Paysandu e Nacional-AM ficaram longe de entregar uma final à altura da expectativa criada em torno da decisão. Tecnicamente, a partida foi pobre, marcada por excesso de erros, pouca criatividade e raríssimos momentos de brilho. Em muitos trechos, o confronto se arrastou em ritmo lento, truncado e previsível, sem conseguir empolgar quem acompanhava no Mangueirão.
Faltaram intensidade, qualidade na construção das jogadas e inspiração ofensiva dos dois lados. Em meio a um jogo de poucas emoções, apenas um lance conseguiu romper a monotonia da noite — e de maneira brilhante. O gol de Castro, uma verdadeira pintura, Um oasis em um deserto futebolístico de uma partida carente de futebol e acabou sendo suficiente para decidir o duelo.
Mesmo pelo placar mínimo, o Paysandu fez valer o fator casa e largou em vantagem na final. Agora, o Papão joga pelo empate em Manaus, na próxima semana, para conquistar o título da Copa Norte.
Com sede de revanche após a goleada sofrida na primeira fase, o Paysandu recebeu o Nacional-AM na noite desta quarta-feira, 20, às 20h (horário de Brasília), no Estádio Mangueirão, em Belém, pelo jogo de ida da final da Copa Norte, torneio que antecede a disputa da Copa Verde.
A decisão começou marcada por muita disputa e poucos espaços. As duas equipes priorizaram a solidez defensiva, travando um duelo intenso no meio-campo e dificultando a criação ofensiva. Com maior posse de bola, o Paysandu tentava assumir o protagonismo da partida, mas encontrava dificuldades para infiltrar na marcação amazonense.
Diante do bloqueio imposto pelo Nacional, o time bicolor passou a apostar nas finalizações de média e longa distância. Kleiton Pego, jogador mais acionado do Papão nos primeiros minutos, chamou a responsabilidade e tentou romper o equilíbrio com arremates de fora da área, sendo a principal válvula de escape ofensiva da equipe paraense.
O confronto demorava a ganhar intensidade. Superior na posse de bola e no controle das ações, o Paysandu seguia ocupando o campo ofensivo, mas esbarrava na pouca criatividade para transformar domínio em chances reais de perigo. Faltava ao Lobo maior inspiração no último passe e movimentação para quebrar as linhas defensivas adversárias.
Do outro lado, o Nacional-AM mostrava organização e disciplina tática. Bem postada, a equipe amazonense fechava os espaços e neutralizava as tentativas do time bicolor, dificultando qualquer infiltração pelo setor central. Com poucas oportunidades claras e excesso de disputa no meio-campo, a partida caiu de rendimento e passou a ser marcada por um jogo chato e previsível.
E aos 45 minutos enfim apareceu o primeiro grande lance da primeira etapa. Depois de um cruzamento na área, Caio Mello sobe mais que todo mundo e cabeceia para o gol, mas a bola foi no travessão. Quase o Bicolor abriu o placar.
Depois disso foi o fim de um fraco primeiro tempo. A partida foi marcada por excesso de marcação, muitas interrupções e escassa criatividade ofensiva dos dois lados. Tanto Paysandu quanto Nacional-AM encontraram dificuldades para construir jogadas e transformar posse de bola em oportunidades claras. Assim, o empate sem gols ao intervalo refletiu com fidelidade o que se viu em campo.
Veio a segunda etapa completamente diferente da primeira. Uma mudança da água para o vinho. E essa mudança aconteceu aos 6 minutos com uma verdadeira pintura no Mangueirão. O zagueiro Castro recebeu a bola no meio de campo, ele avançou como “quem não quer nada” e de repente mandou um balaço, com uma curva impressionante, no ângulo. Um gol de placa! Papão 1 a 0.
Depois do gol, a partida ganhou outro cenário. O jogo, até então preso e travado, ficou mais aberto, com as duas equipes se lançando ao ataque em busca de espaços. O ritmo aumentou, as chances começaram a aparecer e o confronto finalmente ganhou clima de decisão.
Aos 27 minutos, o Paysandu esteve muito perto de ampliar a vantagem. Kleyton Pego foi lançado em velocidade, infiltrou na área fazendo o chamado “facão” às costas da defesa e finalizou cruzado. O goleiro do Nacional-AM já estava batido no lance, mas a bola passou tirando tinta da trave antes de sair pela linha de fundo. Foi a chance perfeita para o Lobo encaminhar a vitória e “matar” o jogo no Mangueirão.
Depois disso, a partida voltou a cair de produção. Mesmo com os dois times adotando uma postura mais ofensiva e tentando acelerar o jogo, as oportunidades reais de perigo praticamente desapareceram. O confronto ficou excessivamente faltoso, com muitas interrupções, o que quebrou o ritmo da partida e impediu qualquer sequência de jogadas trabalhadas.
O excesso de faltas deixou o duelo “picotado”, travando a dinâmica do jogo e evidenciando a pouca criatividade das equipes no setor ofensivo. Faltavam organização, intensidade e inspiração para transformar a disposição em futebol efetivo. No fim das contas, o gol marcado por Castro acabou sendo um verdadeiro oásis em meio a um jogo tecnicamente pobre e de poucas emoções no Mangueirão.
No fim o jogo terminou com o placar mostrando o único lance da partida: o gol de Castro. Assim, o Paysandu largou em vantagem na decisão da Copa Norte e fez valer o mando de campo diante do Nacional-AM. Fim de jogo: Paysandu 1 x 0 Nacional.
Escalações:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Castro, Quintana, Bonifazi, Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho(Lucas), Thalyson(Tayllon), Kleiton Pego e Ítalo(Juninho). Técnico: Junior Rocha.
Nacional: Caio Alan; Ryan Santos, Thiago Lopes, Michel, Wendell e Varão; Miliano(Anderson), Rodrigo, Erick, Rafa Marcos, Renanzinho(Caio), Vitinho(Kevim). Técnico: Júlio César Nunes
Arbitragem
- Árbitro: Sidnei Furtado – TO;
- Árbitro Assistente 1: Fábio Pereira – TO;
- Árbitro Assistente 2: Samuel Smith Nobrega Silva – TO;
- Quarto Árbitro: Wanbelton Lisboa Valente – PA;
- VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho – RJ.














