Não sei se por falta de recursos ou estratégia de campanha, mas até semana passada as eleições municipais de Belém se mostraram bastante tímidas no visual das ruas. Mario Couto e Edmilson, principalmente o segundo, foram as primeiros a trabalhar o bandeiraço em setores estratégicos e adesivaço de carros. Mas nessa semana o panorama começou a mudar.
Quem é acostumado a trabalhar nas campanhas, estava reclamando do “cofre trancado” dos candidatos. Mas essa semana, quando se intensificou a prática, as pessoas convocadas ficaram contentes com os valores prometidos para remuneração, em média 150 reais por 6 dias. Em alguns casos, para candidatos mais “estribados”, o valor é de 180 reais, mais almoço e transporte.
De repente uma correria na avenida Doca de Souza Franco. Eram pessoas que fariam um bandeiraço tentando alcançar o lugar mais estratégico da avenida: a frente do Shopping Boulevard. O local é bom porque, além da grande movimentação, fica na saída do shopping e no ponto de ônibus com maior aglomeração. Marcar território ali é imprescindível, por isso é bom chegar cedo e, em caso de emergência, correr.
Nesse ponto ficou o pessoal de lilás do Edmilson. Ao lado, na outra esquina, de laranja, o pessoal do Cássio Andrade. Já no canto da rua Antônio Barreto, onde tem um posto de gasolina, na cor azul estava a galera do Priante, visivelmente em maior número. Um pouco mais tarde chegaram, de branco, as pessoas do Thiago Araújo. Logo se deu uma “guerra” de balancear de bandeiras, animação e distribuição de panfletos, embalados por jingles.
O disputado visual de rua a partir de pessoas balançando bandeiras, tomou conta das principais avenidas e locais movimentados. Visualmente, Priante e Thiago Araújo deram um Up nessa estratégia. Ganham em pontos como avenida Augusto Montenegro, rodovia do Tapanã, avenida Pedro Álvares Cabral e grande parte da avenida Almirante Barroso.
Na feira do bairro da Terra Firme, essa atividade até rendeu piada entre os feirantes. Dizem, de maneira bem humorada, para a galera que segura ou tem bandeira na barraca: “quanto o candidato te deu pra tu segurar o pau?” ou “o candidato botou a vara na tua barraca?”. O povo não perdoa. Será que a estratégia vai dar certo? Veremos nas urnas.
















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