O Paysandu recebeu o Floresta na Curuzu e terminou a noite do jeito que a torcida sonhava: na liderança da Série C.
Desde os primeiros minutos, o cenário era favorável ao Papão. Debaixo de muita chuva em Belém, o time bicolor conseguiu se adaptar melhor ao gramado pesado e transformou rapidamente a pressão em vantagem no placar. Enquanto o campo castigado dificultava a troca de passes e tornava cada lance imprevisível, o Paysandu mostrou intensidade, entendimento do jogo e eficiência para construir o resultado ainda na primeira etapa.
Mas o roteiro mudou depois do intervalo.
Apático durante boa parte do primeiro tempo, o Floresta voltou mais ligado para a etapa final e, aos poucos, começou a assumir o controle das ações. O time cearense cresceu na partida, encontrou seu gol e incendiou o duelo na Curuzu. O que parecia uma noite tranquila virou pressão intensa sobre a defesa bicolor.
Empurrado pela necessidade do resultado, o Floresta fez uma verdadeira blitz ofensiva nos minutos finais e esteve muito perto do empate. O Paysandu sofreu, se fechou como pôde e precisou suportar a pressão até o último apito. No fim, porém, a vantagem construída no primeiro tempo falou mais alto. Vitória confirmada, festa na Curuzu e o Papão líder da competição.
Sabendo da oportunidade que tinha de assumir a ponta da tabela, o Paysandu recebeu o Floresta na noite desta segunda-feira, dia 25, às 20h, no estádio da Curuzu, em Belém, em duelo válido pela 8ª rodada da Série C do Brasileiro.
A chuva caiu forte na capital paraense, encharcou o gramado e deu ao jogo o clima típico de batalha amazônica. Mas se o tempo pesava, o Paysandu parecia ainda mais leve em campo. Empurrado pela torcida, o Lobo não tomou conhecimento da equipe cearense, pressionou desde o apito inicial e transformou o começo da partida em um verdadeiro bombardeio ofensivo.
E não demorou para a Curuzu explodir.
Logo aos 7 minutos, o Paysandu envolveu a defesa adversária com uma troca de passes dentro da área. A bola encontrou Caio Melo, ele dominou, girou sobre o marcador e com extrema categoria bateu colocado, tirando qualquer chance do goleiro. A finalização foi tão precisa que parecia desenhada à mão. Um golaço! Papão 1 a 0.
Depois do gol, o Floresta finalmente acordou para a partida e saiu para o jogo tentando correr atrás do prejuízo. Mas, ao mesmo tempo em que os cearenses avançavam suas linhas, o Paysandu encontrava ainda mais espaços para atacar. O duelo virou um verdadeiro fogo cruzado na Curuzu, com chances surgindo dos dois lados.
Só que havia um adversário extra em campo: o gramado. Castigado pela chuva intensa, o campo da Curuzu rapidamente ficou encharcado. A drenagem já não dava conta, a bola prendia nas poças e cada lance exigia adaptação imediata dos jogadores. Numa noite assim, sobreviveria quem entendesse mais rápido as condições quase caóticas da partida.
E o Paysandu soube jogar esse jogo.
Em mais uma boa trama ofensiva dentro da área do Floresta, Juninho recebeu de costas, fez o pivô e rolou na medida para Thayllon encher o pé e literalmente furar a rede do adversário. O Papão era mais lider do que nunca. A Curuzu veio abaixo mais uma vez: 2 a 0.
E com o Papão sendo dono da partida, o juiz apitou o fim do primeiro tempo. Foi uma etapa que foi prejudicada pelo gramado, mas de amplo domínio Bicolor. O Papão fez dois e poderia ter sido mais. O Floresta mais assistiu do que lutou e no fim a vitória parcial do Lobo mais do que justa: 2 a 0.
O segundo tempo começou bem diferente da etapa inicial. Depois de um primeiro tempo eletrizante, o Paysandu voltou a campo em ritmo mais cadenciado, administrando a vantagem e tentando esfriar a partida. O Papão diminuiu a intensidade, valorizava a posse de bola e procurava controlar o relógio tanto quanto controlava o placar.
Do outro lado, o Floresta até tentava reagir, mas mostrava pouca criatividade para furar a defesa bicolor. Sempre que se aproximava da área, o roteiro era praticamente o mesmo: levantamento de bola na área, apostando no famoso “chuveirinho” para tentar encontrar algum espaço entre os defensores do Paysandu.
Com menos velocidade, poucas chances claras e muitas interrupções, o duelo perdeu o brilho do primeiro tempo. A partida ficou mais truncada, morna e sem a mesma tensão que incendiou a Curuzu nos 45 minutos iniciais.
Mas o marasmo acabou aos 38 minutos. Daniel Troiano recebeu na esquerda do ataque, ele limpou dois marcadores do Paysandu e bateu forte, cruzado e o Gabriel Mesquita aceitou. Um belo gol do Floresta que colocou fogo na partida. 1 a 2.
O Floresta tentou de tudo, até fez uma blitz em cima do Lobo que resistiu forte, segurou a vitória aos trancos e barrancos e o Papão saiu com mais uma vitória e garantiu a liderança da competição. Fim de jogo: Paysandu 2 x 1 Floresta.
Escalações:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Castro, Bruno Bispo e Bonifazi; Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho; Thalyson (Thayllon), Lucas Cardoso e Ítalo. Técnico: Júnior Rocha
Floresta: Dheimison; Eliandro, Islan, Afonso, João Victor e Caíque; Jhony Douglas, Danrley e Garraty; Matheus Martins e Jeam. Técnico: Leston Júnior
ARBITRAGEM
- Árbitro: Jodis Nascimento de Souza (RJ)
- Árbitro Assistente 1: Hugo Filemon Soares Pinto (RJ)
- Árbitro Assistente 2: Thiago Filemon Soares Pinto(RJ)
- Quarto Árbitro: Alexandre Expedito Vieira da Silva Junior (PA)















