales Tranin, representada pelo advogado Erick Venâncio, afirmou que o processo corre sob segredo de Justiça, motivo pelo qual não pode comentar o caso. Venâncio ressaltou que o vazamento de informações sobre a investigação será apurado.
Com a decisão unânime do Conselho Nacional do Ministério Público, além do afastamento cautelar, foram requeridas medidas administrativas para aprofundar a investigação das denúncias, incluindo a instauração de Processo Administrativo Disciplinar e a remoção do promotor da 4ª Promotoria Criminal de Execução Penal e Fiscalização de Presídio.















