Dois comerciante foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Bragança, com 15 baterias de torres de telefonia móvel furtadas, cada uma avaliada em cerca de R$ 5.000,00. O furto das peças tirava as antenas de telefonia do ar e deixava centenas de usuários de aparelhos celulares sem comunicação.
As prisões ocorreram ontem, durante a operação “Super Shock”, deflagrada visando combater o furto desse tipo de bateria, naquele município da Região do Rio Caeté, no nordeste paraense. De acordo com a Polícia Civil, os investigados foram presos pelo crime de receptação, após serem encontrados com várias baterias furtadas.
A ação ocorreu após a equipe policial ter sido procurada por um funcionário de uma empresa de telecomunicações, que relatou que frequentemente a empresa é vítima de furtos, os quais além de causarem grande prejuízo financeiro, prejudicam a população, pois a comunicação é interrompida após a retirada de um equipamento essencial como este.
Diante da denúncia, uma apuração foi feita e a ação deflagrada para fiscalizar alguns locais onde provavelmente os objetos furtados eram vendidos. Durante a primeira diligência foram localizadas no estabelecimento comercial de um dos indiciados 10 baterias de gel, que haviam sido furtadas da empresa, todas com alto valor comercial.
Em outra ação, mais cinco baterias furtadas da mesma empresa foram encontradas em outro estabelecimento. Ao todo, 15 unidades foram apreendidas. Os dois comerciantes foram conduzidos até a Delegacia da Polícia Civil local para procedimentos e, posteriormente, encaminhados ao sistema penitenciário.
Ambos vão responder por receptação, crime previsto no artigo 180 da lei 9.426/96 do Código Penal Brasileiro, a qual prevê pena de reclusão de um a quatro anos e multa.
As investigações seguem com intuito de identificar e localizar os responsáveis pelos furtos e outros possíveis receptadores.
Quadrilhas
Uma outra Operação da Polícia Civil foi desencadeada em maio deste ano, para cumprimento de mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra uma organização criminosa acusada de furtar baterias de antenas de telefonia em vários municípios do Pará.
Segundo as investigações, as baterias tinham um valor comercial de aproximadamente R$ 5 mil. Na ocasião, um homem foi preso. Ele era ex-funcionário de uma empresa terceirizada, que prestava serviço às operadoras e tinha conhecimento técnico para retirar as baterias do lugar, inclusive, tinha acesso a uma “chave mestra”, o que facilitava o crime.














