Após reclamações de comerciantes e frequentadores da praça Batista Campos sobre a grande concentração de garças, a Prefeitura de Belém iniciou uma série de medidas para reduzir a permanência das aves no local e minimizar os impactos provocados pelas fezes, pelo mau cheiro e pela presença constante dos animais. O plano reúne ações de limpeza, manejo ambiental, monitoramento da fauna e orientação à população.
O tema ganhou ainda mais repercussão depois da morte de um fisioterapeuta que contraiu uma infecção associada a fungos presentes em fezes de aves.
Entre as principais mudanças anunciadas pela prefeitura está a lavagem diária de toda a praça. Até então, o serviço era realizado uma vez por semana, enquanto a varrição ocorria diariamente. A partir de agora, a limpeza passará a ser feita todos os dias com produtos biodegradáveis.
Segundo o secretário executivo de Parques e Praças da Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel), Orlando Maestri, a limpeza frequente tem um objetivo que vai além da conservação do espaço.
O odor dos dejetos acaba formando um ambiente favorável para as aves. Com a lavagem diária, além de melhorar as condições de uso da praça, também alteramos esse ambiente para estimular que elas procurem outros locais”, disse.
Além da limpeza, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) realizam uma ação de educação ambiental voltada a comerciantes, permissionários e frequentadores da praça. Durante a atividade, técnicos orientam a população sobre como agir ao encontrar aves feridas ou mortas.
A recomendação é que ninguém toque nos animais. Nesses casos, a orientação é acionar a Guarda Municipal, pelo telefone 153, ou o Batalhão de Polícia Ambiental, por meio do 190. Também é possível comunicar os agentes que atuam diariamente na praça.
De acordo com a diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, a combinação entre as árvores da praça e a grande quantidade de tilápias presentes no lago criou um ambiente ideal para que as garças permanecessem no local.
Segundo ela, o objetivo das medidas é fazer com que as aves retomem o comportamento migratório e passem a ocupar outros ambientes urbanos, reduzindo a concentração registrada atualmente na Batista Campos.
O plano emergencial também prevê o atendimento aos animais feridos, a remoção das aves encontradas mortas e a retirada da principal fonte de alimento das garças, considerada uma das causas do aumento da população no local.
A prefeitura afirma que as ações buscam preservar a praça Batista Campos como espaço público de convivência, conciliando a conservação ambiental com a segurança da população.
As medidas começaram a ser executadas nesta semana e, segundo o município, serão mantidas por tempo indeterminado, enquanto técnicos acompanham o comportamento das aves e os resultados das intervenções.















