O Remo foi até Castanhal encarar o Japiim e voltou para Belém com um empate na bagagem. Depois de uma primeira etapa morna, arrastada e com pouca emoção, o segundo tempo transformou completamente o cenário da partida.
As duas equipes se lançaram ao ataque, trocaram golpes e fizeram o jogo ganhar intensidade. O Castanhal esteve à frente do placar em duas oportunidades, mostrando força dentro do Modelão, mas o Leão Azul teve poder de reação e buscou o empate todas as vezes. Pelo que se viu na etapa final, o desfecho não poderia ser outro: igualdade no marcador e um ponto para cada lado.
Querendo garantir vaga na próxima fase do estadual, mas em meio a uma maratona desgastante de jogos com menos de 24 horas de intervalo, o Leão Azul foi até o estádio Modelão, às 19h30, para encarar o Castanhal, em confronto que encerrou a quinta rodada do Parazão 2026. Diante da necessidade de pontuar e administrar o desgaste físico do elenco, o técnico Juan Carlos Osório optou por dividir o grupo: parte da delegação não viajou para o compromisso pelo Brasileirão e permaneceu em Belém, focada exclusivamente na preparação para o duelo diante do Japiim.
A bola rolou e o que se viu nos primeiros minutos foi um jogo morno, sem emoções e com as duas equipes exibindo pouca — ou quase nenhuma — inspiração. Quando surgia alguma jogada de perigo, ela nascia muito mais de erros do adversário do que de construções trabalhadas, triangulações ou lances ensaiados. Faltava criatividade, sobrava imprecisão. O duelo se arrastava, truncado e previsível, daqueles difíceis de assistir até para o torcedor mais paciente.
Depois da parada técnica, o Castanhal voltou diferente. Passou a gostar do jogo, a ocupar mais o campo de ataque e a agredir o Remo com mais intensidade e convicção. A pressão foi crescendo até que, aos 36 minutos, em jogada construída pelo lado direito, veio o castigo azulino: a bola foi alçada na área, encontrou a cabeça de Daniel GTA e o atacante não perdoou. Com uma cabeçada de manual, testou firme no cantinho, sem qualquer chance de defesa para Ivan. Gol do Japiim: 1 a 0.
Depois de sofrer o gol, o Remo até tentou avançar suas linhas e pressionar o Castanhal, mas esbarrava na própria ineficiência técnica e na ausência quase total de criatividade. Os ataques azulinos se resumiam, em sua maioria, a chutes de fora da área de Panagiotis, tentativas mais na base da insistência do que da construção coletiva.
Enquanto isso, o Japiim jogava com conforto, bem postado e pouco ameaçado pelo ataque remista. O primeiro tempo se encerrou com o Leão devendo — e muito — em termos de futebol apresentado. Ao apito final da etapa inicial, o placar parcial era justo e premiava a postura mais organizada e efetiva do Castanhal: 1 a 0.
O segundo tempo começou com o Remo indo pra cima do Castanhal Até que aos 11 minutos, depois de um cruzamento na área do Japiim, a bola bate no braço do zagueiro Renan Almeida, e após análise do VAR, o árbitro apontou penalti para o Leão. Na cobrança, Eduardo Melo não desperdiçou e colocou a bola no fundo da rede do Castanhal.Foi o empate do Leão Azul: 1 a 1.
O Castanhal se recusava a aceitar o empate. O Japiim queria mais — queria a vitória — e jogava como quem não admite dividir nada diante do seu torcedor. Aos 24 minutos, depois de uma sequência de pressão do time da casa, a bola foi cruzada pela esquerda, fechando no segundo pau. Lá estava Ricardinho, livre para finalizar cruzado. A bola ainda desviou em Pavani no meio do caminho e morreu no fundo das redes. Gol da insistência, da persistência e da postura de quem acreditou. 2 a 1 para o Japiim.
O jogo cresceu — e muito — na segunda etapa. Ninguém aceitava perder, e a intensidade tomou o lugar da apatia vista no primeiro tempo. A partida ganhou ritmo, divididas mais firmes e duas equipes determinadas a buscar o resultado até o último lance.
E foi já nos acréscimos, aos 50 minutos, que o Remo encontrou o empate. Após cobrança de escanteio, o zagueiro grandalhão Thalysson subiu mais alto que todo mundo e, com autoridade, testou para o fundo das redes: 2 a 2.
Depois do gol, não houve tempo para mais nada. O árbitro apitou o fim do jogo, encerrando uma etapa complementar muito superior à inicial. Se no primeiro tempo faltou futebol, no segundo sobrou entrega. As duas equipes buscaram o gol até o fim, ninguém se contentou sequer com o empate — e, pelo que foi produzido na etapa final, o 2 a 2 acabou sendo um resultado justo.
RAIO X DA PARTIDA
Local: Estádio Modelão (Castanhal)
Castanhal: Tom; Renan, Guizão, Matheus Félix, Gustavo Braga, Hercules; Heron, Marcos Paulo e Romarinho; Dudu Black e Daniel GTA. Técnico: Juan Carlos Osório
Remo: Ivan, Tassano e Kawan; Marcelinho, Cantillo, Pavani e Freitas; Jaderson (Thalysson), Panagiotis, Carlinhos e Eduardo Melo. Técnico: Guilherme Furtado.
Árbitro: Alexandre Expedito Vieira da Silva Júnior (CBF);
Assistente 1: Acácio Menezes Leão (CBF);
Assistente 2: Brenda Jeovana Rodrigues dos Santos (CBF);
4º árbitro: Matheus Marques do Nascimento (FPF);
VAR: Djonaltan Costa de Araújo (CBF);
AVAR: Emanoel Ferreira do Amaral Júnior (CBF).
MELHORES MOMENTOS E GOLS:















